<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360</id><updated>2012-02-16T21:03:49.801Z</updated><category term='fotografando.'/><category term='Ferreirinha'/><category term='2009'/><category term='de A. Cohen'/><category term='15 de maio de 2010.  Madri'/><category term='Do livro &quot;Versus (in)versus&quot;'/><category term='Visão Cais do Sodré'/><category term='Casa de Campo'/><category term='Toledo'/><category term='no alto. PT'/><category term='Uma noite no Largo - TNSC Lisboa'/><category term='PT COIMBRA'/><category term='M. do P.'/><category term='1989'/><category term='Portugal'/><category term='Ao passar do tempo'/><category term='fotógrado. Madri'/><category term='Reduzindo o enigma'/><category term='E hoje'/><category term='Reflexões na Praia de Esmoriz'/><category term='PT.'/><category term='eu fotografando'/><category term='Bem no alto. Perfeição de cada dia. Esquina da Gran Via. Madri'/><category term='P.de Alarcón'/><category term='Mad/Es'/><category term='... e fotografei.'/><category term='Pt'/><category term='Eu'/><category term='O que é o tempo?'/><category term='Foto by Rita Vidigal'/><category term='Madri'/><category term='Janela Noturna'/><category term='Foto by Hélres Gleidcy'/><category term='Foto by Rafaela A. C'/><category term='Fotografei algum enigma?'/><category term='Teatro São Luiz'/><category term='15 de maio de 2010. Eu'/><category term='By I.'/><category term='No alto da Gran Via'/><category term='ontem.'/><category term='fotografando Porto e Gaia'/><category term='As pedras'/><category term='fotógrafo'/><category term='Uma casa contemplada'/><category term='Janeiro 2010'/><category term='Janeiro de 2010'/><category term='Em Pozuelo de Alarcón'/><category term='as ruas e os caminhos'/><category term='construido por D. João V'/><category term='Convento de Mafra (ou Palácio Nacional de Mafra)'/><category term='Madri. O olhar bem no alto por um longo tempo.'/><category term='Fotografando...'/><category term='Mad'/><category term='O eu fotógrafo'/><category term='Praia de Esmoriz'/><category term='Entre Porto e Gaia'/><category term='um afeto imenso pela camisa. Uma taça de vinho. Pt'/><category term='Ao olhar o Cais do Sodré'/><category term='No céu de Aveiro'/><category term='Edifício de Telecomunicações'/><category term='julho 20009'/><category term='By Me'/><category term='Lisboa.'/><category term='Lá em cima'/><category term='ontem'/><category term='COIMBRA'/><category term='Esp.'/><category term='com Alexandra Burke'/><category term='... pelas ruas de Lisboa.'/><category term='Fotografia by Hélres Gleidcy'/><category term='PALHEIRO'/><category term='25.07.2009'/><category term='Hallelujah'/><category term='By Cintia Santos'/><category term='mais um grande show de Maria Rita'/><category term='o fotógrafo'/><category term='Es'/><category term='O passageiro. O próximo trem pode ser o melhor na madrugada de noite tão clara nas ruas de uma cidade que se faz quase íntima.'/><category term='Um jardim aol lado'/><category term='Ericeira'/><category term='fotografando um chão no Porto'/><category term='Esmoriz. Eu'/><category term='Espinho'/><category term='Eu mesmo'/><category term='In: O Silêncio e a Bagagem'/><category term='em 25.07.2009'/><category term='2006'/><category term='Cais do Sodré'/><category term='By Breno A. C'/><category term='julho 2009'/><category term='Século XVIII. Ericeira'/><category term='By I. Casa de Campo'/><category term='Real Convento de Mafra'/><title type='text'>O Silêncio e a Bagagem</title><subtitle type='html'>"Pedaços, tudo aos pedaços, a mala se esvaziando, a mala se esvaziando, veementemente se esvaziando, sem nem mesmo alguma peça de roupa ter sido, pelo menos, dobrada e guardada dentro dela. A mala ainda vazia, completamente vazia, e já se esvaziando, se esvaziando, o fundo, o fundo da mala tão escuro de tamanha profundidade, e totalmente escancarado para o nada. Nada ali dentro da mala que seria tão pequena para o tanto a ser transportado, e o denso cheiro de vazio dentro da sua imensidão."</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>186</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-6305335284755616300</id><published>2012-01-23T00:48:00.002Z</published><updated>2012-01-24T22:02:43.969Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Foto by Hélres Gleidcy'/><title type='text'>Simbologia imaginária</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/--UaTSzRn57Y/TxyuG3-b8qI/AAAAAAAAAdI/6ytniiDdeh0/s1600/Lago.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="308" width="400" src="http://1.bp.blogspot.com/--UaTSzRn57Y/TxyuG3-b8qI/AAAAAAAAAdI/6ytniiDdeh0/s400/Lago.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Abriu a caixa que lhe fora entregue no percurso pela avenida e viu que lá dentro não havia tanto quanto a bela embalagem aparentava. Logo pensou na essência das coisas, na simbologia imaginária dos objetos, na simplicidade que pode morar detrás da suntuosidade, na velha imagem do falso brilhante: lá dentro tantos resíduos, e a pedra que tanto brilhava nada mais é que o efêmero de algum instante encantado.&lt;br /&gt;Sustentou a caixa em suas mãos, uma felicidade leve e agradável, enquanto retirava de lá de dentro algo tão simples, bem simplezinho. Entretanto, ao torná-lo visível aos seus olhos, a felicidade leve e agradável começou a ser desconstruída, embora não se revelasse: um querer entender a grandeza da embalagem em seu amarelo quase dourado e num laço perfeito, uma mistura de cores que se combinavam tão bem, mas que tanto se contratava com com o simplezinho demais.&lt;br /&gt;De repente, analogias sobre a vida e sobre as coisa e sobre tudo e sobre os fragmentos que se juntavam um ao outro enquanto pensava no sentido daquele instante: tão simplezinho e tão sem sentido a aparência e a essência, a embalagem e o que nela havia.&lt;br /&gt;E, novamente, o de repente surgiu, agora descontruindo os instante que duram apenas na velocidade do pensamento: abriu a caixa que lhe fora entregue no percurso pela avenida e viu que lá dentro havia muito mais do que a bem simples e pequena embalagem revelava. Logo, pensou novamente na essencia das coisas, na simbologia imaginária dos objetos, na grandeza que pode estar detrás da simplecidade, na imagem misteriosa do brilhante que brilha, brilha, brilha, às vezes tão falso, às vezes tão verdadeiro, às vezes apenas fantasia. E o vento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-6305335284755616300?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/6305335284755616300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2012/01/simbologia-imaginaria.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/6305335284755616300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/6305335284755616300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2012/01/simbologia-imaginaria.html' title='Simbologia imaginária'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/--UaTSzRn57Y/TxyuG3-b8qI/AAAAAAAAAdI/6ytniiDdeh0/s72-c/Lago.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-531373298873934129</id><published>2012-01-14T16:29:00.000Z</published><updated>2012-01-14T16:29:38.689Z</updated><title type='text'>Espelhos imaginários e o outro espelho</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-KQTVeRIG-jA/TxGtNphtLCI/AAAAAAAAAc8/fF3Z5ANDlT4/s1600/CIMG2252.JPG" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="400" width="300" src="http://3.bp.blogspot.com/-KQTVeRIG-jA/TxGtNphtLCI/AAAAAAAAAc8/fF3Z5ANDlT4/s400/CIMG2252.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Releu nas paisagens acinzentadas do tempo os movimentos do prazer de luzes incandescentes&lt;br /&gt;e agora é a suplica tão tardia se não for o milagre. &lt;br /&gt;Lá no nevoeiro do tempo estavam os porta-retratos todos imaginários e expostos ao lado de outros muito mais que fotografias no subterrâneo das recordações. Um cheiro ácido exalava não apenas do frasco do seu perfume que já nem parecia o mesmo, por mais que o aroma extraído da pura essência era agora um cheiro vindo de algum sótão e que se misturava ao outro, &lt;br /&gt;o do frasco de nova fragrância junto a outros frascos de perfumes guardados um junto ao outro mas que nunca disfarçava a acidez corrosiva em sua pele. &lt;br /&gt;O seu olhar já não conseguia fingir desde quando percebera que o outro tempo havia voado para um destino imprevisível em si mesmo, mas ali, perceptível  pelo seu próprio olhar interior ou o do outro que era ele mesmo. &lt;br /&gt;Aquela certeza mergulhava em seus devaneios &lt;br /&gt;e eram dois sentimentos visíveis nos imensos e belos espelhos das vitrines por onde passava e outros espelhos estilhaçados e espalhados nas vitrines de si mesmo, &lt;br /&gt;tantos espelhos imaginários enquanto as fragrâncias exalam perdendo o seu aroma e se transformam em frascos vazios.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-531373298873934129?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/531373298873934129/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2012/01/espelhos-imaginarios-e-o-outro-espelho.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/531373298873934129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/531373298873934129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2012/01/espelhos-imaginarios-e-o-outro-espelho.html' title='Espelhos imaginários e o outro espelho'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-KQTVeRIG-jA/TxGtNphtLCI/AAAAAAAAAc8/fF3Z5ANDlT4/s72-c/CIMG2252.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-7992487940003107977</id><published>2011-12-24T12:13:00.003Z</published><updated>2011-12-24T14:00:22.084Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fotografia by Hélres Gleidcy'/><title type='text'>"Tantas vezes a certeza é costurada como se fosse" ou "A noite silenciosa sobre a rua"</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-FVxKS_Mgm0s/TvXBirAgrWI/AAAAAAAAAcw/c4nLFPQXqSc/s1600/386537_2055517806031_1787172675_1320377_1581459003_n.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="268" width="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-FVxKS_Mgm0s/TvXBirAgrWI/AAAAAAAAAcw/c4nLFPQXqSc/s400/386537_2055517806031_1787172675_1320377_1581459003_n.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Depois que fechou a porta não pretendeu mais nada a não ser alcançar novamente a rua abandonada horas antes,&lt;br /&gt;quando o que mais lhe importava era preencher o que havia ficado como lacunas num tempo anterior&lt;br /&gt;(tempo que o imaginário parecia também abandonado com o seu jeito ilusório de preencher lacunas ao acaso deixadas pelos fragmentos).&lt;br /&gt;Na rua de prédios novos misturados a outros cheios de memórias,&lt;br /&gt;Os seus passos pareciam bem mais lentos do que eram,&lt;br /&gt;(um contentamento ainda num cheiro em sua pele&lt;br /&gt;e as palavras que se misturavam em imagens e significados escorregadios e outros talvez jamais).&lt;br /&gt;Os prédios cheios de memórias pareciam às vezes os mais belos e outras vez não.&lt;br /&gt;Os prédios cheios de vidros protegendo as memórias embrionárias eram os mais belos e outras vezes não.&lt;br /&gt;Tantas coisas às vezes não&lt;br /&gt;às vezes sim&lt;br /&gt;tantas vezes a incerteza pulando como bolas voando ao acaso outras vezes em direção a um infinito logo ali não ainda o Infinito.&lt;br /&gt;Tantas vezes a certeza escancarada em respostas tão firmes e nítidas como o próprio reflexo diante do espelho, quando nem é preciso mergulhar tanto lá dentro para perceber o exatamente das coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De lá do alto das janelas cheias de vidro, viu, lá fora, a noite silenciosa sobre a rua,&lt;br /&gt;enquanto o cheiro se tornava ainda mais intenso em sua pele:&lt;br /&gt;“Tantas vezes a certeza é costurada como se fosse a resposta tão firme e tão nítida das coisas e do ser”. Pensou, &lt;br /&gt;enquanto andava pela rua, &lt;br /&gt;ao amanhecer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-7992487940003107977?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/7992487940003107977/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2011/12/tantas-vezes-certeza-e-costurada-como.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/7992487940003107977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/7992487940003107977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2011/12/tantas-vezes-certeza-e-costurada-como.html' title='&quot;Tantas vezes a certeza é costurada como se fosse&quot; ou &quot;A noite silenciosa sobre a rua&quot;'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-FVxKS_Mgm0s/TvXBirAgrWI/AAAAAAAAAcw/c4nLFPQXqSc/s72-c/386537_2055517806031_1787172675_1320377_1581459003_n.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-3043272905450760136</id><published>2011-12-11T17:12:00.003Z</published><updated>2011-12-16T08:57:57.465Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fotografia by Hélres Gleidcy'/><title type='text'>O cheiro do perfume nos fios do casaco de algodão</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-nHqZeFDHThM/TuTkOIVh1JI/AAAAAAAAAck/5LZbYekCXo0/s1600/385783_2042690445355_1787172675_1315668_1656099988_n.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="400" width="298" src="http://4.bp.blogspot.com/-nHqZeFDHThM/TuTkOIVh1JI/AAAAAAAAAck/5LZbYekCXo0/s400/385783_2042690445355_1787172675_1315668_1656099988_n.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Depois, entregue à perplexidade previsível não para si mesma,&lt;br /&gt;arrumou o resto do que lhe faltava na pequena mala quase vazia com apenas algumas coisas recolhidas ,&lt;br /&gt;escolhidas pela intuição do que lhe seria o suficiente para os dias que nem sabia quantos, &lt;br /&gt;ou se meses,&lt;br /&gt;ou se anos,&lt;br /&gt;ou se para sempre.&lt;br /&gt;Pegou o casaco preto, ainda com os cheiros de perfumes que se misturavam nos fios de algodão,&lt;br /&gt;e nem quis olhar mais nada.&lt;br /&gt;Apenas um livro na estante em suas mãos, quando já na porta por fechar retornou até o quarto e sobre a cômoda deixou aquele vazio, sem mais as palavras que sobre ela permaneceu durante os últimos dias de leituras repetidas.&lt;br /&gt;Nem sabia se era aquilo o que pretendia fazer ao certo,&lt;br /&gt;E nada a respeito disso pensou.&lt;br /&gt;Desceu as escadas, impaciente pela espera do elevador, e na rua nem hesitou em logo atravessa-la, na pretensão de que abandonando aquele passeio estaria abandonando muito mais depressa a inquietação do espaço jamais pensado ser tão angustiante como se tornara, desde que, no impacto daquele instante, havia rasgado as fotografias coloridas que enfeitavam as paredes e estampavam nos belos porta-retratos alguns dos momentos agora apagados. Tudo assim. Ainda que apenas no desejo que talvez nem fosse exatamente.&lt;br /&gt;No taxi, o motorista insistia em conversar coisas desinteressantes, respostas caladas, e o silêncio até a estação movimentada por tantos pensamentos dos transeuntes, viajantes que chegam, que partem, &lt;br /&gt;e ela viajante sem saber se partia ou se chegava, enquanto olhava os horários adiados: se mais cedo, se mais tarde, se hoje, se amanhã, &lt;br /&gt;e uma respiração confusa misturada ao cheiro daquele perfume impregnado nos fios  de algodão do seu casaco, não o seu perfume, que também estava ali, mas o outro, aquele que o cheiro parecia chegar até a sua alma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-3043272905450760136?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/3043272905450760136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2011/12/o-cheiro-de-perfume-nos-fios-do-casaco.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/3043272905450760136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/3043272905450760136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2011/12/o-cheiro-de-perfume-nos-fios-do-casaco.html' title='O cheiro do perfume nos fios do casaco de algodão'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-nHqZeFDHThM/TuTkOIVh1JI/AAAAAAAAAck/5LZbYekCXo0/s72-c/385783_2042690445355_1787172675_1315668_1656099988_n.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-2749308190123333657</id><published>2011-12-04T23:40:00.001Z</published><updated>2011-12-05T02:48:51.529Z</updated><title type='text'>O que há dentro da taça vazia?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-E3Ya0aWxZPI/TtwE0DWZBmI/AAAAAAAAAcY/_gGGV4XAtDA/s1600/bloguesss.JPG" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="273" width="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-E3Ya0aWxZPI/TtwE0DWZBmI/AAAAAAAAAcY/_gGGV4XAtDA/s400/bloguesss.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;E de onde surgiu essa ideia de que nada vezes nada é nada? E de quem é essa conclusão cheia de certeza de que não há algo lá dentro, algo lá nos cantos do lugar chamado Nada, o lugar, há um lugar que se chama Nada, há um desejo que se chama Nada, há um fazer que se chama Nada, O que você deseja? O que você está fazendo? Nada. Nada? O desejo cheio de nada é um desejo cheio de muito mais, as coisas veladas, o sublime, Sublime ou sublimadas? O desejo lá dentro do inconsciente nunca é nada, é muito mais, até desconhecido, se o desconhecido houvesse no íntimo, absolutamente... Mas o íntimo de quê? Dos diálogos silenciosos e gritantes e tão diverso adverso o alter-ego o ego o inconsciente tudo na velocidade do pensamento. E o nada? O que você está fazendo? Nada? E pensar é nada? Nunca o pensamento parado por completo, ainda que uma linha quase invisível, quase pluma, quase uma fita transparente como aquilo que está por detrás do olhar que não o do outro, o Outro, quem o Outro? Lacan, o olhar do outro sempre, sempre ligado aos fenômenos de... Unheimlichkeit, letra por letra dessa coisa que se chama Estranheza quando as letras de cá... Estranheza? O Outro é esse lugar de questionamento do sujeito, Nada? Como não há nada se tantas coisas surgem nesse instante misterioso, enigmático, tudo parado, o silêncio aconchegante, acolhedor o silêncio e, daí, o pensamento cheio de coisas assim caladas e a fala, o discurso, essa outra coisa do Poder do discurso, tudo invisível, o Outro seria aquilo que para Freud é o inconsciente... Impossível. Impossível dizer que nada vezes nada é nada se tudo surgiu assim de um nada, de repente, mesmo que sem lógica, sem sequência, fragmentos que se juntam, se fazem, se tornam, se unem e há sim uma unidade, há uma unidade sim, diferentes as unidades do fluxo de consciência. Joyce. Quem? Joyce.Talvez tudo tenha vindo de lá, das águas, aquela água tão azul, o dia tão azul e tão cinza e tão íntimo na taça repleta em suas margens. As suas margens. Não a sua borda. O que há dentro da taça vazia?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-2749308190123333657?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/2749308190123333657/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2011/12/o-que-ha-dentro-da-taca-vazia.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/2749308190123333657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/2749308190123333657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2011/12/o-que-ha-dentro-da-taca-vazia.html' title='O que há dentro da taça vazia?'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-E3Ya0aWxZPI/TtwE0DWZBmI/AAAAAAAAAcY/_gGGV4XAtDA/s72-c/bloguesss.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-2709649314132813197</id><published>2011-11-12T23:51:00.000Z</published><updated>2011-11-12T23:51:49.767Z</updated><title type='text'>E as horas permaneciam sem pressa alguma</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-c6sO5hGqLQM/Tr8GiZpewOI/AAAAAAAAAcM/vDdVmC35iKg/s1600/Blog.JPG" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="273" width="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-c6sO5hGqLQM/Tr8GiZpewOI/AAAAAAAAAcM/vDdVmC35iKg/s400/Blog.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando mais uma vez pensou que havia decido, amanheceu o dia seguinte como se fosse o mesmo dia de antes, quando era ainda a dúvida. Havia ido dormir com a tranquilidade da decisão tomada, e acordou com ela ainda sustentando a sua inquietação, calma inquietação naquela manhã, até que a tarde. Foi nela, durante a tarde, que viu que nada mais permanecia firme e segurando a provável decisão que seria imutável. Foi pouco a pouco, quase imperceptível, que novamente começou a ceder, desacelerar o ritmo das suas palavras, amenizar o tom da sua voz, até que se viu silenciando-se diante da voz repetida, palavras repetidas, tudo outra vez à sua frente: o amanhã pintado novamente com as mesmas cores de antes, e outras mais.  &lt;br /&gt;Nada mais sería como havia imaginado resolutamente. Nada mais. Tudo desfeito como outras vezes, e se agarrava a enfeites elaborados com os seus sonhos, e com o tempo adiado, e com as festas de final de ano que em tão poucos dias tinham que caber dentro de tudo o que antes era um plano quase inconfundível de refazer, retomar, recomeçar. E recomeçou, ou prosseguiu, enfeitando a cidade que passara a anoitecer mais cedo e provocando-lhe um movimento tão introspectivo que lá dentro, lá no íntimo, e lá fora, não lhe era estranho. Não era. A tarde turva antecipava a noite, e as horas permaneciam sem pressa alguma, impotentes. A cidade toda enfeitada de cinza, de névoa, de repente contornada por cores outras cores, amarronzadas, ainda que o colorido, ainda que os enfeites, ainda que...&lt;br /&gt;Interrompeu o pensamento, quase com um grito. Um cansaço de pensar, um cansaço em achar que sim, em achar que não, em marcar as datas, remarcar, mentaliza-las e delas fazer verbos. Assim, novamente ganhou as ruas, pintando todas as calçadas com cores chamadas de felicidades. Contentava-se em chama-las de felicidade, e depois já dizia que não, que sim, que não, que sim, feito brincadeiras divertidas com as flores cheias de pétalas, lado a lado as pétalas, arrancadas uma a uma até a pétala final.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-2709649314132813197?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/2709649314132813197/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2011/11/e-as-horas-permaneciam-sem-pressa.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/2709649314132813197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/2709649314132813197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2011/11/e-as-horas-permaneciam-sem-pressa.html' title='E as horas permaneciam sem pressa alguma'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-c6sO5hGqLQM/Tr8GiZpewOI/AAAAAAAAAcM/vDdVmC35iKg/s72-c/Blog.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-2541988150106375788</id><published>2011-11-06T18:06:00.001Z</published><updated>2011-11-06T18:09:56.663Z</updated><title type='text'>"coisas ficam para trás"</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-PbcGKA4QxYM/TrbNYR9CxfI/AAAAAAAAAb8/R9XcvyilgSk/s1600/Foto%2Bpara%2Bblog.JPG" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="273" width="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-PbcGKA4QxYM/TrbNYR9CxfI/AAAAAAAAAb8/R9XcvyilgSk/s400/Foto%2Bpara%2Bblog.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Foi até o fim, mesmo percebendo que não havia mais nada lá dentro, lá no fundo, lá no final, mais nada além de algum resto de coisas que cairam ao acaso, e que ninguém se importava em rever, recuperar, pegar, “coisas ficam para trás”, pensou enfaticamente e num lamento sustentado pela certeza de que teria que prosseguir.&lt;br /&gt;“Coisas ficam para trás”, repetiu naquele momento, pretendendo que fosse apenas um observador de mais um instante, alheio, não seu. E repetiu que coisas ficam para trás, horas, dias, tempo, o tempo sem círculo, sempre linear, sempre a linearidade a ampliar a distância, por mais que íntimo, por mais que o pensamento, por mais que a força das recordações, por mais que a vivacidade do olhar, sempre parece que a linearidade do tempo é mais forte, criando crostas cinzentas, turvas, vidros embaçados tornando a visão quase nada, opaca. &lt;br /&gt;Embora mantivesse o seu olhar em direção ao que nem conseguia enxergar à sua frente, embora tudo ali tão presente,  foi inevitável o breve instante em que olhou para o canto, não apenas o da estante já quase vazia, mas, e muito mais, para um canto outro, aquele que o fez engolir aquela saliva travada na garganta, como se fossem pedras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-2541988150106375788?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/2541988150106375788/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2011/11/coisas-ficam-para-tras.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/2541988150106375788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/2541988150106375788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2011/11/coisas-ficam-para-tras.html' title='&quot;coisas ficam para trás&quot;'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-PbcGKA4QxYM/TrbNYR9CxfI/AAAAAAAAAb8/R9XcvyilgSk/s72-c/Foto%2Bpara%2Bblog.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-5332486472705859511</id><published>2011-10-06T03:24:00.000+01:00</published><updated>2011-10-06T03:24:07.830+01:00</updated><title type='text'>Não apenas as folhas</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-svEgV8Qrx_Q/To0ROXUXv9I/AAAAAAAAAbU/nWx_THbjneo/s1600/CIMG0838.JPG" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="300" width="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-svEgV8Qrx_Q/To0ROXUXv9I/AAAAAAAAAbU/nWx_THbjneo/s400/CIMG0838.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;E quando os cantos dos pássaros cessaram, cantos harmonizados em sua imaginação, ele percebeu, como um toque inquestionável em seu coração, que era hora de tudo novamente. Tudo novamente, no balançar das árvores libertando tantas folhas sem direção e outras. Tantas outras folhas com destino certo, como porto seguro, ainda que o desconhecido lugar do pouso. Não apenas as folhas. Muito menos elas, as folhas.&lt;br /&gt; Não mais estranhou o que antes chamaria de qualquer coisa desordenada. Não mais respirou o angustiante pavor dos acontecimentos nem tantos imprevisíveis, não mais as horas se fazendo vagas, secas, impávidas. Não mais. &lt;br /&gt;        Decidido, não repetiu expectativas de esperanças que não eram, nem se esforçou para que o instante fosse adiado se visíveis eram dentro de si mesmo o contrário de tudo. Não mais os devaneios embalados por canções repetidas, distorcidas, fingindo a existência do que não mais havia dentro de si mesmo. &lt;br /&gt;       Os cantos dos pássaros cessaram e a imaginação agora era outra, por mais que inventasse, por mais que fosse, por mais que tentasse, por mais que no teto estendido sobre a sua cama enxergasse todas aquelas coisas pintadas, tintas coloridas pingando sobre o seu rosto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-5332486472705859511?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/5332486472705859511/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2011/10/nao-apenas-as-folhas.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/5332486472705859511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/5332486472705859511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2011/10/nao-apenas-as-folhas.html' title='Não apenas as folhas'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-svEgV8Qrx_Q/To0ROXUXv9I/AAAAAAAAAbU/nWx_THbjneo/s72-c/CIMG0838.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-7821844845943141794</id><published>2011-09-29T22:23:00.000+01:00</published><updated>2011-09-29T22:23:38.927+01:00</updated><title type='text'>Mergulho íntimo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-_i2yZ8xBcn4/ToTh0kVCpWI/AAAAAAAAAbE/C-OJ1Ed8Rbw/s1600/DSC00913.JPG" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="400" width="300" src="http://3.bp.blogspot.com/-_i2yZ8xBcn4/ToTh0kVCpWI/AAAAAAAAAbE/C-OJ1Ed8Rbw/s400/DSC00913.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Lá no alto, na janela da sala enfeitada de lustres dourados e repletos de lâmpadas que de cá de baixo nem dava para contar quantos eram, ela repousava o seu rosto envelhecido e melancólico, contrastando-se com os requintados móveis que compunham o ambiente do mais elegante prédio da rua. Ela, misteriosa, e o transparecer da decadência de um tempo que lhe doía no peito não apenas as emoções, mas a dor quando é muito mais, e faz doer além. &lt;br /&gt;Ela, em seus cabelos enfraquecido pelas tinturas que durante anos apagavam parte do tempo, prostrada na janela, sem nem mais um resto de entusiasmo em pentear as suas mechas antes volumosas, as pernas torneadas e ela a desfilar nos salões mais famosos da cidade. Ela, sempre cheia de expressões e gestos entusiastas, eufórica, e agora a impotência intensificada pelas recordações dos exuberantes vestidos em decotes que realçavam os seus seios rijos, e a pele nunca imaginada em vigor perdido. Era sempre o adiar das horas de que nada é eterno se os passos sobre a terra. Um momento único, aquele, como outros momentos que repetiam o silêncio de um tempo que nunca mais outra vez. Ela estática, movimentando o tempo em suas recordações que se embaralhavam em saudades.  &lt;br /&gt;E num breve instante imprevisível daquele final de tarde, apenas a janela escancarada, apenas o lustre realçando todo o esplendor da sala, apenas mais um instante, e muito mais que o mundo inteiro das recordações: o mundo íntimo sendo mergulhado, até o fim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-7821844845943141794?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/7821844845943141794/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2011/09/mergulho-intimo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/7821844845943141794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/7821844845943141794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2011/09/mergulho-intimo.html' title='Mergulho íntimo'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-_i2yZ8xBcn4/ToTh0kVCpWI/AAAAAAAAAbE/C-OJ1Ed8Rbw/s72-c/DSC00913.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-6529098927403084507</id><published>2011-09-03T20:29:00.000+01:00</published><updated>2011-09-03T20:29:20.002+01:00</updated><title type='text'>"As horas, o silêncio e a bagagem"</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-eKYV7uoPcRU/TmKABvxlqEI/AAAAAAAAAa8/8es7lzpR7CU/s1600/DSC02428.JPG" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="178" width="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-eKYV7uoPcRU/TmKABvxlqEI/AAAAAAAAAa8/8es7lzpR7CU/s400/DSC02428.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Persistia naquela música, repetida enquanto a madrugada penetrava cada vez mais em seus silêncios, e ele em suas introspecções íntimas, dentro das horas do tempo psicológico, muito mais. E então, o sono musicalizado pela mesma trilha sonora marcava a noite, e tantas vezes marcava paisagens das manhãs que se emendavam com as tardes, num elo fortalecido nas margens da sua memória: águas tumultuadas que correm num rio, águas de correntes fragmentas dentro do ser, e, mesmo na serenidades da sua travessia sobre o leito, era aquela sensação do inexplicável, a busca do desconhecido, resgatar dentro de um imenso labirinto interior as imagens nunca completas, imagens outras como fotografias rasgadas, a cor desgastada pelo tempo, e palavras que não eram pronunciadas, amassadas como papéis inúteis, vencidos pelo tempo, tudo se evaporando pelo ar, apenas sombras, apenas o evasivo dos seus instantes.&lt;br /&gt;Mais uma vez, repetiu aquela música que lhe doía na imensidão das horas que ficaram tatuadas em sua memória, e tatuada em sua pele, não apenas como uma nódoa, mas como uma eternidade que enchia de silêncios a bagagem arrumada dentro do seu quarto, dentro da sua sala, dentro do seu peito, impregnada nas paredes com tantas flores brotadas na veemente evocação de cobrir as lacunas que ansiavam ser preenchidas. Pouco a pouco a vida tornara assim, e revisitava um tempo do começo: parado nos recantos silenciosos, distante do desejado, e o olhar já ganhando a forma nostálgica. &lt;br /&gt;Ouvia os ecos daquelas horas estáticas, os gritos, seus, gritos, gritos, e a sensação de novamente o rio de águas bem profundas, e ele mergulhando na evocação daquilo que mais parecia a utópica realidade de si mesmo. Repetiu a sequência musical, repetiu o filme, repetiu os dias, repetiu as fugas. Repetiu-se. Inquieto, ao final de todos os mergulhos interiores no fundo das horas impressas no peito, decidiu romper limites. Abriu a porta, percorreu as ruas londrinas embalado pela trilha sonora do seu filme preferido e pelas imagens criadas por V. Woolf, e foi estender o que o historiador Chartier já havia dito, “ a pedra, a madeira, o tecido, o pergaminho e o papel forneceram os suportes nos quais podia ser inscrita a memória dos tempos e dos homens”. Sobre a sua pele, fez percorrer o grafite diante do olhar interior eternizando o tempo: lapidou em si mesmo as suas próprias horas, o seu silêncio, a sua bagagem. Tudo ao som da mesma música, a mesma trilha sonora, a mesma Morning Passages. &lt;br /&gt;Os acordes pontuavam cada um dos seus instantes, o olhar revelando a alma, e na imagem imprimida no rio era o seu próprio reflexo no balançar das águas, turvas.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-6529098927403084507?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/6529098927403084507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2011/09/as-horas-o-silencio-e-bagagem.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/6529098927403084507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/6529098927403084507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2011/09/as-horas-o-silencio-e-bagagem.html' title='&quot;As horas, o silêncio e a bagagem&quot;'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-eKYV7uoPcRU/TmKABvxlqEI/AAAAAAAAAa8/8es7lzpR7CU/s72-c/DSC02428.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-6222121180754537606</id><published>2011-08-29T01:08:00.001+01:00</published><updated>2011-08-29T01:13:51.313+01:00</updated><title type='text'>Efêmero ou eternizado...</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-k1Th33W97uQ/TlrYVwRmEjI/AAAAAAAAAa0/FEf7eWDseZM/s1600/CIMG3612.JPG" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="300" width="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-k1Th33W97uQ/TlrYVwRmEjI/AAAAAAAAAa0/FEf7eWDseZM/s400/CIMG3612.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Ficou ali sentado no mesmo banco de um tempo atrás, quando o jardim ainda espalhava imagens dos últimos dias de inverno. O cheiro de perfume era o mesmo, o que acentuou ainda mais o abraço marcado nas recordações daquele final de tarde, quase todos os bancos expostos como palcos das representações de cada encontro feliz, e nem sempre a felicidade, nada é apenas felicidade, e nada é apenas a melancolia de outras horas, filosofava, em seu fluxo de consciência de cada dia. Contente. Um contentamento que se revelava diante de cada passo que se aproximava, e a mente alimentando o desejo, e o desejo alimentando o imaginário que tudo concretizava, mesmo antes, mesmo depois, mesmo que nunca mais depois. Não era o amanhã o que mais importava, mas o instante presente, a certeza da existência do desejo possível, e do prazer que nem sempre se repete como antes, evapora-se tantas vezes, mas muito mais a certeza de que eterniza-se tantas outras vezes. Ficou ali sentado, contemplando o acenar da mão que de longe anunciava o desejo. Efêmero ou eternizado, era. E olhou novamente ao redor, os bancos, novamente as imagens dos últimos dias de inverno, que ontem acabou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-6222121180754537606?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/6222121180754537606/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2011/08/efemero-ou-eternizado-era.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/6222121180754537606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/6222121180754537606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2011/08/efemero-ou-eternizado-era.html' title='Efêmero ou eternizado...'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-k1Th33W97uQ/TlrYVwRmEjI/AAAAAAAAAa0/FEf7eWDseZM/s72-c/CIMG3612.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-4694468248283243498</id><published>2011-08-19T23:05:00.000+01:00</published><updated>2011-08-19T23:05:35.219+01:00</updated><title type='text'>Minutos e segundos se espremendo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-aam4b_Gbg3o/Tk7bkW6UNUI/AAAAAAAAAaY/dnSaBqwZOi4/s1600/CIMG3338.JPG" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="300" width="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-aam4b_Gbg3o/Tk7bkW6UNUI/AAAAAAAAAaY/dnSaBqwZOi4/s400/CIMG3338.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Na manhã seguinte percebera que as horas do dia anterior não existiram, &lt;br /&gt;e começou a admitir que nada havia sido:&lt;br /&gt;os presentes embrulhados em papéis elegantes já não estavam espalhados sobre os móveis,&lt;br /&gt;e do intenso prazer que ontem nem palavras existiam para defini-lo, havia restado apenas os rastros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi então rever o tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minutos e segundos passeando pelas salas e corredores, &lt;br /&gt;tic-tac tic-tac &lt;br /&gt;Extrapolavam-se. Vorazes.&lt;br /&gt;Minutos e segundos se espremendo dentro das horas, &lt;br /&gt;muito mais do que elas conseguiam suportar.&lt;br /&gt;Minutos e segundos extrapolando-se, &lt;br /&gt;inquietantes, &lt;br /&gt;dentro das horas que nem existiram. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-4694468248283243498?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/4694468248283243498/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2011/08/minutos-e-segundos-se-espremendo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/4694468248283243498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/4694468248283243498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2011/08/minutos-e-segundos-se-espremendo.html' title='Minutos e segundos se espremendo'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-aam4b_Gbg3o/Tk7bkW6UNUI/AAAAAAAAAaY/dnSaBqwZOi4/s72-c/CIMG3338.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-3853736231149549856</id><published>2011-08-06T17:47:00.002+01:00</published><updated>2011-08-06T18:29:22.915+01:00</updated><title type='text'>Uma travessia mágica</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-RE9QRVN08fA/Tj1wB5fVPcI/AAAAAAAAAZ4/gW5VP0tciAg/s1600/6216.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="273" width="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-RE9QRVN08fA/Tj1wB5fVPcI/AAAAAAAAAZ4/gW5VP0tciAg/s400/6216.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Dentro do barco havia um mar. Um mar inteiro dentro do barco. Águas límpidas e flutuantes no imaginário de sua única tripulante, navegando sem saber ao certo se era realmente o mar ou se ainda era o rio. Bem ao longe, ela avistava uma ponta do que antes era o infinito. Bem ao longe, ela avistava a terra, sem saber se era a terra firme ou se apenas uma ilha e nada mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lentamente, movida pelos movimentos das águas que ela chamava de Águas quase calmas, ela avistou o horizonte dentro de si mesma. Fragmentos e amplitudes do ser, o seu, incerta do desejo de enfim ancorar num porto mais próximo ou se ainda era cedo demais, se muito ainda havia para ser submergido ao encontro das suas buscas. Vontade nenhuma de antecipar as horas, antecipar o tempo, novamente precipitar-se, se ainda havia rastros de nuvens acinzentando a superfície entre o Céu e o suave vento a balançar os seus cabelos, soltos, desenhando o ritmo dos movimentos do que era a vida naquele instante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa imagem inesperada, viu que o mar se avançava dento do barco, mas não teve receio algum. Sabia, por mais que ela disfarçava não perceber, sabia que a imagem que sobressaia não era a imagem do real. “O que é real? E o que é imaginário?” Pensou, sem querer o desejo de respostas. Sem querer desejar, sem querer desviar a sua travessia pelo mundo fantástico dentro dela, dentro do barco, dentro do mar, dentro de qualquer que fosse o espaço que sublimava todas as horas. Ela assim. Desde quando, nem sabia ao certo o começo, e muito menos o fim da fantasia misturada na limpidez das águas que lhe permitiam ver o quão sereno pode ser a profundidade das coisas, imaginárias. “As coisas imaginárias são também reais?”. Novamente perguntou-se, e de repente percebeu que não era o mar e nem o rio dentro do barco. Era o barco navegando sobre as águas, e ao seu redor um oceano inteiro, e lá no infinito estava a terra onde um dia o barco ancoraria. Um dia, num tempo que podia ter sido ontem, ou logo mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não queria se importar com a imprevisibilidade das horas. E prosseguiu em sua viagem mágica, movida pelo poder da imaginação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-3853736231149549856?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/3853736231149549856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2011/08/uma-viagem-magica.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/3853736231149549856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/3853736231149549856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2011/08/uma-viagem-magica.html' title='Uma travessia mágica'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-RE9QRVN08fA/Tj1wB5fVPcI/AAAAAAAAAZ4/gW5VP0tciAg/s72-c/6216.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-5842143921798113353</id><published>2011-07-10T21:45:00.001+01:00</published><updated>2011-07-10T21:51:18.607+01:00</updated><title type='text'>Enquanto as horas</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/--xfjWuD9pf8/ThoQvd2N7FI/AAAAAAAAAZo/Ru8k0E5p6Zo/s1600/CIMG9170.JPG" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="400" width="300" src="http://3.bp.blogspot.com/--xfjWuD9pf8/ThoQvd2N7FI/AAAAAAAAAZo/Ru8k0E5p6Zo/s400/CIMG9170.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Ele permaneceu durante muitos dias naquela mesma posição diante da parede coberta de de flores vermelhas. Sentado numa das cadeiras de vime que rodeavam a mesa, ele permanecia ininterrupto, com a mão apoiando o rosto, contemplativo e um sorriso quase indefinido. Rastro de alguma alegria que parecia se misturar com rastros de alguma melancolia, quando os dias, quando as horas, quando as recordações vasculham todos os cantos de um tempo de antes e o tempo presente, reconstruindo imagens e sentimentos como fotografias, algumas quase apagadas, enquanto outras quase vivas, enquanto outras, enquanto outras, enquanto outras…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A espera das horas passarem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a sua resposta. E, do outro lado, as lembranças de Virginia surgiram de imediato, sem surpresa alguma, se há muito tempo ela – sim, ela, Wolf - havia se tornado um elo em sua vida. Uma sintonia como se antes tantos diálogos entre ele e ela, naqueles dias de confidencias pelas ruas, os bancos dos jardins, o campo, a alma em reflexões densas e algumas paisagens felizes. Tudo num imaginário, as décadas tãos distantes uma das outras, mas as palavras e as horas, juntas, quase íntimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “Mrs. Dolloway disse que ela mesmo ia comprar as flores.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele ouviu, como referência ao elo, tão claro o elo, desde as noites e manhãs e noites novamente. A repetição da frase do seu filme preferido, do seu livro junto ao outro livro, os dois, juntos. “Mrs, Dolloway, sempre dando festas para esconder o silêncio”. Pensamentos intercalados, “As Horas”, as horas, as horas… Tudo como mágica, como coincidência. Não, era simplesmente o acaso! As suas palavras confirmaram, sóbrias, pausadas e incisivas, enquanto o seu olhar permanecia confirmando que ele estava lá, e na alma as imagens se misturando mais e mais, e, ainda, enquanto as horas passavam lentamente e um turbilhão de outras horas, acumuladas, cada uma em busca de qualquer lugar que acomodassem os seus voos desordenados, acomodados alguns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Comprei 3 livros de Virgínia, em inglês. Em Notting Hill, por 1.99 cada. To the lighthouse, Mrs. Dalloway, The Waves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele e o prazer nas páginas cheias de palavras que cada vez mais deixavam de ser apenas dela, mas dele, divididas as palavras, os sentimentos derramados pelas bordas dos livros, ele o leitor, não apenas, deste o amanhecer: As horas, quase todas. E ele ali, ainda na mesma posição diante da parede cheia de flores que ele mesmo havia comprado para a festa. Ele na fotografia, intacta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-5842143921798113353?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/5842143921798113353/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2011/07/enquanto-as-horas.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/5842143921798113353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/5842143921798113353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2011/07/enquanto-as-horas.html' title='Enquanto as horas'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/--xfjWuD9pf8/ThoQvd2N7FI/AAAAAAAAAZo/Ru8k0E5p6Zo/s72-c/CIMG9170.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-6462139107250432756</id><published>2011-06-23T16:13:00.006+01:00</published><updated>2011-06-24T19:45:07.766+01:00</updated><title type='text'>Felicidade melancólica</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-3tkxdez_TSc/TgNaEfJ9-wI/AAAAAAAAAZY/juR_i1x0oxw/s1600/CIMG3256.JPG" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="400" width="300" src="http://4.bp.blogspot.com/-3tkxdez_TSc/TgNaEfJ9-wI/AAAAAAAAAZY/juR_i1x0oxw/s400/CIMG3256.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela, depois de ter submergido num imenso lago, pouco a pouco se afundando com o peso do seu corpo e as fragilidades que eram poucas, e depois mais, e outras as fragilidades até que não apenas no corpo mas nas emoções, muito mais, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela, depois da fragilidade no corpo e nas emoções, muito mais nas emoções, pouco a pouco sentiu a sensação de uma lama, lamaçal a puxar para o fundo o que ela era e que deixava de ser. Tudo se desfazendo em resíduos de felicidades e de entusiasmos que se misturavam ao cheiro acre de si mesma, e do lamaçal que em suas lembranças era tudo tão indefinido, e em perguntas que não cessavam em Onde e Quando, e nada mais na existência do que ela recordava como felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina, a outra menina, e, depois de tudo, a outra. Todas as meninas tornaram-se uma força para que a vida e a sensação de efemeridade das suas horas não fossem tão nítidas, e nem tão vorazes como as garras de um animal, e nem como as garras dos pensamentos que devoram, e nem. Não era tanto mais além que ela pensava. Não era mais em tudo que ela queria pensar, vasculhar o interior e os dias que se foram e juntar o pó, a poeira, e ver sobre a mesa ou sobre a cama a imagem das horas onde tudo, tudo. E depois, nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os passos ficaram lentos, desacelerados pelo peso das substâncias que um dia era assim, e outros dias não. E foi nesse ínterim, diante das paisagens mais sombrias de si mesma, que fugiu das recordações que a diluíam tanto, e do presente que a diluíam tanto, e viu qualquer coisa que se assemelhava a uma luz, imagem que ela não conseguia explicar, quando lá, quase no fundo daquela escuridão gelatinosa e de um cheiro desagradável, não era aquela náusea o alimento que um dia imaginara, por mais que, por mais, por mais,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo se rompeu, o ímpeto. E de repente, não era uma mosca em metamorfose, não era uma barata em metamorfose, não era a serpente, e nem importava se não era também fadas e príncipes ao seu redor. Depois de ser quase nada, ela começou a sentir o seu coração murmurar qualquer coisa, e sentiu murmurarem qualquer coisa bem próximo aos seus ouvidos, murmúrios enquanto um enjoo, uma náusea, e a esperança de novamente qualquer tom de escuridão que não fosse aquele, a escuridão quando se torna azul, pensou, a escuridão que se torna azul, insistiu. Insistiu, e começou a recriar coisas, determinada, enquanto tudo já parecia mais leve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela foi saindo, emergindo-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela moveu as mãos, moveu os braços, moveu o corpo pesado, a cabeça pesada, moveu o entusiasmo repentino, e começou a se libertar daquele buraco, como se cavando de baixo para cima: cavando, cavando forças desconfiadas de Onde, aparentemente desconfiadas de Onde, enquanto pensava na menina, na outra menina, e na outra. Ela cavando, enquanto ele, em determinados momentos, dentro das suas lembranças. Ele, mesmo em suas fragilidades, e fragilidade igual, até, sempre acreditou que o lamaçal não era o seu lugar, o dela, e, ainda que em seus mergulhos na profundidade de uma fragilidade em permanente conflito com a sua coragem, ele dividia com ela uma força que podia nem existir, mas, mas… &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tantas vezes as reticências, tantas vezes as interrogações, tantas vezes as imagens das coisas, a fragilidade desenhada na memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Horas depois, de dias e meses depois, a música ecoava novamente na sala, movimentos entre as teclas negras e as bem alvas, e ele, introspectivo. A música, os acordes melódicos, melancólicos, a felicidade melancólica, mas era mais uma felicidade, redescoberta: os ponteiros marcando, marcando, marcando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-6462139107250432756?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/6462139107250432756/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2011/06/felicidade-melancolica_23.html#comment-form' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/6462139107250432756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/6462139107250432756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2011/06/felicidade-melancolica_23.html' title='Felicidade melancólica'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-3tkxdez_TSc/TgNaEfJ9-wI/AAAAAAAAAZY/juR_i1x0oxw/s72-c/CIMG3256.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-1324681368915561537</id><published>2011-06-08T23:55:00.002+01:00</published><updated>2011-06-08T23:58:45.302+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='M. do P.'/><title type='text'>Bem longas as horas, enquanto</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-lo4tmfzzK3A/Te_-VeCpXwI/AAAAAAAAAYs/NNecnZ61ebo/s1600/CIMG2197.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-lo4tmfzzK3A/Te_-VeCpXwI/AAAAAAAAAYs/NNecnZ61ebo/s400/CIMG2197.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5615986905149169410" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sorriram ao mesmo tempo entre os quadros nas paredes, todas impecáveis em Pinturas Negras. Pouco a pouco um sorriso desconfiado e breve o olhar também tão contemplativo - bem breves, e longos pareciam ser dentro das expectativas silenciosas de cada um. Ao mesmo tempo, os sorrisos de um lado e do outro, tão sutis, quase imperceptíveis: mas, pouco a pouco, quase sem mais lugar para esconderijos. A boca comprimida e a boca escondendo os dentes caninos apertando o interior do lábio inferior, na busca de disfarçar, ocultar os sorrisos que eram quase gargalhadas provocadas pelo agradável incômodo do que logo se fez emoção. Leve a emoção, ainda sem pretensão alguma, embora na mente e no corpo paisagens antecipando as horas seguintes, instantes possíveis delineados por imagens íntimas, divagando. &lt;br /&gt;Nunca antes alguma palavra, nunca antes; a voz desconhecida e talvez para sempre nada além do efêmero de um acaso. &lt;br /&gt;Nas paredes imensas os quadros pareciam outros, embaçados, imagens trocadas num colorido muito mais no interior, não no interior das salas e corredores imensos, não. Não era o efêmero de um acaso, não mais, e nem acaso era, se. &lt;br /&gt;Se os sorrisos compartilhados, se a voz em palavras múltiplas, se a boca, se as horas longas, bem longas as horas, enquanto. &lt;br /&gt;Goya impecável nas paredes imensas, ilustrando as agradáveis recordações depois das horas que não foram efêmeras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-1324681368915561537?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/1324681368915561537/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2011/06/bem-longas-as-horas-enquanto.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/1324681368915561537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/1324681368915561537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2011/06/bem-longas-as-horas-enquanto.html' title='Bem longas as horas, enquanto'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-lo4tmfzzK3A/Te_-VeCpXwI/AAAAAAAAAYs/NNecnZ61ebo/s72-c/CIMG2197.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-4058662660359963149</id><published>2011-05-30T23:45:00.002+01:00</published><updated>2011-05-30T23:49:28.537+01:00</updated><title type='text'>O cheiro íntimo de si mesmo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-eIQ9A3tGE8c/TeQe3CyG_CI/AAAAAAAAAYg/M_RXMNXax8M/s1600/CIMG3227.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-eIQ9A3tGE8c/TeQe3CyG_CI/AAAAAAAAAYg/M_RXMNXax8M/s400/CIMG3227.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5612644966599162914" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não viu mais nada, invadido pela cegueira que não chegou abruptamente, mas pouco a pouco, dissimulada a cegueira silenciosa como nuvens esparsas, sutis, de vez em quando as imagens realçadas por uma sutileza quase invisível, até que depois. Mas antes do “até que depois” eram quadros pincelados em coloridos, ainda que as melancólicas horas, as cores expostas nos quadros enfeitando as paredes, não apenas as de fora, mas as paredes palpitantes no interior de si mesmo: balançando os sonhos enfeitados e as dores, elas tão expostas ao perceber que lado a lado dos sonhos havia uma crosta arranhando-lhe o que em si era muito mais fragmentos e pedaços outros impotentes. A vida lá fora, fingida a vida lá fora bailando num som estridente vindo de algum lugar às vezes tão desconhecido, às vezes, e outras já tão íntimas demais. E, ao abrir a porta… Ao abrir a porta, no meio da noite, colorido nenhum: sentimentos confundindo-se entre o que até podia ser chamado de felicidade e a certeza outra, muito mais forte a certeza outra, corrosiva, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e no travesseiro o cheiro íntimo se si mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-4058662660359963149?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/4058662660359963149/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2011/05/o-cheiro-intimo-de-si-mesmo.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/4058662660359963149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/4058662660359963149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2011/05/o-cheiro-intimo-de-si-mesmo.html' title='O cheiro íntimo de si mesmo'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-eIQ9A3tGE8c/TeQe3CyG_CI/AAAAAAAAAYg/M_RXMNXax8M/s72-c/CIMG3227.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-1857065741223516058</id><published>2011-05-21T16:18:00.003+01:00</published><updated>2011-05-21T19:26:24.011+01:00</updated><title type='text'>As horas partiram naquele instante</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-aeSW1G5Z6BQ/TdfZM_BPlEI/AAAAAAAAAYY/SMmYcK6t7uU/s1600/CIMG3386.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-aeSW1G5Z6BQ/TdfZM_BPlEI/AAAAAAAAAYY/SMmYcK6t7uU/s400/CIMG3386.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5609190678011548738" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Todas as horas partiram no mesmo instante em que percebera que não havia flores alguma, as flores que enfeitavam as fotografias coloridas e as que eram belas exatamente por serem em preto e branco, as flores nas fotografias. Em todas elas as cores deslizavam como águas sobre um rio que transbordava suavemente em seu leito, suavemente. O realce tão embelecido das cores nos jardins que enfeitavam a cidade; e na casa, sobre a mesa e nos cantos da sala de visita o colorido espalhado pelos ramos verdes, bem verdes, os ramos de repente secos e sem colorido algum nos jarros sobre a mesa e nos cantos da sala, muito menos, muito menos nas avenidas sem os jardins que enfeitavam a cidade nas fotografias por tantas horas diante do seus olhos demais encantados com o que era, e muito mais com o que seria. Foi quando percebera que todas as horas partiam. &lt;br /&gt;As horas partiram, bruscamente, como se nunca fotografia alguma. Tudo, talvez, sempre a fantasia como se fossem lentes de imagens esquizofrénicas, imaginárias as imagens que enfeitavam a casa com as suas salas bem amplas e os seus corredores imensos, largos, estreitos outros corredores quase se espremendo entre as salas que quase nem existiam. &lt;br /&gt;Nunca haviam existido as flores, pensou. E não conseguiu evitar o súbito pensamento de que a loucura, não, não era loucura, apenas vozes cochichando em seus ouvidos que nunca, nunca houvera flores alguma nas fotografias. Nem as coloridas e nem as em preto e branco. Todas as horas partiram naquele instante, e então decidiu prosseguir pela avenida, sem nunca ter saído nem mesmo do seu quarto naquele dia. Apenas um rio transbordando de vozes, alimentadas todas as vozes como um deleite em álbum de fotografias, uma a uma as fotografias cheias de flores tão reais e tão imaginárias, enfeitando a vida em seus mais íntimos silêncios.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-1857065741223516058?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/1857065741223516058/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2011/05/as-horas-partiram-naquele-instante.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/1857065741223516058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/1857065741223516058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2011/05/as-horas-partiram-naquele-instante.html' title='As horas partiram naquele instante'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-aeSW1G5Z6BQ/TdfZM_BPlEI/AAAAAAAAAYY/SMmYcK6t7uU/s72-c/CIMG3386.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-1213844113994784196</id><published>2011-05-19T00:47:00.003+01:00</published><updated>2011-05-21T15:03:16.572+01:00</updated><title type='text'>Possíveis contos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-KjFzoIl8Kt0/TdRbMZFpaUI/AAAAAAAAAYQ/W0bR87Ae9TE/s1600/DSC00982.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-KjFzoIl8Kt0/TdRbMZFpaUI/AAAAAAAAAYQ/W0bR87Ae9TE/s400/DSC00982.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5608207704434239810" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Estava agora vasculhando alguns dos diversos inícios de contos e que foram deixados para depois… Às vezes, o texto parece que vai fluir por completo, mas ele ganha voz e decide parar por ali, até que num outro dia, não se sabe quando, ele retorna. Alguns nunca mais retornam, e ficam pelos cantos, independente, amuados, mas talvez nunca se tornem ruínas. &lt;br /&gt;Selecionei alguns dos contos que estão ainda pela metade, alguns mais recentes, outros nem tanto. São possibilidades, talvez para amanhã, talvez. Escrever é assim. Às vezes vem em tumultos de imagens e palavras abundantes, e depois o lapidar; outras vezes é o garimpar árduo, muito árduo, ainda que o prazer, o prazer, o gozo que transborda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POSSIBILIDADE UM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abriu todas as janelas do apartamento no velho prédio bem conservado, do outro lado da rua, e sentou-se no sofá. A rua bem estreita e cheia de prédios antigos apresentava um ar bem nostálgico nas tardes de Outono, quando o frio bailava levemente por horas incertas e o sol insinuava revelar a sua força em outros momentos de horas também incertas. Uma mistura de tons desenhava no ar paisagens com tantas pessoas oscilando entre os seus casacos mais leves e os primeiros sinais das botas que desfilariam pelas ruas de folhas secas dançando pelas avenidas.&lt;br /&gt; Abriu todas as janelas naquele dia de um friozinho leve mas não tão leve para que todas as janelas fossem abertas, e o corpo com roupas tão leves e agora estirado pelo sofá branco ornamentado pelo colorido das pequenas mantas arrastando as pontas das suas franjas pelo chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POSSIBILIDADE DOIS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela menina &lt;br /&gt;- Menina não, &lt;br /&gt;Aquela mulher, mas que ainda tinha em seus gestos algumas das atitudes da menina e na memória a saudade da avó que se despedia, enquanto repousava o corpo e os afetos dentro dos seus braços: e num gesto sereno e no vazio dos acenos ela contemplava aquela paisagem imponente, enquanto uma sentia que a vida era. E a outra: um vento suave, e já não era mais vento, mais o repouso no infinito. Aquela mulher com os sentimentos misturados aos de criança sentou-se na cama de lençol bem alvo e morno o lençol, e acariciou aquele rosto também bem morno como a fronha última trocada, e apertou as mãos em seu colo repousado, as mãos que abriram aquela carta, a última, escrita e guardada para aquele momento. &lt;br /&gt;Temerosamente, e numa saudade que crescia de maneira corrosiva, a menina, a menina não, a mulher, &lt;br /&gt;a neta abriu aquela carta entregue em suas mãos depois de tudo, depois das flores enfeitando a viagem da avó, a carta dizendo tantas coisas, tantas coisas que lhe doíam no coração com uma emoção e uma dor no peito, bem no fundo do coração, e lia aquelas palavras de voz envelhecida desde o tempo em que a neta, a neta, a neta ainda nem era corpo, nem era ser, nem era sangue a lhe correr as veias que foram se enfraquecendo, bem fraquinhas e tudo parou lá dentro dela. Para sempre tudo parou dentro dela, da avó enfeitada de flores, tudo parou, entretanto, &lt;br /&gt;continuou lá fora, dentro do coração da neta de carta nas mãos com as palavras que também ficaram eternizadas e tantas imagens pulando de um lado para outro, as palavras saltando de um espaço para outro, lacunas no peito daquela mulher, não, daquela criança diante do espelho, criança ainda depois dos anos e as palavras que nunca deixavam as páginas envelhecerem.&lt;br /&gt;Aquela mulher, &lt;br /&gt;- Mulher não,&lt;br /&gt;Aquela menina, abraçava a avó dentro dos seus braços e dentro das recordações quando em seus vestidos enfeitados andava pela casa agora embalada em malas, caixas, depósitos abarrotados de coisas da avó e que agora são suas: todas as coisas são suas se até o amor era. A xícara de asas esbeltas, talheres e pratos de bolos cortados, a toalha cobrindo a mesa repleta de afetos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POSSIBILIDADE TRÊS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina atravessou a sala, tímida, &lt;br /&gt;a menina atravessou a sala e sentou-se na cadeira do piano de cor negra que enfeitava o ambiente muito mais do que o seu desejo de estar ali, novamente exposta diante dos convidados dos pais, vaidosos pela filha que seria a pianista da família, vislumbrados: a menina sentada ao piano com um longo vestido vermelho diante dos aplausos na sala em plena reverência, cheia a sala mais famosa da cidade, &lt;br /&gt;Um dia, &lt;br /&gt;eles repetiam, &lt;br /&gt;um dia, ela,&lt;br /&gt;ela, ela, a menina com uma vontade de chorar se sentia completamente surda para não ouvir novamente aquelas palavras dos pais, e dentro do peito a sua vontade guardada em seus segredos. &lt;br /&gt;Atordoada, ela tocou mais uma música, repetida tantas vezes a música, as músicas, ainda tão pouco para os inúmeros concertos ovacionados pelos pais, encantados pela pianista que nunca a mãe havia conseguido ser e sublimava a sua fantasia num sorriso meio contente e meio áspero, meio feliz e meio insatisfeita com a menina que bem antes daqueles dias era ela mesma, ela, ela, a mãe. Agora, a filha na vitrine diante dos convidados enquanto os seus dedos muito mais pareciam adormecidos, ela adormecida, e a música muito mais tornava-se uma angústia dentro do seu coração bem distante dali, o seu desejo bem distante dali, os seus sonhos quase desaparecidos entre as teclas brancas e pretas do piano bem envernizado detrás das imaginárias cortinas de veludo vermelho e adornada pelo dourado que se ausentava da menina cheia de outros segredos que ainda nem sabia ao certo quando, um dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-1213844113994784196?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/1213844113994784196/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2011/05/possibilidades-de-contos.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/1213844113994784196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/1213844113994784196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2011/05/possibilidades-de-contos.html' title='Possíveis contos'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-KjFzoIl8Kt0/TdRbMZFpaUI/AAAAAAAAAYQ/W0bR87Ae9TE/s72-c/DSC00982.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-903650607969598324</id><published>2011-04-30T16:41:00.002+01:00</published><updated>2011-04-30T16:44:42.406+01:00</updated><title type='text'>Detrás das páginas folheadas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-KsVv5jEu5QU/TbwuXxHsZiI/AAAAAAAAAYI/G5ygt0ZG23U/s1600/IMG00063-20101004-1533.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-KsVv5jEu5QU/TbwuXxHsZiI/AAAAAAAAAYI/G5ygt0ZG23U/s400/IMG00063-20101004-1533.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5601403022399530530" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Insistiu que a música teria que ser aquela e procurou por toda a casa a gravação que não estava lá, um dia escondida de si mesmo para nunca mais ouvi-la, desde quando percebera que não fazia sentido algum repetir aquilo que enfeitava os dias agora esquecidos. Os dias com os seus detalhes que naquele outro tempo foram eternos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma sinfonia. Foi tudo o que antecipou sobre a música, numa comoção pelo contentamento de que um equívoco imenso havia acontecido, e nada naquele tempo havia sido tanto. Muito mais havia sido a utopia e o deslumbramento num instante eufórico, frágil, a fragilidade que tornou tudo muito mais do que era e pouco a pouco inventava fantasias, quase castelos, e depois apenas tijolos espalhados sobre a terra e as águas do rio imenso cobrindo-os, um a um, até que um dia o rio muito mais forte tragou o que era apenas imaginário. E foi assim que o verde ora fosco ora brilhante do lodo escorregadio simbolizou o que era sem nunca ter sido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Insistiu que a música teria que ser aquela, não havia outra. Aquela música a apagar de vez o eterno que as horas podem inventar, frágeis, e agora devoradas prazerosamente por uma felicidade encontrada detrás das páginas folheadas, de um lado e de outro, enquanto tudo era, ainda, apenas uma representação, ainda apenas uma representação, até que tudo se fez novo e real. Tudo se fez real, sem precisar de música alguma, qualquer que fosse, se dentro do peito a melodia era visceralmente intensa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas depois uma sinfonia surgida não se sabe de onde embalou de vez aquela felicidade silenciosa, palavras murmuradas numa suavidade talvez inesquecível. E no olhar, outras palavras pronunciadas, bem nítidas, quase audíveis. Um olhar embargado e contemplado, serenamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-903650607969598324?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/903650607969598324/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2011/04/detras-das-paginas-folheadas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/903650607969598324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/903650607969598324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2011/04/detras-das-paginas-folheadas.html' title='Detrás das páginas folheadas'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-KsVv5jEu5QU/TbwuXxHsZiI/AAAAAAAAAYI/G5ygt0ZG23U/s72-c/IMG00063-20101004-1533.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-6428777865371462181</id><published>2011-04-22T01:06:00.004+01:00</published><updated>2011-04-22T01:18:34.289+01:00</updated><title type='text'>Espelhos embaçados</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-bu2oedkJD4o/TbDHMtMagEI/AAAAAAAAAYA/uwRjmjfT1xw/s1600/DSC00913.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-bu2oedkJD4o/TbDHMtMagEI/AAAAAAAAAYA/uwRjmjfT1xw/s400/DSC00913.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5598193357925548098" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Já estava lá dentro do pensamento &lt;br /&gt;que num vulto repentino tornara-se ininterrupto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pensamento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não apenas o pensamento em imagens que pulavam uma a uma, &lt;br /&gt;Saltitantes como bolas de algodão e outras vezes como de cristal, &lt;br /&gt;as bolas saltitantes,&lt;br /&gt;como bronze lapidado sobre a rocha firme, ainda que o vendaval&lt;br /&gt;Ainda que apenas como o algodão, &lt;br /&gt;ainda que&lt;br /&gt;uma coisa e outra na consciência de que não era nada daquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que era, &lt;br /&gt;Multiplicava-se em muito mais dentro dos espelhos espalhados ao seu redor,&lt;br /&gt;Pouco a pouco os espelhos embaçados e as imagens se tornando outras. &lt;br /&gt;Agora eram outras as imagens &lt;br /&gt;e as coisas &lt;br /&gt;lá dentro dele.&lt;br /&gt;Tudo novamente como um vulto repentino que se tornara ininterrupto&lt;br /&gt;Até que as imagens, todas elas detrás dos espelhos embaçados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele, &lt;br /&gt;num vulto repentino &lt;br /&gt;aproximou-se bem perto de todos os espelhos:&lt;br /&gt;E percorreu as suas mãos sobre eles, lentamente&lt;br /&gt;como se fosse a sua própria pele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as imagens emudeciam-se,&lt;br /&gt;Uma a uma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-6428777865371462181?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/6428777865371462181/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2011/04/espelhos-embacados.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/6428777865371462181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/6428777865371462181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2011/04/espelhos-embacados.html' title='Espelhos embaçados'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-bu2oedkJD4o/TbDHMtMagEI/AAAAAAAAAYA/uwRjmjfT1xw/s72-c/DSC00913.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-4667568590992910766</id><published>2011-04-09T18:20:00.003+01:00</published><updated>2011-04-10T00:01:03.165+01:00</updated><title type='text'>e outras vezes o nada</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-RvtfzXiN91E/TaCWAS-dTOI/AAAAAAAAAX4/rI4yTaQyPNM/s1600/CIMG1055.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-RvtfzXiN91E/TaCWAS-dTOI/AAAAAAAAAX4/rI4yTaQyPNM/s400/CIMG1055.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5593635669032127714" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ficou se perguntando quem foi mesmo que havia acabado de passar por ali naquele exato momento e já não via mais nada a não ser a imagem guardada em sua memória cheia de baús, quase nada lá dentro de alguns e em outros quase a vida inteira, quase, tantas coisas apenas quase, nada mais e o alívio encontrado em outros baús escancarados de tantas coisas reais, mesmo que, mesmo que, mesmo que&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(a respiração profunda e adocicada pelo bálsamo com seu cheiro indecifrável e o enigma das horas revelado pouco a pouco e nunca, e jamais, ainda que)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o nunca jamais existe para sempre: tantas vezes, apenas, o nunca existe para sempre, muitas e muitas coisas nunca existem para sempre, nada, nada existe para sempre, ainda que o néctar mais refinado, ainda que o amor, &lt;br /&gt;não, &lt;br /&gt;não recorremos ao amor agora se soa como pieguice, embora, &lt;br /&gt;- embora o quê?  &lt;br /&gt;embora a busca de palavras que expliquem mais intensamente os baús guardados, cheios de coisas nunca mais usadas ou sentidas&lt;br /&gt;– Nunca mais usadas ou sentidas? &lt;br /&gt;e o pó, e o pano bem alvo deslizando sobre o pó, e o verniz brilhando outra vez, o verniz brilha outra vez, &lt;br /&gt;Entendeu?! &lt;br /&gt;o verniz brilha, pode brilhar outra vez e assim, talvez, mostrar de vez quem foi que acabou de passar por ali naquele exato momento e já não havia mais nada a não ser a imagem guardada num baú, guardada, tantas coisas para sempre guardadas da memória, para sempre, para sempre, e outras vezes o nada,&lt;br /&gt;nada mais, além de uma utopia revestida de bálsamo em seu cheiro entorpecido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-4667568590992910766?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/4667568590992910766/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2011/04/e-outras-vezes-o-nada.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/4667568590992910766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/4667568590992910766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2011/04/e-outras-vezes-o-nada.html' title='e outras vezes o nada'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-RvtfzXiN91E/TaCWAS-dTOI/AAAAAAAAAX4/rI4yTaQyPNM/s72-c/CIMG1055.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-2605809307268094063</id><published>2011-04-01T15:30:00.002+01:00</published><updated>2011-04-01T15:33:43.289+01:00</updated><title type='text'>...mas são como se fossem</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-wOQ9EQbQ_vk/TZXh5eNBoSI/AAAAAAAAAXw/gQS1O2fxS8g/s1600/DSC00898.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-wOQ9EQbQ_vk/TZXh5eNBoSI/AAAAAAAAAXw/gQS1O2fxS8g/s400/DSC00898.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5590622889926828322" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A taça de vinho já quase esvaziada... Esvaziando-se a taça de vinho, mas não os pensamentos. Nunca os pensamentos esvaziados sobre a mesa cheia de imagens e pensamentos que recordam as horas. As horas. As horas que preenchem a vida espalhada pelos horizontes tão amplos e tão impregnados de imagens avulsas, soltas, espalhadas sobre a mesa e sobre um interior que é tudo e que é nada, latejando, pulsando, embriagado pelo vinho que não embriaga tanto assim, mas que intensifica as palavras agora derramando-se do alto da mesa e se espalhando pelo chão. Ali, uma felicidade de uma hora e outra e uma inquietação de uma hora e outra. Os dias e as horas se misturando sem mais a certeza de quando uma coisa e de quando outra. Tudo se misturando, e só assim o equilíbrio do tempo que pende uma hora para lá e outra hora para cá. Às vezes nem são as horas exatamete, mas os minutos. Eles tão imprevisíveis, tudo imprevisível, e do chão humedecido pelo vinho brota novamente um sentimento que se torna mais leve - nem tão leve todos os sentimentos - e se tornam mais apaziguados, marcados pela dormência do vinho: a felicidade abastecida quando a última gota do vinho enfeita a borda cristalina da taça que nem é de cristal, mas é como se fosse, como tantas coisas são, como se fossem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-2605809307268094063?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/2605809307268094063/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2011/04/mas-sao-como-se-fossem.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/2605809307268094063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/2605809307268094063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2011/04/mas-sao-como-se-fossem.html' title='...mas são como se fossem'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-wOQ9EQbQ_vk/TZXh5eNBoSI/AAAAAAAAAXw/gQS1O2fxS8g/s72-c/DSC00898.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-3192083151361433659</id><published>2011-03-23T00:08:00.001Z</published><updated>2011-03-23T00:15:08.979Z</updated><title type='text'>As horas no relógio de ruído angustiante</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-wNvWJEZnGeg/TYk7hQTsDeI/AAAAAAAAAXo/YrJ1fcnzC5c/s1600/CIMG2791.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-wNvWJEZnGeg/TYk7hQTsDeI/AAAAAAAAAXo/YrJ1fcnzC5c/s400/CIMG2791.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5587062255229079010" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Adormeceu diante do incontido desejo de que ao chegar à estação o trem já houvesse passado e ninguém mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do trem, apenas o barulho do motor se distanciando e levando o tempo que já não podia ser, o tempo que nunca, nunca o tempo completo de todas as horas como as esperanças aguardavam em plena felicidade que nunca aconteceria, a não ser nos minutos marcados no relógio de ruído angustiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém mais na estação. Mas a dor, pungente, a dor que era muito maior, ela mesma o bálsamo do outro desejo, o outro desejo paralelo de que as horas precisam de silêncio para que na alma seja tudo tão calmo por completo, tudo tão calmo, mesmo que nunca. Jamais por completo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem mais o ruído inquietante do trem. Nem mesmo. Nem mesmo o mesmo desejo dos instantes ainda sobre a poeira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era a vontade imensa de que o trem nem tivesse chegado ainda, muito menos partido, parado diante da mais sublime imagem. Nunca mais outra vez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-3192083151361433659?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/3192083151361433659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2011/03/as-horas-no-relogio-de-ruido.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/3192083151361433659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/3192083151361433659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2011/03/as-horas-no-relogio-de-ruido.html' title='As horas no relógio de ruído angustiante'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-wNvWJEZnGeg/TYk7hQTsDeI/AAAAAAAAAXo/YrJ1fcnzC5c/s72-c/CIMG2791.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-3985982655231290000</id><published>2011-03-08T23:38:00.003Z</published><updated>2011-03-08T23:52:18.639Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='By I.'/><title type='text'>ou apenas uma imagem</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-NCBfNLqgYgg/TXbAz98D0yI/AAAAAAAAAXg/KJOVnyzqDB8/s1600/CIMG2039.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-NCBfNLqgYgg/TXbAz98D0yI/AAAAAAAAAXg/KJOVnyzqDB8/s400/CIMG2039.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5581860787204641570" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Na imagem refletida na água era um caminho longo demais e que se balança em leves movimentos, o vento brando sobre o lago. Um longo caminho ao mesmo tempo deserto e um som vindo bem de longe enquanto nas árvores reluziam um dourado que brilhava tanto até confundir a nitidez das folhas que se movimentavam e a nitidez das folhas paradas por completo, formosas as folhas mesmo as mais recuadas como se fossem tão sem vigor. A imagem suscitava a indagação refletida no espelho sobre as águas diante dos seus olhos e a veracidade de um quadro pintado e exposto na parede da memória, e que nada era naquele instante, mas outro o instante que talvez nunca tenha existido quando a realidade pode se confundir com a imagem, apenas uma imagem, apenas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-3985982655231290000?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/3985982655231290000/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2011/03/ou-apenas-uma-imagem.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/3985982655231290000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/3985982655231290000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2011/03/ou-apenas-uma-imagem.html' title='ou apenas uma imagem'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-NCBfNLqgYgg/TXbAz98D0yI/AAAAAAAAAXg/KJOVnyzqDB8/s72-c/CIMG2039.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-5159820729324714627</id><published>2011-03-02T20:23:00.002Z</published><updated>2011-03-02T20:27:42.435Z</updated><title type='text'>Num ímpeto</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-CWUV18E2OEg/TW6oNcx-8YI/AAAAAAAAAXY/VbCi8BpmoOM/s1600/P1030970.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-CWUV18E2OEg/TW6oNcx-8YI/AAAAAAAAAXY/VbCi8BpmoOM/s400/P1030970.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5579581937376227714" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;1. Uma fileira imensa de coisas para serem escritas e numa outra fileira coisas que não conseguem ser esparramadas sobre as páginas que nada conseguem além de palavras rabiscadas sem sentido algum, não, não sem sentido algum se tudo há um sentido qualquer que seja, mesmo que esvaziado de nexo a depender de quem o interlocutor. &lt;br /&gt;2. A música lá dentro ressoando uma melodia conhecida e toca a alma no fundo e a música seguinte gravada aleatoriamente independente do género mas a partir do momento que toca a alma, a alma, vontade de passar para a música seguinte se a música toca demais a alma e pode virar dor ao invés de prazer, desligo.&lt;br /&gt;3. Os papéis espalhados e guardados repetidas vezes todos os dias, Ricoeur, Bergson, Halbwachs, Nora, Bachelard, Platão, Aristóteles, Freud, Lacan, Torres, Antunes e etc e tal e tal e tal… Tudo às vezes se embaralhando, e a herança grega, e a fenomenologia de Husserl, e …………………………………………. Sair um pouco por ai e deixar os papéis escancarados e outras anotações já riscadas para não ser novamente atracão de reescritas, esta palavra melhor que aquela, esta frase melhor que aquela………………….. Sair um pouco por ai e depois tudo, outra vez, até que um dia, que seja em breve, a última frase depois das expectativas.&lt;br /&gt;4. Comer alguma coisa, novamente, beber alguma coisa, novamente, a escrita sente fome, a minha escrita é às vezes faminta, gulosa, mesmo às vezes quando empanturrada, é uma fome sem espaço, apenas o prazer das palavras úmidas e quando espremidas as palavras úmidas o texto parece pular sobre o papel, saltitantes às vezes e outras vezes num esforço que cada um é que sabe do seu e do prazer cada um sabe do seu quando no peito bate uma coisa estranha ou tão íntima chamada de gozo.&lt;br /&gt;5. É isso, sentei aqui e como fuga para dar um tempinho de horas ou fartos minutos na escrita, na outra, comecei a escrever tais impressões e talvez as deixe agora no blog. Entretanto, sem revisão alguma, não quero reler nada disso, deixe lá como está, originalmente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-5159820729324714627?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/5159820729324714627/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2011/03/num-impeto.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/5159820729324714627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/5159820729324714627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2011/03/num-impeto.html' title='Num ímpeto'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-CWUV18E2OEg/TW6oNcx-8YI/AAAAAAAAAXY/VbCi8BpmoOM/s72-c/P1030970.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-7140764503727610291</id><published>2011-02-05T21:51:00.003Z</published><updated>2011-02-06T02:09:10.657Z</updated><title type='text'>E se</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TU3Gz_KW0EI/AAAAAAAAAXI/_nrnplpEG9E/s1600/Madrid_2006_0066.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TU3Gz_KW0EI/AAAAAAAAAXI/_nrnplpEG9E/s400/Madrid_2006_0066.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5570326910557671490" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E se não fossem as horas aquelas de quando tudo, de quando nada, de quando todas as coisas envoltas nas palavras que nem deviam e nas que faltaram para que tudo, para que nada além, para que muito mais fossem outros os sentimentos e outros e outros os caminhos que não os que depois, os que nunca, jamais o entorpecer das horas seguintes embriagadas e sustentadas apenas por um fio, um fio, um fio que se o vento atravessar as fronteiras nada mais, nada mais, apenas o fio sem o elo mesmo que qualquer o elo a sustentar a fragilidade nada além, quase imperceptível de tão nada.  &lt;br /&gt;E se &lt;br /&gt;E se fossem apenas a utopia das horas que até em segundos transitam entre o tempo imaginário e o tempo muito mais que o imaginário, o que é, e no relógio os ponteiros se encontrando e pouco a pouco longe, distante, e novamente, outra vez muito mais que apenas as palavras, mas a pausa embrutecida enquanto as interrogações se enfileiram e no rosto e nos olhos e nas pálpebras e onde mais a certeza de quando, a incerteza de quando, e se, e se, outra pausa, outra pausa, e se.&lt;br /&gt;E se dentro das palavras caladas e nas outras palavras o contemplar do que não era, e do que era, e do que seria e do que não seria, e se dentro das horas a inexistência e apenas imagens opacas e todas outonais se confundindo nas estações não apenas do tempo, não apenas, se.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-7140764503727610291?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/7140764503727610291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2011/02/e-se.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/7140764503727610291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/7140764503727610291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2011/02/e-se.html' title='E se'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TU3Gz_KW0EI/AAAAAAAAAXI/_nrnplpEG9E/s72-c/Madrid_2006_0066.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-8495413652682085087</id><published>2011-01-29T22:41:00.001Z</published><updated>2011-01-29T22:43:48.231Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fotografando...'/><title type='text'>De repente a avenida</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TUSYDKjsOUI/AAAAAAAAAW0/5yzcYHNhfaU/s1600/CIMG2802.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TUSYDKjsOUI/AAAAAAAAAW0/5yzcYHNhfaU/s400/CIMG2802.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5567742219477858626" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;De repente as avenidas se encolhem, quando as imagens se tornam íntimas e o olhar já não é desconhecido, penetrante no desejo de lá e de cá, dois lados quase invisíveis são os receios que quase já não existem e muito menos a expectativa guardada para o momento de desde ontem, bem antes de ontem aguardado.&lt;br /&gt;De repente os passeios das avenidas se estreitam e todas as suas casas se resumem em apenas uma, não isolada, se ela cheia de palavras e imagens que povoam salas e quartos e sobre a mesa a fartura serve o seu banquete numa doce harmonia das horas, ainda que uma, apenas, mas sem vazio algum, talvez.&lt;br /&gt;E já não há o de repente, já não há, é agora o tempo prolongado, flexível, espaço para o relógio determinar as suas horas enquanto a avenida se alonga outra vez: os seus passeios se enfileiram um ao outro e os passos percorrem leves, quase flutuando contemplam os ininterruptos jogos de amarelinha colorindo o chão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-8495413652682085087?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/8495413652682085087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2011/01/de-repente-avenida.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/8495413652682085087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/8495413652682085087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2011/01/de-repente-avenida.html' title='De repente a avenida'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TUSYDKjsOUI/AAAAAAAAAW0/5yzcYHNhfaU/s72-c/CIMG2802.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-3565998074605272890</id><published>2011-01-24T13:34:00.003Z</published><updated>2011-01-24T16:26:16.972Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Toledo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2006'/><title type='text'>E depois</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TT2Ar2E-GtI/AAAAAAAAAWs/TYhrZ4QePEU/s1600/Madrid_2006_0562.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TT2Ar2E-GtI/AAAAAAAAAWs/TYhrZ4QePEU/s400/Madrid_2006_0562.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5565746205238893266" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E depois, quando as palavras penetrantes ficam como luzes de brilho intenso e nem tão intenso outras vezes o brilho ou se não for num esforço qualquer pouco se vê ou nada além de uma tom amarelado, envelhecido o tom amarelado de paisagens imperceptíveis se não fosse as percepções tão atentas pelos cantos mais enigmáticos, nem de perto os ecos na boca balbuciando qualquer coisa, resmungos dos dias que nem as horas, nem as sombras, nem as ruas vazias e cheias, vazias e cheias, e a cabeça vazia e cheia, e o peito vazio e cheio, tudo tão vazio e tão cheio depois do instante de quando as horas vão se tornando definitivamente nada, tudo por um instante se tornando definitivamente nada e depois tudo se tornando definitivamente a intensidade inesperada acelerando o peito que se acalma e depois não, as sensações indecifráveis que se acalmam e depois não, e depois, tudo depois, depois, depois, isso ou aquilo depois, depois, depois, a melancolia depois, a felicidade depois, a melancolia e a felicidade depois, alternando-se, depois.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-3565998074605272890?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/3565998074605272890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2011/01/e-depois.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/3565998074605272890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/3565998074605272890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2011/01/e-depois.html' title='E depois'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TT2Ar2E-GtI/AAAAAAAAAWs/TYhrZ4QePEU/s72-c/Madrid_2006_0562.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-5082601543643423426</id><published>2011-01-21T22:21:00.000Z</published><updated>2011-01-21T22:23:42.757Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ao olhar o Cais do Sodré'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TToHNbsZgHI/AAAAAAAAAWk/_J4VZajwOPM/s1600/6215.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 273px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TToHNbsZgHI/AAAAAAAAAWk/_J4VZajwOPM/s400/6215.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5564768216923340914" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-5082601543643423426?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/5082601543643423426/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2011/01/blog-post.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/5082601543643423426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/5082601543643423426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2011/01/blog-post.html' title=''/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TToHNbsZgHI/AAAAAAAAAWk/_J4VZajwOPM/s72-c/6215.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-141034170739276580</id><published>2011-01-21T22:15:00.001Z</published><updated>2011-01-21T22:17:03.931Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='In: O Silêncio e a Bagagem'/><title type='text'>Conto: "Que dia é este, meu Deus?</title><content type='html'>Ele acordou muito estranho naquela manhã, e levantou-se da cama tomado pelo cheiro de café que era o mesmo cheiro do café de um dia que ele não se recordava que dia era aquele, mas não poderia ser um dia qualquer, pois era um dia que estava mexendo bem lá no fundo do seu peito. Na boca, aquele gosto da infância, aquele sabor de geléia, exatamente aquela geléia quadrada e nas cores amarela e vermelha, e aqueles dias em que ele saia a comprar aquele doce, e a comê-lo sempre com um prazer que nem dava pra explicar. Que dia é este, meu Deus? Perguntou a si mesmo, enquanto suplicava a Deus pra lhe cochichar que dia era aquele que levava aquele gosto de geléia à sua boca e o cheiro de café entrando impetuosamente em suas narinas. &lt;br /&gt; Mãe! Ele chamou de lá de dentro do quarto, e a mãe correndo ao seu encontro. Aquele menino que andou tão doente, e, naquele dia, véspera do seu aniversário, ela queria tanto que ele amanhecesse com saúde para comemorarem juntos! Um bolo enorme, para ser dividido entre todos os seus amigos, disfarçaria muito bem aquela tristeza que o menino sentia nos últimos dias, e que ninguém conseguia descobrir o motivo. Talvez, só mesmo ele soubesse. &lt;br /&gt; A mãe chegou ao quarto e encontrou o menino sentado na cama e com o travesseiro no colo. Ele a olhou com aquele rosto singelo, ela se aproximou dele, abraçou-lhe e perguntou o que você quer, meu filho?! Ele nada respondeu, mas em seus gestos havia uma resposta silenciosa, e, em cada leve movimento, havia as palavras dizendo agora está tudo bem. Então, bem devagar, o menino se apegou ainda mais ao seu travesseiro e se deitou lentamente com ele atracado entre os seus braços. Comovente, apertava o travesseiro entre seus braços, enquanto a mãe fazia mais uma pergunta para si mesma: “o que é que este menino abraça tanto esse travesseiro assim, meu Deus?!” Nada de resposta. &lt;br /&gt; Ela tocava nele, e o seu corpo respondia ao seu carinho. Ela tocava em seus cabelos, e ele chegava a cochilar. Mas, ao tentar arrumar o travesseiro, o seu corpo trazia de lá de dentro dele a resposta dizendo que não, que não era pra ela tocar naquele travesseiro, e ficava suando o suor daquele calor de tudo o que ele estava sentindo. &lt;br /&gt; A mãe foi lá dentro e voltou com aquele doce embrulhado num guardanapo branco, aquele doce de geléia quadrada nas cores vermelha e amarela, e aquele gosto perfeitamente saboreado em sua boca, mesmo adoentado que ele estava na véspera do seu aniversário. Era aquele o gosto que ele estava sentindo, um gosto parecido com vários outros dias da sua vida, um sabor forte em sua língua, e, sem nem mesmo ter aquela geléia em sua boca. Era aquele o gosto que ele tanto sentia: véspera do seu aniversário de oito anos. Um sabor que veio bruscamente daqueles dias da sua infância, e agora se misturava com um cheiro de café, mas, do dia mais significativo do cheiro de café ele não queria se lembrar. &lt;br /&gt; A memória, os esquecimentos e as recordações guardadas em algum lugar. A boca cheia de saliva, e enchia de saliva, e enchia, e ele não conseguia se lembrar do dia do cheiro de café. Ele sozinho em seu quarto, acabando de acordar, e tomado por uma sensação estranha, o gosto na boca, o cheiro, um cheiro guardado ou travado em algum lugar. “Mãe”, ele ouvia aquele eco lá dentro dele e lá dentro da casa, e lá fora da casa, vindo de lá da rua, quando ele brincava de soltar pipa e corria para comprar geléia, e brincava de gude e de bola, e aquele eco que corria entre as árvores e o tempo, e ela, a mãe, dizendo menino, venha tomar banho, e dizia tantas outras coisas, hora de merendar, menino, menino você parece que não sente fome. Era o cheiro de geléia que estava trazendo agora este som do qual ele sentia saudade, e nenhuma geléia pela casa, apenas ele sozinho ali no quarto com aquele sabor e com aquele cheiro de muito longe. O coração batendo forte por naquele dia ter acordado no meio daqueles outros dias que nem mais existiam. &lt;br /&gt; Onde está todo mundo? Ele perguntava lá dentro dele mesmo, mas fazendo de conta que nem estava perguntando nada, pois não queria ficar com perguntas, das quais ele não queria pensar nas respostas. Onde está todo mundo, meu Deus? Minha xícara de chá, onde está, meu Deus? Era uma pergunta atrás da outra, feitas lá dentro de um esconderijo que ele fingia não existir. E perguntou, e perguntou, e revelou as saudades, e revelou com sorriso, e com tristeza, e cada instante ele sentia como as manifestações naturais lhe permitiam sentir. &lt;br /&gt; Ele ali sentado com aquele travesseiro bem alvo e limpinho, trocado no dia anterior, véspera do seu aniversário, e, dentro dele, os anos que se passaram um a um. Ele queria ver todo mundo de novo, “meu Deus!” Mas, naquele dia, nenhum bolo de aniversário na sala, nenhum cheiro de bolo na cozinha, e ele não queria outro bolo, “pra que mais bolo, meu Deus!?”&lt;br /&gt; Ele queria mesmo era brincar de bola, correr pelas ruas com os bolsos cheios de moedas e retornar com as mãos cheinhas de doces de geléia. Queria mesmo era ouvir o eco com o seu nome, “vem tomar banho meu filho, já brincou demais.” Era isto que ele queria, mesmo que entrasse em casa com vontade de brincar até que a tarde se emendasse com a noite. &lt;br /&gt; Desde um tempo atrás soube que não adiantava mais ficar ali na cama imaginando tantas coisas passadas. E novamente se levantou em mais um dia de aniversário, cheirou a fronha branca que guardava o seu travesseiro, quase sacralizado, respirou a dor no peito e no coração, e se retirou do quarto, disfarçando não mais sentir aquele cheiro aromatizado de café. Aquele cheiro que penetrava não apenas o seu olfato, mas, também, o fundo do seu coração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-141034170739276580?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/141034170739276580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2011/01/conto-que-dia-e-este-meu-deus.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/141034170739276580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/141034170739276580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2011/01/conto-que-dia-e-este-meu-deus.html' title='Conto: &quot;Que dia é este, meu Deus?'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-3205447484720482683</id><published>2010-12-20T18:45:00.000Z</published><updated>2010-12-20T18:47:02.340Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TQ-knlozHpI/AAAAAAAAAWQ/-YD2BBurRmc/s1600/Portugal_2006_0181.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TQ-knlozHpI/AAAAAAAAAWQ/-YD2BBurRmc/s400/Portugal_2006_0181.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5552837865596198546" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-3205447484720482683?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/3205447484720482683/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/12/blog-post_20.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/3205447484720482683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/3205447484720482683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/12/blog-post_20.html' title=''/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TQ-knlozHpI/AAAAAAAAAWQ/-YD2BBurRmc/s72-c/Portugal_2006_0181.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-6735071057978415981</id><published>2010-12-20T18:39:00.000Z</published><updated>2010-12-20T18:40:51.276Z</updated><title type='text'>Entre as margens do rio</title><content type='html'>Um rio imenso e depois águas que parecem o infinito embora as suas margens logo ali de um lado e de outro e nada mais é infinito se agora os pés sobre chão depois do azul das águas movimentando o reflexo dos céus, paisagens na travessia ilustram pensamentos e expectativas que movimentam o corpo o peito a alma tudo sobre as águas num balançar não apenas silencioso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não apenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cais &lt;br /&gt;(que na apreensão do desejo revela um caminho que parece tão imenso depois da travessia sobre as águas cristalinas)&lt;br /&gt;é o mais belo lugar no exato instante em que tudo se fez alguma felicidade e tão perto o corpo o peito e a alma ofegando a emoção quase suave &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e depois a avenida iluminada pelas luzes cada vez mais distantes até que as avenidas do lado de lá se tornaram numa planície luminosa enquanto o corpo e o peito se misturavam em meio à emoção e o desejo pulsando forte do lado de cá na margem do rio noturno &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;até que no corpo o prazer fez seu leito e então repousou-se &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;até que o retorno e a travessia outra vez quando era a noite que iluminava as águas ainda cristalinas e o corpo o peito e a alma bailando a travessia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-6735071057978415981?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/6735071057978415981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/12/entre-as-margens-do-rio.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/6735071057978415981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/6735071057978415981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/12/entre-as-margens-do-rio.html' title='Entre as margens do rio'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-4315730181746378302</id><published>2010-12-14T23:19:00.000Z</published><updated>2010-12-14T23:20:22.185Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fotógrafo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eu'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TQf7nv-gqaI/AAAAAAAAAWI/G5eKRgU1MLI/s1600/CIMG0960.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TQf7nv-gqaI/AAAAAAAAAWI/G5eKRgU1MLI/s400/CIMG0960.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5550681726069549474" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-4315730181746378302?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/4315730181746378302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/12/blog-post.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/4315730181746378302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/4315730181746378302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/12/blog-post.html' title=''/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TQf7nv-gqaI/AAAAAAAAAWI/G5eKRgU1MLI/s72-c/CIMG0960.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-5630328145755410692</id><published>2010-12-14T23:03:00.005Z</published><updated>2010-12-14T23:18:42.866Z</updated><title type='text'>"Qualquer coisa em que me tornei", de António Lobo Antunes: Uma leitura</title><content type='html'>Uma leitura e imagens densas captadas de uma possível apatia, involuntária a possível apatia num puro instante de alguma necessidade de solidão, e muito mais é o involuntário estado de exaustão derramado nas imagens da crónica "Qualquer coisa em que me tornei", Segundo Livro de Crónicas. É ela. A personagem central. Ela mesma a narradora. A mulher, a esposa, a mãe, a dona de casa e “uns chinelos tão sozinhos” e fortemente representativos quando os objetos parecem falar: voz calada, emudecida, e ao mesmo tempo a existência de uma voz que se revela por meio de palavras que se impõem e chegam a gritar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num ritmo com tons serenos e nostálgicos, a crônica é narrada enquanto a densidade de um instante marca aquilo em que uma vida se tornou. O cotidiano, a vida dentro da própria casa, todos ao redor e ao mesmo tempo a sensação de ausência consigo mesma, ninguém. Tudo num contraste com o que parece uma falta de vontade de que nada seja feito para que as coisas mudem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cansaço. Lugar determinante do enfado, “Há dias em que me sinto tão cansada.” Declaração ou desabafo que marca o início da crónica e abre um espaço de expectativa para o que virá em sua sequência. O cansaço que não é por causa do emprego, nem dos filhos, nem dos trabalhos de casa quando para lá ela retorna, nem “sequer” é o marido a causa. Mas é sim um cansaço que se torna perceptível diante do que pode parecer tão simples, mas que, ao seu redor, pode haver todo um significado, tantas vezes tão interiorizado, inconsciente até, e que desfaz tal simplicidade aparente das coisas: arrumar o carro na garagem, chamar o elevador, entrar em casa e o marido e os filhos desviarem o olhar da televisão e sorrirem para ela. Um sorriso que pode não apresentar sintonia algum com o seu estado de espírito. Cansaço, apesar das compras já feitas pela diarista, assim como o jantar já preparado, e nada mais do que ligar o microondas. Cansaço, e o impacto quando vê, na marquise, os chinelos da diarista que já havia cumprido o seu horário e partido, “uns chinelos tão sozinhos que quase me dão vontade de gritar. Porquê? Perguntas e perguntas” que vão ficando sem respostas, ou respostas largadas em subterrâneos. “Por amor de Deus que ninguém se interesse sobre como me ocorreu o trabalho,” por amor de Deus tantas coisas e o “sacudir em paz as migalhas da toalha na varanda dando-me a impressão de que sacudo a minha vida.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A família parece desconectada enquanto ela clama calada por sossego, o marido ali, diante do computador, a jogar gamão, o filho mais novo que “deve” estar no sofá, o filho mais velho a se despedir usando pantufas que “são dois Ratos Mickeys numa estupidez feliz”, novamente o marido com o seu cheiro que lhe agrada mas ao mesmo tempo não, ele que quando dela se aproxima resulta num pretexto, e dele se afasta para “verificar se os olhos do mais novo continuam abertos no escuro” a censurá-los. Todos dentro da casa, todos, e todo um desejo talvez censurado por ela mesma, e transferidos para o filho mais novo, a censura de um desejo de que não fosse aquela a existência, as horas desejadas em uma casa que não fosse aquela, o cansaço capaz de recriar imagens, o enfado e uma entrega ao silêncio e a um estado de solidão, não corrosiva, mas uma solidão até que o cansaço de tudo e de todos passe, e o estado interior seja refeito, ou nunca mais se o cotidiano prossegue imutável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ramo seco na jarra é muito mais que um objeto, é uma espécie de espelho que reflete a sua própria imagem: “qualquer coisa em que me tornei.” O espelho que também reflete como uma revelação sobre a aliança que brilha em seu dedo, mas que parece ofuscada pela falta de um sentido claro, sem força, sem o laço que deveria ou poderia ser, e os anos sendo consumido em cansaço: “Mesmo passados doze anos a aliança surpreende-me no espelho.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Qualquer coisa em que me tornei" é mais uma crónica carregada de memória, o hoje, o ontem, as conexões entre os tempos, a nostalgia, perguntas e outras perguntas enquanto as respostas se aliam ao evasivo, algumas coisas resgatadas, outras nunca mais, o eu fragmentado, outras vezes tão inteiro diante do olhar que define respostas, e ela: “Sem maquilhagem a cara esvaziou-se” e “a impressão que uma criança, usando o meu vestido, me observa com espanto.” Não é sempre a presença da mulher que circula pela casa, se quando a noite chega, por completo, ela precisa se refazer, a pintura, a maquiagem, não apenas estética, na criança na qual ela se torna: “De manhã transformo-a o mais depressa que consigo numa pessoa grande para que o meu marido não a veja, e agora estendo-me de costas para ele com medo que a encontre.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer coisa. Qualquer coisa em que ela se tornou. As sensações indefinidas, os sentimentos que se fazem em pedaços em busca de um encontro, talvez, capaz de se ser refeito ou compreendido, absorvido. Na cama, novamente o cheiro que lhe agrada e desagrada, ali ao seu lado, próximo, e a distância. Possivelmente muito mais desagrada, e ela se levanta para beber água, depois se apoia nos azulejos da parede e outra vez olha os chinelos da diarista na maquise: “Continuam tão sozinhos como dantes mas já não me dão vontade alguma de gritar.” O grito ganha um novo sentido, talvez um desânimo, um cansaço, uma exaustão, tudo ainda maior, quando a sensação é a de que já nem mais vale a pena gritar se tudo é uma surdez ao redor; talvez o silêncio, desnecessário o grito se tudo já se refez em decisões, em calmarias para que o cansaço não mais exista, e sim o rompimento com tudo o que se faz cansaço, o dela. Os chinelos tão sozinhos, imagem tão cheia de significados, quase palavras expressas em letras imensas, imagem que ainda se expressava em destaque na casa quando tudo já era silêncio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-5630328145755410692?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/5630328145755410692/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/12/qualquer-coisa-em-que-me-tornei-de.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/5630328145755410692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/5630328145755410692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/12/qualquer-coisa-em-que-me-tornei-de.html' title='&quot;Qualquer coisa em que me tornei&quot;, de António Lobo Antunes: Uma leitura'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-7999474091587089849</id><published>2010-11-28T21:06:00.002Z</published><updated>2010-11-28T21:07:07.724Z</updated><title type='text'>E quando</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TPLEck58h3I/AAAAAAAAAV0/-cHcysGujKo/s1600/CIMG9429.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TPLEck58h3I/AAAAAAAAAV0/-cHcysGujKo/s400/CIMG9429.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5544710086468601714" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E quando as horas, e quando os instantes, e quando, e quando nada, e quando tantas coisas espalhadas pelos cantos depois do silêncio, e quando as imprecisões, e quando a rouquidão das palavras impactadas do outro lado, o lado de lá e depois o outro lado, e quando as emoções do instante inesperado e forte e nada mais do que a intensidade do convívio passageiro marcado muito mais pelo diálogo numa voz quase sem palavras e depois muito mais do que os diálogos de palavras espalhadas pelas salas e quartos de janelas e portas fechadas lacrando o imenso frio lá fora, e quando, e quando, e, e, e quando na pele embranquecida da cabeça aos pés, avermelhada a pele, e quando, e quando todas as surpresas espalhadas por todos os lados, todos, por todos, e quando tudo se faz efêmero e quando exclamações se o momento se torna irresistível, a entrega, e quando e quando o horizonte amplo demais, depois tão pequeno o horizonte e outra vez imenso depois de tantas coisas recolhidas e o ar turvo, as janelas embaçadas e o tempo já não era tão frio lá fora, lá fora, lá fora depois o rio imenso e as águas límpidas outra vez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-7999474091587089849?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/7999474091587089849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/11/e-quando.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/7999474091587089849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/7999474091587089849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/11/e-quando.html' title='E quando'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TPLEck58h3I/AAAAAAAAAV0/-cHcysGujKo/s72-c/CIMG9429.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-7071557612191960879</id><published>2010-11-18T16:31:00.003Z</published><updated>2010-11-18T16:36:55.234Z</updated><title type='text'>Lançamento de "Sôbolos rios que vão" de A. L. Antunes, em Tomar</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TOVWAItlJTI/AAAAAAAAAVs/hJjSU0gTYBY/s1600/ALA%2BLan%25C3%25A7amento%2BS%25C3%25B4bolos%2B1.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TOVWAItlJTI/AAAAAAAAAVs/hJjSU0gTYBY/s400/ALA%2BLan%25C3%25A7amento%2BS%25C3%25B4bolos%2B1.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5540929476887913778" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cidade onde ALA vivenciou mais uma das partes da sua memória, Tomar foi mesmo um espaço muito representativo para a realização de uma das etapas do lançamento de "Sôbolos rios que vão". Cidade revisitada e histórias rememoradas pelo escritor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A apresentação da Professora Ana Paula Arnaut ampliou espaços, contribuindo para uma maior compreensão da obra do autor, considerada tão complexa por grande parte dos leitores, e, não na mesma proporção, porém desejada, considerada mais íntima por outros. Contudo, vale salientar que nem sempre a intimidade com uma obra significa uma compreensão sem que esta tenha exigido uma leitura criteriosa, atenta e cautelosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questionamentos e reflexões estiveram presentes durante o lançamento. A inquietação sobre uma obra que pode parecer fragmentada, e são fragmentos sim, eles que se cruzam, desencontros de instantes, sensações de devaneios, e, entretanto, por fim, uma narrativa que se completa, fragmentos que se encontram, se unem, e já não são fragmentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lançamento de "Sôbolos rios que vão" em Tomar foi marcado, também, por um silêncio. Um silêncio atento às palavras da apresentadora, íntima da narrativa do autor, e que depois de ter penetrado no texto retornou de lá afirmando que Sôbolos rios que vão é, com efeito, um romance em que António Lobo Antunes continua a reduzir a escrita ao osso. Metáfora que muito bem representa uma narrativa não apenas densa, mas intensa, profunda em seu estilo de palavras e imagens lapidadas, quando tempo e espaços são vasculhados, revisitados num fluxo que percorre o caminho da saudade e de um silêncio, enquanto a memória deixa de ser simplesmente fragmentos e se faz história revelada na arte de contar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 13 de Novembro de 2010.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-7071557612191960879?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/7071557612191960879/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/11/lancamento-de-sobolos-rios-que-vao-de-l.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/7071557612191960879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/7071557612191960879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/11/lancamento-de-sobolos-rios-que-vao-de-l.html' title='Lançamento de &quot;Sôbolos rios que vão&quot; de A. L. Antunes, em Tomar'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TOVWAItlJTI/AAAAAAAAAVs/hJjSU0gTYBY/s72-c/ALA%2BLan%25C3%25A7amento%2BS%25C3%25B4bolos%2B1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-2206477373783259332</id><published>2010-11-16T17:36:00.002Z</published><updated>2010-11-16T17:45:25.924Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TOLDK8fnJFI/AAAAAAAAAVk/6W4PkKTk6a4/s1600/Castelo%2BS.Jorge%2B3%2BLisboa.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TOLDK8fnJFI/AAAAAAAAAVk/6W4PkKTk6a4/s400/Castelo%2BS.Jorge%2B3%2BLisboa.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5540205084423955538" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quebraram o jarro&lt;br /&gt;E aproveitaram para levar&lt;br /&gt;Junto com os cacos&lt;br /&gt;Todas as lembranças que causava&lt;br /&gt;No tempo em que enfeitava a sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mesa ficou vazia&lt;br /&gt;Mas o jardim cheio de flores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-2206477373783259332?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/2206477373783259332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/11/quebraram-o-jarro-e-aproveitaram-para.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/2206477373783259332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/2206477373783259332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/11/quebraram-o-jarro-e-aproveitaram-para.html' title=''/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TOLDK8fnJFI/AAAAAAAAAVk/6W4PkKTk6a4/s72-c/Castelo%2BS.Jorge%2B3%2BLisboa.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-4605050963780484852</id><published>2010-10-20T20:26:00.001+01:00</published><updated>2010-10-20T20:28:13.631+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Casa de Campo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='By Me'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mad'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TL9CktVFFOI/AAAAAAAAAVU/T2PhedRfgYo/s1600/CIMG2686.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TL9CktVFFOI/AAAAAAAAAVU/T2PhedRfgYo/s400/CIMG2686.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5530212065844991202" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-4605050963780484852?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/4605050963780484852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/10/blog-post_5995.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/4605050963780484852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/4605050963780484852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/10/blog-post_5995.html' title=''/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TL9CktVFFOI/AAAAAAAAAVU/T2PhedRfgYo/s72-c/CIMG2686.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-7077314971421987335</id><published>2010-10-20T20:10:00.001+01:00</published><updated>2010-10-20T20:17:26.300+01:00</updated><title type='text'>Zagvel, Tustvel, Androvel</title><content type='html'>Sempre que tentava dormir sentia um amontoado de monstros em sua cabeça. Monstros atropelando monstros, e monstros docemente se envolvendo com outros monstros. Sempre que tentava dormir, monstros, e o pavor imenso querendo entender como tantos monstros poderiam caber, ao mesmo tempo, dentro da sua cabeça. &lt;br /&gt;Zagvel, Tustvel, Androvel, “Véu, por que tantos nomes com véu?” Perguntava a si mesmo em seu silêncio tumultuado, aterrorizante. E então, ouvia outros nomes mais comuns, e, estes monstros de nomes mais comuns, como se conseguissem ouvir as abafadas e reprimidas palavras dos seus pensamentos, reviravam-se em sua cabeça, ocupando todos os lugares da sua mente. &lt;br /&gt;A pele, crosta, pêlo, couro dos monstros, cor de ferrugem enferrujada e cor de pele de cordeiro, bronze, prata, cores estranhamente combinadas. Um cheiro acre, forte, asfixiava o seu sono profundo. Naquela madrugada, gritaram tanto do lado de dentro dos seus ouvidos, que o ensurdeceu com todos os sons penetrando abafado, bem abafado e quase silencioso pra o lado de dentro.  &lt;br /&gt;Todos os barulhos naturais das ruas de repente perderam os seus sons. E foram silenciadas as buzinas dos carros, e silenciados foram os gritos, os histéricos e os outros, e nem os mais estridentes conseguiam transmitir mais alguma ruído; praticamente caladas, as palavras da boca, por mais gesticuladas, articuladas, sempre caladas, agora. A tv sem notícia, o rádio sem música, todas as vozes em completo silêncio, tudo de repente. E ele ali, parado, horas parado junto da janela do quarto, olhando o mar, desde as suas margens até o infinito; as ondas, as ondas do mar sem aquele som que ele tanto gostava de ouvir dali da janela, antes do silêncio angustiante.&lt;br /&gt;Enquanto olhava o mar e as ondas sem som, escureceu. Deixou a janela aberta, fechou um pouco as cortinas, as luzes apagadas, apenas a claridade proporcionada pelos limites da noite. E, ao virar-se para a cama, desejoso de dormir um pouco das horas que nunca mais havia dormido, Zagvel, Tustvel, Androvel, e outros, sem nomes pronunciados, recomeçaram o barulho de sempre. Os mesmos barulhos e outros barulhos; palavras tumultuadas, movimentos, burburinhos, e o pavor novamente se definindo, se entregando, enquanto ele, Zagvel, o mais terrível deles, e os demais, sorriam com gargalhadas inexprimíveis, lá dentro da sua cabeça, que estava sempre prestes a se explodir no silencio da noite.&lt;br /&gt;Neste exato momento, a lua começou a mudar de direção, e a noite escureceu de vez. Um vento movimentando a janela, o desesperador silêncio de todos os ruídos lá fora, e os desesperadores ruídos, barulhos, zunidos, lá dentro. Os seus gritos percorrendo toda a casa, a porta trancada, sim, ele havia trancado a porta, e todos lá fora batendo exageradamente na porta, ele desesperado, e a angústia daquele silêncio de ninguém a socorrê-lo. Zagvel, Tustvel e os outros o atordoavam tanto, que ele nem mais sabia que podia abrir a porta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-7077314971421987335?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/7077314971421987335/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/10/zagvel-tustvel-anrovel.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/7077314971421987335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/7077314971421987335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/10/zagvel-tustvel-anrovel.html' title='Zagvel, Tustvel, Androvel'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-6525887680038954476</id><published>2010-10-08T10:26:00.001+01:00</published><updated>2010-10-08T10:30:50.581+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Casa de Campo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Esp.'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='By Me'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TK7kUtrlw4I/AAAAAAAAAU8/t6mLQsQDZYA/s1600/CIMG2654.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TK7kUtrlw4I/AAAAAAAAAU8/t6mLQsQDZYA/s400/CIMG2654.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5525604837341119362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-6525887680038954476?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/6525887680038954476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/10/blog-post_08.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/6525887680038954476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/6525887680038954476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/10/blog-post_08.html' title=''/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TK7kUtrlw4I/AAAAAAAAAU8/t6mLQsQDZYA/s72-c/CIMG2654.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-542421316419095059</id><published>2010-10-08T10:24:00.001+01:00</published><updated>2010-10-08T10:26:16.797+01:00</updated><title type='text'>(Sem título)</title><content type='html'>O amanhã&lt;br /&gt;Chegou hoje às 10:00 da manhã&lt;br /&gt;Um tanto tarde&lt;br /&gt;Para a ansiedade do ontem.&lt;br /&gt;Olhos inchados&lt;br /&gt;Coração tenso &lt;br /&gt;Peito sufocado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amanhã chegou &lt;br /&gt;Sem fome, sem sede&lt;br /&gt;Garganta trancada&lt;br /&gt;E um receio de pensar.&lt;br /&gt;Levou as horas&lt;br /&gt;Ficaram apenas os minutos&lt;br /&gt;Minutos&lt;br /&gt;Minutos&lt;br /&gt;Minuto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero voltar ao ontem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*Poesia 29 do livro Versus (in)versos, publicado em 1990.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-542421316419095059?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/542421316419095059/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/10/sem-titulo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/542421316419095059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/542421316419095059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/10/sem-titulo.html' title='(Sem título)'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-6115133200684500911</id><published>2010-10-04T22:53:00.000+01:00</published><updated>2010-10-04T22:59:45.842+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='By I.'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TKpOLIZb0lI/AAAAAAAAAU0/2l0KGxP79C8/s1600/CIMG1941.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TKpOLIZb0lI/AAAAAAAAAU0/2l0KGxP79C8/s400/CIMG1941.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5524313846063026770" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-6115133200684500911?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/6115133200684500911/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/10/blog-post_04.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/6115133200684500911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/6115133200684500911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/10/blog-post_04.html' title=''/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TKpOLIZb0lI/AAAAAAAAAU0/2l0KGxP79C8/s72-c/CIMG1941.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-188863521991890837</id><published>2010-10-04T22:45:00.006+01:00</published><updated>2010-10-04T23:08:05.967+01:00</updated><title type='text'>Inventando interlocutores na estação</title><content type='html'>mas ela já havia dito que nada daquilo seria o melhor, e que nada seria, e tudo permaneceria na mesma falta de sentido, e pior, como pior ficou. Ela havia dito desde quando ouviu aquelas palavras de uma convicção desperdiçada. E, mesmo quando tudo era ainda uma vaga suposição, ela insinuou que já sabia que nada daquilo daria certo, “não vai dar certo!”, insinuou como se estivesse fazendo referência a outras coisas, outras pessoas, uma verdade alheia. Ela já havia dito, mas de nada adiantou, pois, às vezes, é como se as palavras não se pareçam com nada, não se assemelham a nada, enquanto a outros chegam a provocar um ardor na garganta, um queimor no corpo, uma sensação de guerra sem motivo para batalha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       - A senhora vai descer em que estação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A pior coisa é dizer algo para quem não escuta mais do que aquilo que não incomode o seu interesse, que não interrompa o seu desejo, que não comprometa a sua satisfação. Entende o que eu estou dizendo? É assim: tudo o que pode interromper um sentimento de prazer dói. Disso sabemos. Mas a dor e a angústia do que algumas dessas coisas na verdade são, sabemos! Nem mesmo sabemos se vale a pena, e foi o que aconteceu com ela.&lt;br /&gt;      &lt;br /&gt;       “Próxima estação: Campo Pequeno”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Hoje está ai, e agora quem está sem querer ouvir sou eu, pois não sei o que dizer. Também não vou ficar remoendo na cabeça dos outros aquela chatice de “bem que eu avisei”, pois de nada mais adianta falar do dito e do não dito depois de tudo, depois de seja lá quem for já estiver com o coração e a cabeça sem mais lugar para lamento, e encolhido feito… feito nem sei o que dizer. Você já se sentiu assim em uma situação sem saber mais o que dizer? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       - Uma mistura de irritação e de compaixão?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;       Uma mistura de irritação e de compaixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       - Com licença, é a minha estação.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;       Eu estava conversando com uma pessoa que acabou de ficar ai no Campo Pequeno, e eu dizia que a pior coisa é dizer algo para quem não escuta mais do que aquilo que não incomode o seu interesse e nem interrompa […].&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;      “Próxima estação: Entrecampos”&lt;br /&gt;                &lt;br /&gt;      (Era a minha estação. Fiquei pensando a respeito daquela conversa alheia, mas tão nítida. Impossível não ouvir uma conversa alheia se as vozes se anunciam num estado de prazer, ainda que carentes algumas vozes, alheias, e eu ali pensando num texto, um filme, aquela senhora vencendo o seu dia ao lado de estranhos que nem eram estranhos: interlocutores espalhados pelas ruas e avenidas, até que a noite, outros.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-188863521991890837?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/188863521991890837/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/10/inventando-interlocutores-na-estacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/188863521991890837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/188863521991890837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/10/inventando-interlocutores-na-estacao.html' title='Inventando interlocutores na estação'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-6648461965834571873</id><published>2010-10-03T21:46:00.000+01:00</published><updated>2010-10-03T21:50:10.960+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='By I.'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TKjsaLa1xNI/AAAAAAAAAUs/tHtdSldKBBI/s1600/CIMG1950.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TKjsaLa1xNI/AAAAAAAAAUs/tHtdSldKBBI/s400/CIMG1950.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5523924877456032978" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-6648461965834571873?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/6648461965834571873/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/10/blog-post.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/6648461965834571873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/6648461965834571873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/10/blog-post.html' title=''/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TKjsaLa1xNI/AAAAAAAAAUs/tHtdSldKBBI/s72-c/CIMG1950.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-6795326103114032032</id><published>2010-10-03T21:38:00.001+01:00</published><updated>2010-10-04T01:12:39.583+01:00</updated><title type='text'>Os dois jardins</title><content type='html'>Jardins cheios de flores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois jardins:&lt;br /&gt;cheios de flores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todas as cores as flores dos jardins cheios de flores&lt;br /&gt;amarelas alaranjadas vermelhas brancas azuis&lt;br /&gt;e outras flores de todas as cores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois jardins cheios de cores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um&lt;br /&gt;cheio de flores de aroma com cheiro de alento quase sem igual o perfume.&lt;br /&gt;O outro &lt;br /&gt;cheio de flores e cheio de cores em todas as flores um cheiro de nada a vida parada um cheiro sem graça.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-6795326103114032032?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/6795326103114032032/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/10/os-dois-jardins.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/6795326103114032032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/6795326103114032032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/10/os-dois-jardins.html' title='Os dois jardins'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-1521237163290295951</id><published>2010-09-25T01:39:00.003+01:00</published><updated>2010-09-25T01:46:13.153+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Casa de Campo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='By I.'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='P.de Alarcón'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Es'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TJ1Fie7e93I/AAAAAAAAAUk/ysQJEWLFUnc/s1600/CIMG2791.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TJ1Fie7e93I/AAAAAAAAAUk/ysQJEWLFUnc/s400/CIMG2791.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5520645176946521970" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-1521237163290295951?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/1521237163290295951/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/09/blog-post.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/1521237163290295951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/1521237163290295951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/09/blog-post.html' title=''/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TJ1Fie7e93I/AAAAAAAAAUk/ysQJEWLFUnc/s72-c/CIMG2791.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-4017507791587630753</id><published>2010-09-25T01:39:00.001+01:00</published><updated>2010-09-25T01:39:45.722+01:00</updated><title type='text'>Rabiscos</title><content type='html'>Velhos papéis sobre a mesa, gavetas, caderno na estante.&lt;br /&gt;Anotações.&lt;br /&gt;Rabiscos pelos cantos de papéis&lt;br /&gt;A vida escrita em guardanapos de restaurantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folhas novas suplicando palavras&lt;br /&gt;Suplicando&lt;br /&gt;Suplcando palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felicidades caindo sobre as páginas&lt;br /&gt;Nódoas do peito se debruçando sobre o papel&lt;br /&gt;A página branca&lt;br /&gt;Outra página pra lá e pra cá&lt;br /&gt;A nostalgia das emoções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um sonho anotado, riscado, anotado, riscado, anotado...&lt;br /&gt;E&lt;br /&gt;Pelas bordas dos papéis &lt;br /&gt;Instantes guardados, rasgados, guardados, &lt;br /&gt;     rasgados, guardados...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-4017507791587630753?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/4017507791587630753/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/09/rabiscos.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/4017507791587630753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/4017507791587630753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/09/rabiscos.html' title='Rabiscos'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-8522445128252184902</id><published>2010-08-25T12:54:00.000+01:00</published><updated>2010-08-25T12:56:17.817+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Es'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='By I. Casa de Campo'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/THUEsz4JQ4I/AAAAAAAAAUU/_gX35nEs1TU/s1600/CIMG2627.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/THUEsz4JQ4I/AAAAAAAAAUU/_gX35nEs1TU/s400/CIMG2627.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5509314887044121474" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-8522445128252184902?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/8522445128252184902/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/08/blog-post_5271.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/8522445128252184902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/8522445128252184902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/08/blog-post_5271.html' title=''/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/THUEsz4JQ4I/AAAAAAAAAUU/_gX35nEs1TU/s72-c/CIMG2627.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-2827330087789836105</id><published>2010-08-25T12:46:00.000+01:00</published><updated>2010-08-25T12:47:55.817+01:00</updated><title type='text'>"Em caso de acidente", de ALA: Uma leitura</title><content type='html'>"Em caso de acidente", publicado no Segundo Livro de Crónicas, percorre a estrada de um possível desejo de partir, ir embora, tudo tão bem articulado, planejado desde a afirmação, destacada entre parênteses, e que pontua que “as chaves estão sempre no prato da entrada”. As chaves ali, atraentes, convidativas até que deixam de ser simplesmente chaves e passam a representar uma viagem, não desejada ao acaso, e construída ao redor de recordações e possibilidades outras que deslocam o narrador do seu presente instante. Um desaparecer sem livre de marcas de quilômetros ou de cidades, o próprio nome esquecido, e esquecidos, também, os nomes da família e do livro, não um livro qualquer sobre as estantes ou abertos sobre a mesa: “do livro que não acabo de escrever e que me angustia.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem, a criança e o escritor, de repente, juntos. Todos, o mesmo. Sozinho, o escritor com o desejo de ir embora, pressionado pelo livro “inacabado” e a angústia do que falta, do que resta, o fim. E é ai que a criança entra, talvez como fuga, e entra o pai, a proteção, o abrigo, e a viagem é outra, o volante é outro: e ele segurava o guiador da bicicleta enquanto o seu pai corria ao seu lado, “me ensinava a pedalar”. E o pai, agora, o possível desejo da sua presença para proteger, também, o escritor, o descanso da escrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, o retorno ao mesmo ao mesmo lugar de onde não houve a partida, de fato. O retorno às páginas que faltam e nelas todas as palavras e a continuidade do romance, ponto essencial na crónica Em caso de acidente e que nos leva a pensar a sua escrita entre a produção de um romance e a angústia que leva o escritor a experienciar uma vontade de ir embora: “Fazer romances. Publicá-lo. Receber telefonemas do agente acerca do contrato, de traduções, de prémios. Receber as críticas da editora, longos cortejos de elogios sem nexo de quem não entendeu e louva sem haver compreendido. Ou então sou eu que não compreendo.” E é assim que a voz repete diversas vezes a sua vontade de ir embora, e, ainda que não seja a vontade, é o estado de ser capaz de ir, refazer, abandonar a presente identidade e seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Em caso de acidente" é mais um lugar de representação da escrita, evidências e realidades que registram o quanto o árduo está paralelo ao prazer na construção das grandes obras. Aqui, lembramos o próprio Lobo Antunes: "Creio que os escritores em geral não trabalham muito os seus livros, não os corrigem. E é uma pena porque, por vezes, trata-se de uma única palavra, mas uma palavra que pode ser fundamental." (BLANCO, María Luisa. Conversas com António Lobo Antunes). É assim que o prazer devora o árduo em ALA, e o que nos chegam são textos lapidados, leituras exigentes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-2827330087789836105?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/2827330087789836105/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/08/em-caso-de-acidente-de-ala-uma-leitura.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/2827330087789836105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/2827330087789836105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/08/em-caso-de-acidente-de-ala-uma-leitura.html' title='&quot;Em caso de acidente&quot;, de ALA: Uma leitura'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-1005610811290319216</id><published>2010-08-15T11:39:00.000+01:00</published><updated>2010-08-15T11:40:23.011+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TGfEDq5q45I/AAAAAAAAAUA/QJ0sPnVc43Q/s1600/CIMG2614.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TGfEDq5q45I/AAAAAAAAAUA/QJ0sPnVc43Q/s400/CIMG2614.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5505584636818547602" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-1005610811290319216?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/1005610811290319216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/08/blog-post_15.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/1005610811290319216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/1005610811290319216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/08/blog-post_15.html' title=''/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TGfEDq5q45I/AAAAAAAAAUA/QJ0sPnVc43Q/s72-c/CIMG2614.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-1857061758439237214</id><published>2010-08-15T11:35:00.003+01:00</published><updated>2010-08-15T13:39:50.015+01:00</updated><title type='text'>Quase Jardins</title><content type='html'>Depois de um tempo em busca de um título para o romance, acredito que encontrei um que muito me agrada, por definir bem o enredo: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Quase Jardins&lt;/span&gt;. Diversos outros títulos surgiram a partir de palavras que considero essência do texto, como rio, quintal, jardim, gavetas, água, muita água em suas metáforas. &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Quase Jardins&lt;/span&gt;. Um quintal no fundo da casa e um jardim imenso e longe da mesma casa… Ambos, cheios de imagens que são tão reais, e outras imaginárias, as quais, não deixam de, também, serem reais. Afinal, o que é e o que não é “real” num mundo construído pelo pensamento, pelo desejo, pela existência das coisas que “não são”? As verdades de cada coisa, a força da imaginação, a visibilidade das coisas, tudo construído pela palavra e pelo olhar. O olhar de cada um, e o alcance das imagens de cada um. É lá que está o horizonte. &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Quase Jardins&lt;/span&gt; é um mundo assim. Real, denso, bastante denso, mas há ali algo de esperança: gavetas e mais gavetas de onde cada personagem guarda ou retira os seus rios, as suas águas, os seus quintais, os seus jardins, os seus pedaços, e as suas vivências silenciosamente compartilhadas. Por mais escassos que sejam os diálogos, há ali a voz de algumas palavras, mesmo que calada. É quando surgem os murmúrios, a voz que deixa de ser quase calada, o grito, o olhar, e novamente um silêncio nem sempre denso, nem sempre distante, nem sempre ausente, mas ali, afetos compartilhados, sutilmente depois o círculo, ininterrupto.&lt;br /&gt;Já revi os dois primeiros capítulos, e agora já avanço no terceiro. Ao ler o primeiro, que estava com 23 páginas, senti vontade de abandoná-lo. Começaria tudo a partir do segundo capítulo. A sensação de que eu já estava cansado demais para rever, reler, enxugar, refazer… Mas não, eu sabia que ali estava o começo, a matéria, eu tinha a matéria, faltava a paciente restauração das ideias iniciais que chagam às vezes com muita volúpia. Pronto. Agora são 20 páginas, e sei que além dos cortes feitos nos demais capítulos, outros ainda acontecerão, outras palavras serão substituidas e frases que serão reestruturadas. Mas é exatamente assim, uma busca que parece incessante. Aqui, penso nas palavras de Lobo Antunes: "Creio que os escritores em geral não trabalham muito os seus livros, não os corrigem. E é uma pena porque, por vezes, trata-se de uma única palavra, mas uma palavra que pode ser fundamental."(BLANCO, María Luisa. Conversas com António Lobo Antunes). &lt;br /&gt;E assim, ainda sobre o capítulo primeiro, senti que agora ele está, digamos, pronto, ou melhor, quase na medida exata do meu propósito. Afinal, sempre parece faltar algo, por mais completo, por melhor, por mais perfeito, sempre parece faltar algo.&lt;br /&gt;No mais, houve também o deliciar das palavras, as construções de imagens, o contentamento e a emoção na criação do romance. Muito! Paisagens que reli três, quatro vezes, apenas para sentir o seu sabor, a sua sonoridade, a sua imagem, o prazer de mais uma produção textual. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Quase Jardins&lt;/span&gt;!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-1857061758439237214?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/1857061758439237214/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/08/quase-jardins.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/1857061758439237214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/1857061758439237214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/08/quase-jardins.html' title='Quase Jardins'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-5566498495398382798</id><published>2010-08-05T09:43:00.000+01:00</published><updated>2010-08-05T09:45:19.210+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TFp6BUQ6ATI/AAAAAAAAAT4/i52rvKZiwXk/s1600/Portodez2009.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TFp6BUQ6ATI/AAAAAAAAAT4/i52rvKZiwXk/s400/Portodez2009.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5501844057824559410" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-5566498495398382798?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/5566498495398382798/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/08/blog-post.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/5566498495398382798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/5566498495398382798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/08/blog-post.html' title=''/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TFp6BUQ6ATI/AAAAAAAAAT4/i52rvKZiwXk/s72-c/Portodez2009.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-8256648358134195737</id><published>2010-08-05T09:41:00.001+01:00</published><updated>2010-08-05T09:43:44.644+01:00</updated><title type='text'>Enfim, a conclusão do romance. Ainda sem título</title><content type='html'>Dia 4 de Agosto de 2010. Acredito que já posso dizer que conclui a escrita do romance. A história. O enredo. O texto. Duzentas páginas e mais algumas. Entretanto, há ainda um caminho a percorrer, o qual não considero tão fácil. É o lapidar de tudo, uma primeira leitura do texto completo, o reconhecimento de tudo que ficou impresso, marcado, as inquietações e os prazeres revisitados. Eu até já iniciei, hoje, mesmo quando já havia reconhecido que a mente estava cansada, o peito ofegante e ao mesmo tempo em contentamentos. Abri o arquivo com o primeiro capítulo, sete meses atrás, e nele já fiz alguns cortes, mudei de lugar algumas palavras, mas não mexi em sua ideia.&lt;br /&gt;Ficou um cansaço de meses acumulados, e, lembrando C. Drummond, “de tudo fica um pouco”. A escrita em Lisboa, em casa, na sala, Biblioteca Nacional, Esmoriz. E depois, o final. Foram horas em busca de encontros com as melhores sequências, os melhores diálogos, e que não são tanto, noites de sono comprometido, os pensamentos e vozes dos personagens me levando, de vez em um quando, a novamente acender a luz, abrir o computador e transcrever as suas palavras e pensamentos antes que no amanhã tudo podia ser esquecido. É o que acontece tanto, e, nesses momentos, pode ser fundamental ouvir as vozes que insistem em serem transcritas naquele momento. Não apenas a voz dos personagens, mas a do narrador que não pára de pensar, e dita, e repete, e permanece, mesmo inconsciente, a elaborar, perceber, captar a hora certa, o lugar certo, as coisas certas, ainda que nada ainda tão definitivo.&lt;br /&gt;Foram apenas três dias para a conclusão do último capítulo, e eu sem conseguir interrompe-lo durante qualquer tempo que parecia demais, sem me levantar da minha cadeira em meu quarto, os pés sobre a cama, o computador sobre uma proteção apoiada nos braços da cadeira, todo o cenário na produção do capítulo final. Tudo assim: os silêncio dos personagens, não desejado por completo, mas um silêncio muito mais por escolha, as vozes, palavras e frases pronunciadas, enfim, num rompimento de silêncios, às vezes o silêncio aconchegante, a casa, ruas e avenidas, e lá o renascer e o vivenciar de horas compartilhadas, e o que não muda, e o que passa, as recordações e o hoje dentro de um jardim inteiro. Que jardim era aquele? Que jardim? É uma entre as interrogações que ficaram. Ou nem é uma interrogação, simplesmente é o lugar de todas as coisas, enfim. Alguma espécie de jardim, e são muitos, cada um com os seus significados e representações. Afinal, era ela, uma das personagens, aquele era um lugar que ela sentia tentada a chamá-lo de “paraíso”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-8256648358134195737?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/8256648358134195737/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/08/enfim-conclusao-do-romance-ainda-sem.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/8256648358134195737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/8256648358134195737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/08/enfim-conclusao-do-romance-ainda-sem.html' title='Enfim, a conclusão do romance. Ainda sem título'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-4045527678678190079</id><published>2010-07-31T08:22:00.000+01:00</published><updated>2010-07-31T08:30:40.787+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='o fotógrafo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eu mesmo'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TFPRAT3kKxI/AAAAAAAAATw/9rzdZV-TECk/s1600/CIMG1905.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TFPRAT3kKxI/AAAAAAAAATw/9rzdZV-TECk/s400/CIMG1905.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5499969373213043474" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-4045527678678190079?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/4045527678678190079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/07/blog-post_31.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/4045527678678190079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/4045527678678190079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/07/blog-post_31.html' title=''/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TFPRAT3kKxI/AAAAAAAAATw/9rzdZV-TECk/s72-c/CIMG1905.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-881334761649281417</id><published>2010-07-31T08:20:00.003+01:00</published><updated>2010-07-31T08:32:42.860+01:00</updated><title type='text'>Sobre o Capítulo 9 do romance de título provisório ("Antes que...") - X</title><content type='html'>Na quarta-feira, dia 28, conclui o Capítulo 9 do romance. Alguns momentos de interrupções, por conta de um melhor encontro com o desfecho da história, e as últimas oito páginas escritas no mesmo dia, num ritmo bem mais acelerado, considerando eu que era aquele o caminho, eram aquelas as palavras, eram aqueles os sentimentos, devaneios e certezas. Uma linha bem ténue entre o que é devaneio e o que é a certeza das coisas. Onde começa uma situação e onde termina a outra, e elas se cruzam, e se fazem, e são. É a existência das metáforas, que podem ser apenas metáforas ou de repente um salto para outra existência que percorre o real, o Ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrever é essa inquietação entre outras, assim como o prazer entre outros. Sentir que o texto toma a sua forma no decorrer da sua construção é uma sensação também estranha. O reconhecimento do estranho que pouco a pouco deixa de sê-lo, e os personagens passam a ocupar o seu lugar entre espelhos que refletem não apenas as suposições, o imaginário, a ficção, mas agora o lugar mais preciso, o acontecimento que realmente foi transcrito tal qual o é. Tudo parece se confundir, até que vem algum momento do esquecimento das velhas e prazerosas lendas, os velhos e nunca velhos contos das histórias infantis do “Era uma vez…” Não “era uma vez”, apenas, é, antes de tudo a transcrição da mais convicta história de cada personagem que estão presentes no cotidiano. Todas as narrativas podem estar por ai…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrar os “ganchos” para os parágrafos ou capítulos seguintes pode ser uma tarefa muito árdua, eis a angústia e o contentamento numa espécie de jogo que não permite que as pedras não sejam encaixadas de maneira adequada, lógica. E depois a possível pergunta: e o que é a lógica na narrativa? Há respostas. Não apenas o escritor, mas o leitor também constrói as suas próprias lógicas e o texto que, de certa maneira, tem as suas aberturas para aquilo que por ele é captado, destacado. É o contexto em cada olhar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, guardei tudo. Dois dias sem escrever, mas pensando quase incessantemente no que poderia ser o melhor percurso para o capítulo seguinte. O último. Penso ser o último, e ao mesmo tempo as imagens vão sendo multiplicadas e vem a sensação de que é muito pouco apenas mais um capítulo para fechar o livro, o enredo, a história. Portanto, não posso afirmar com tanta segurança, para mim mesmo, se será mesmo apenas mais um ou se mais dois, mais três… Melhor deixar as coisas seguirem, deixar a escrita definir, dizer com as suas palavras num diálogo íntimo, aberto, barreiras rompidas. Entretanto, foram dois dias em ideias, e eu acredito que mais um apenas, mais um. Muitas vezes o delongar do texto pode chegar ao excesso, ao desnecessário, a uma espécie de que, na verdade, é uma outra história que começa, e não mais aquela, a proposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, na rua, ouvindo e repetindo as mesmas músicas, numa necessidades daquelas canções, fui tomado, positivamente, pela passagem que irá determinar um ponto-chave do capítulo 10. Veio junto com um alívio, e o desejo de estar com um papel, uma caneta, e ali mesmo escrever, escrever… pois as palavras e ideias que consideramos importantes ao texto podem nos abandonar, partirem, nunca mais o seu retorno, ou apenas os seus fragmentos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-881334761649281417?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/881334761649281417/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/07/sobre-o-capitulo-8-do-romance-de-titulo_31.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/881334761649281417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/881334761649281417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/07/sobre-o-capitulo-8-do-romance-de-titulo_31.html' title='Sobre o Capítulo 9 do romance de título provisório (&quot;Antes que...&quot;) - X'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-7528982984717919472</id><published>2010-07-18T11:40:00.000+01:00</published><updated>2010-07-18T11:46:11.670+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TELbYqr9E6I/AAAAAAAAATo/t8rlTgCNiL0/s1600/CIMG0784.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TELbYqr9E6I/AAAAAAAAATo/t8rlTgCNiL0/s320/CIMG0784.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5495195712167416738" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-7528982984717919472?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/7528982984717919472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/07/blog-post_18.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/7528982984717919472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/7528982984717919472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/07/blog-post_18.html' title=''/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TELbYqr9E6I/AAAAAAAAATo/t8rlTgCNiL0/s72-c/CIMG0784.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-238112531872100744</id><published>2010-07-18T11:38:00.000+01:00</published><updated>2010-07-18T11:40:16.716+01:00</updated><title type='text'>Um percurso em "Sábado à noite é a noite mais triste da semana", de ALA</title><content type='html'>Não é ele, é ela quem narra “Sábado à noite é a noite mais triste da semana”, do Segundo Livro de Crónicas. A voz feminina (re)construindo todo um dia de sábado. Dentro dele, um universo que deixou de ser, e o que permanece, quando resgatado pelas lembranças e elaborado por expectativas daquilo que pode vir a ser possível. É, ainda, a narrativa de uma realidade presente apenas no desejo, que seja, que fosse, que houvesse sido um dia. É assim que, em determinado momento, a falta e o estado de estar sozinha têm as suas marcas fortes não num vazio de uma ausência, mas em seu prazer, em sua liberdade, o poder em todos os espaços dentro de casa, sobre a cama, o lençol não compartilhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É exatamente por ser sábado que a crónica acontece. A narradora que, contrariando o título da crônica, já inicia o seu discurso com um “ Graças a Deus tenho imensos amigos que desde a separação se preocupam comigo…”, e tudo se sucede em telefonemas, convites para ir ao cinema, um jantar, concertos, e a sala cheia de sorrisos numa vida em movimentos. É depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois dos cinzeiros esvaziados, os copos levados para a cozinha, os tapetes endireitados... É depois. A luz apagada, ela “na poltrona a olhar os prédios fronteiros, de joelhos contra a boca enquanto a manhã…” Nódoas na alcatifa contrastando com “qualquer coisa” no espelho e que a narradora chama de sorriso. Qualquer coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela, que nunca precisou de “pastilhas contra a tristeza”, tem a música e “fotografias outras para substituir a ausência, agora presente no álbum. É a ausência, novamente até que amanhã seja domingo. É o silêncio, é o prazer descoberto nas duas mesas de cabeceiras agora apenas para ela, e é, “felizmente, a companhia da porta e dois amigos” seus “e risos”, enquanto ela fuma uma “melancolia que passa depressa". E depois. Lembrar-se que amanhã é domingo, “chegar à varanda e o silêncio da rua”, os copos levados para a cozinha, e ela: “meto os joelhos à boca e fico aqui à espera que o amigo, que o telefone, que a porta […] e me sumir na esquina.” Entretanto, não parece ser esta a conclusão, não definitiva, se a narrativa é escrita numa melodia em seu processo ritmado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim que “Sábado à noite é a noite mais triste da semana” pode levar o leitor a se envolver numa espécie de construção circular. O último parágrafo se agarra ao primeiro, e a crónica prossegue, até quando a narradora permanecer sentada naquela poltrona, os joelhos contra a boca, o olhar sobre os prédios fronteiros, enquanto a manhã…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-238112531872100744?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/238112531872100744/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/07/um-percurso-em-sabado-noite-e-noite.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/238112531872100744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/238112531872100744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/07/um-percurso-em-sabado-noite-e-noite.html' title='Um percurso em &quot;Sábado à noite é a noite mais triste da semana&quot;, de ALA'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-7015533939663850933</id><published>2010-07-07T05:27:00.000+01:00</published><updated>2010-07-07T05:29:11.001+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TDQCiZuR8tI/AAAAAAAAATg/AWk52gyATPc/s1600/CIMG0648.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TDQCiZuR8tI/AAAAAAAAATg/AWk52gyATPc/s320/CIMG0648.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5491016635715285714" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-7015533939663850933?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/7015533939663850933/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/07/blog-post.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/7015533939663850933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/7015533939663850933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/07/blog-post.html' title=''/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TDQCiZuR8tI/AAAAAAAAATg/AWk52gyATPc/s72-c/CIMG0648.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-5237397315901690644</id><published>2010-07-07T05:25:00.000+01:00</published><updated>2010-07-07T05:27:06.335+01:00</updated><title type='text'>Sobre o Capítulo 8 do romance de título provisório  ("Antes que...") - IX</title><content type='html'>Acabei de escrever o Capítulo 8, talvez o mais rápido de todos, mantendo a mesma média de páginas. Estava em Esmoriz, onde escrevi a sua metade entre uma pausa e outra, atento ao desfecho, diálogo excluído e outro substituindo, a sensação de reta final e a de um cuidado maior, uma atenção maior, o receio de que lacunas tenham ficado pelo meio do caminho, enfim, são, na verdade, as mesmas sensações sentidas desde o começo. &lt;br /&gt;Senti muito prazer na escrita deste capítulo, cada capítulo com um prazer que pode ser diferente do outro, cada um com as angustias que podem ser diferentes do outro, cada um com a sua leveza, e cada um com as suas tensões. Tudo se repete em cada capítulo, embora as sensações possam ser diferentes, e parecem muito mais diferentes do que são. &lt;br /&gt;É tudo muito intuitivo. O enredo vai surgindo, percorrendo em cada página como se deslizando por todas elas sem muito tempo para pensar. Palavra por palavra pulando para o papel, o papel que é também tela, a tela que é também papel, de uma forma ou de outra, é assim. As palavras jorrando, as frases jorrando, as imagens jorrando, a escrita, a criação.  São sensações assim, repetidas, e repetidas neste novo capítulo, tudo como se houvesse uma nova sensação, diferente das demais. E há. E não há. Tudo é uma repetição de sentimentos, e tudo se faz novo se a repetição nunca é idêntica.&lt;br /&gt;Um calor imenso em Lisboa, portas e janelas abertas, não todas, o suficiente, e um ritmo na escrita que muito me agradou, principalmente na segunda-feira, e ontem, terça-feira. Pensei conclui-lo lá pela sexta-feira, mas já aconteceu. Farei agora uma primeira revisão, uma revisitação, algumas mudanças possíveis, exclusões se necessário, e, da mesma maneira, acréscimos. Tudo, o mesmo processo.&lt;br /&gt;Ao concluir cada capítulo, ou cada conto, ou cada texto, fica esta curiosidade e receio de conhecer o texto numa primeira leitura. A expectativa, a tensão de não ter feito uma produção realmente prazerosa em sua leitura, em seus efeitos diversos, as exigências que nós mesmo criamos, e que precisamos ter. Enfim, hora da revisão, amanhã, ou depois de amanhã. As horas dirão, quando o instante de ser determinar, o cuidado com os adiamentos, o mesmo com as precipitações. &lt;br /&gt;E no mais, o capítulo 9 deverá ser o penúltimo do romance. Ou o último. Mais uma expectativa, e comigo a curiosidade de saber, exatamente, o final. Não sei ainda, não sei, não por completo, se nada foi esquematizado de maneira irreversível. Preferi assim, deixar o texto fluir, os personagens surgirem em seus instantes. Preferi assim, sem nada previamente definido, definitivo, embora sempre obedecendo uma ideia central, um ponto de apoio que não deveria nem ir muito pra cá e nem muito pra lá, mas percorrer a narrativa dentro de uma determinada margem, ampla, flexível, bem flexível, mas uma margem. E uma margem é uma margem.&lt;br /&gt;Lisboa, 2:10 da manhã.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-5237397315901690644?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/5237397315901690644/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/07/sobre-o-capitulo-8-do-romance-de-titulo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/5237397315901690644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/5237397315901690644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/07/sobre-o-capitulo-8-do-romance-de-titulo.html' title='Sobre o Capítulo 8 do romance de título provisório  (&quot;Antes que...&quot;) - IX'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-2253469688191820552</id><published>2010-06-26T21:01:00.000+01:00</published><updated>2010-06-26T21:04:08.010+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu fotografando'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TCZdEqXVHwI/AAAAAAAAATY/rjr5JE8IBQY/s1600/CIMG0852.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TCZdEqXVHwI/AAAAAAAAATY/rjr5JE8IBQY/s400/CIMG0852.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5487175530670530306" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-2253469688191820552?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/2253469688191820552/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/06/blog-post_4273.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/2253469688191820552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/2253469688191820552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/06/blog-post_4273.html' title=''/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TCZdEqXVHwI/AAAAAAAAATY/rjr5JE8IBQY/s72-c/CIMG0852.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-3842082824740506520</id><published>2010-06-26T20:50:00.003+01:00</published><updated>2010-06-26T20:55:14.124+01:00</updated><title type='text'>Sobre o Capítulo Sete do romance de título ainda provisório - ("Antes que...") VIII</title><content type='html'>Ontem, sexta-feira - agora madrugada de sábado - conclui a escrita do Capítulo 7 do romance, depois de uma tensa possibilidade de ter perdido tudo o que dele já havia construído. Ao contrário do capítulo anterior, este foi num tempo mais breve, numa inquietação menos acelerada e menos angustiante. A angústia maior veio, mas de uma outra maneira, quando o capítulo chegava ao fim, início da página dezenove e, de repente, um impasse. Ou isto ou aquilo, ou por aqui ou por ali, reflexões a respeito dos acontecimentos, das palavras e dos diálogos em determinados instantes. &lt;br /&gt;Foi ai que decidi parar um pouco e fazer a minha caminhada. Durante o percurso, de aproximadamente uma hora, os pensamentos se sossegavam o quanto possível e eu mais seguro de que deveria deixar as coisas fluírem em seus limites possíveis e pulassem para a tela. Entretanto, ao retornar, o que encontrei foi um nada diante dela, um vazio, a tela escura, a bateria arriada, e nada das cenas do presente capítulo em meio a tanto espaço disponível em 6 gigas. Uma inquieta tentativa de ligar o computador, e na tela apenas um tal de aviso de recuperação de documentos, tentativas em vão, uma sensação de nada, e a certeza de que não recuperaria as mesmas imagens se tivesse que reconstruí-las. Já era madrugada, e fui dormir com a certeza de que sim e talvez igualmente a de que não. &lt;br /&gt;Às 5:30 da manhã acordei e foi o primeiro pensamento: perdi todo o capítulo! Reescrever? Nunca mais o mesmo, ainda que seja melhor a nova escrita, nunca mais a mesma coisa, nunca mais as mesmas palavras, e nem os significados de antes, nem os sentidos, nem o ritmo, nem, nem, nem.&lt;br /&gt;A saída chegou por um tal modo de segurança, eu bem leigo em computador, e, pelo menos eu, acredito que a minha habilidade bem maior é escrever. Depois, já não era mais 5:30 da manhã, mas quase meio-dia. Foi quando o alívio de que ali escondido em algum lugar, apenas via Modo de Segurança, estava todo o texto, todas as páginas, esta coisa incrível da memória. Então repeti mais uma vez para mim mesmo: é preciso ter o backup. &lt;br /&gt;Logo após, retornei aos pensamentos ocorridos durante a minha caminhada, alguns pensamentos que já nem eram aqueles por completo, eram aqueles e outras coisas diferentes, então, escrevi mais duas páginas e ponto final. Agora, uma primeira revisão do capítulo, uma aproximação para um maior reconhecimento depois de talvez pronto, e talvez ainda não. Hora para um outro contato com a criação, se primeiro a escrita, depois a leitura, envolvimentos semelhantes e tão diferentes.  &lt;br /&gt;Depois o comboio, direção Esmoriz, uma leitura durante o percurso e mais uma vez P. Lejeune: “ Não consigo mais escrever sem corrigir. […]. Tanto trabalho para chegar a quê? A um texto límpido, certamente, mais simplório. As correções não acrescentam nada, apenas enxugam, decantam, um primeiro jorro profuso.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-3842082824740506520?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/3842082824740506520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/06/sobre-o-capitulo-sete-do-romance-de.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/3842082824740506520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/3842082824740506520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/06/sobre-o-capitulo-sete-do-romance-de.html' title='Sobre o Capítulo Sete do romance de título ainda provisório - (&quot;Antes que...&quot;) VIII'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-8494438713662054519</id><published>2010-06-22T23:01:00.000+01:00</published><updated>2010-06-22T23:02:42.598+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TCEy93k8-GI/AAAAAAAAATI/8bxmlQoa0so/s1600/CIMG2562.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TCEy93k8-GI/AAAAAAAAATI/8bxmlQoa0so/s200/CIMG2562.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5485721859586324578" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-8494438713662054519?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/8494438713662054519/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/06/blog-post_22.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/8494438713662054519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/8494438713662054519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/06/blog-post_22.html' title=''/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TCEy93k8-GI/AAAAAAAAATI/8bxmlQoa0so/s72-c/CIMG2562.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-70898333468238342</id><published>2010-06-22T23:00:00.004+01:00</published><updated>2010-06-23T01:33:38.279+01:00</updated><title type='text'>"Há surpresas assim", de A. L. Antunes: uma reflexão sobre a escrita.</title><content type='html'>A escrita é também um lugar de possíveis surpresas. Elas podem surgir de espaços interiores ou exteriores, quando alguma imagem súbita se manifesta e interrompe uma sequência previamente elaborada. São imagens, em suas diversas origens, e todas elas com as suas possibilidades de entrarem, naquele instante, no texto em produção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Há surpresa assim&lt;/span&gt; é uma crónica de A. L. Antunes e que, entre as suas leituras, proporciona uma reflexão a respeito desta arte solitária. A escrita. O ato de produzir é um ato impregnado de angústia. Igualmente, e muito mais, ou menos para alguns, é um ato impregnado de prazer. Ao ler Há surpresa assim, penso numa incógnita cheia de possíveis grandes surpresas e releio uma definição de ALA, que parece interromper uma sequência, e ao mesmo tempo não há qualquer interrupção, ao abrir mais um dos seus criteriosos parênteses: “escrever é uma actividade que raramente associo ao prazer”. Aqui, o que o escritor denomina de “raramente” é um significado íntimo, experiência pessoal de um escritor de produção extensa e que conquista ininterruptamente leitoras e investigadores que se interessam, com prazer, pela sua obra. É o resultado da sua entrega e das suas exigências que sabemos imensas, é o que chega até nós, leitores, em páginas de enredos transcritos em palavra selecionadas sem o acaso - se o acaso não estiver envolvido com algum grau de perfeição. Frase por frase lapidada com uma exigência, digamos, matemática, no sentido de melhor perfeição das suas metáforas e todos os efeitos de puro envolvimento literário: gavetas e mais gavetas, e tantas são as memórias que se adequam aos seus textos e os seus textos a ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Às vezes há surpresa assim. Anda um homem às voltas com um livro, carregado de angústia e de dúvidas”. É o cenário que inicia a crónica, seguido pelos parênteses acima e à rara sensação de associar o ato de escrever ao sentimento de prazer. As mesmas angústias se repetem num novo texto: as suas crónicas, os seus romances, a repetição dos sentimentos, as sensações que podem ser incompreendidas se o livro, quando pronto nas mãos do leitor, são deliciados apenas em resultado final, impresso em belas capas e em páginas de manuseio agradável. E todo o processo de produção é o lugar desconhecido, talvez por mais que se tente transmitir tal sensação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E outra vez livre dos parênteses, em &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Há surpresas assim&lt;/span&gt; observamos uma outra manifestação do sentimento de angústia expressa por ALA quanto ao texto, cada um deles, e a certeza de que elas o “acompanharão quando daqui a alguns meses o entregar ao agente e o agente aos editores, a suspeita de não ter sido capaz, de ter falhado, de dispersar em cinzas o material incandescente que tinha na mão”. Tudo depois das horas incessantes, 15 horas por dia, todos os dias, aflito, raivoso, com ganas de desistir, de jogar no lixo, tudo, tudo depois de dormir e acordar com as páginas escritas, a empenhar tempo e saúde, como expressos pelo autor em sua crônica aqui referenciada: o receio de tudo resultar em nada. Nada? Se um mestre assim se revela, fica uma reflexão, a qual pode ser muito inquieta para o aprendiz, aqui definindo aqueles que começam, que se empolgam, que ainda não perceberam que uma obra de arte está bem além de produzir um enredo e dele fazer páginas e páginas escritas, e muito menos sem a angústia da criação, e o prazer, ainda que raramente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de tudo, inclusive da exaustão, a surpresa, que me faz pensar outra vez naquilo que pode chegar do inesperado e entrar no texto: “de surpresa, o milagre de uma carta, uma pausa de amizade, de afecto e de paz no destino de sarça ardente que sou. Vem do Porto, com o retrato…”. Um retrato surge, e invade o texto, pois se faz um elemento agora essencial. E depois da ternura, da densidade e do sublime descritos, novamente os parênteses sustentando uma reflexão crítica: “porque não escrevo assim, com esta simplicidade enxuta, esta despretensiosa ternura, esta força?” Se pudermos responder, se eu puder responder, se tantas coisas: é de uma ternura e de uma força tremenda a obra de ALA, e a inquietação é mesmo uma essência que renova e intensifica a grandeza dos seus resultados. Há surpresa assim, e que nem surpresas são, mas um prazer que nos é garantido em cada um dos seus textos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In: ANTUNES, António Lobo. Segundo livro de crónicas. Lisboa: Dom Quixote, 2002.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-70898333468238342?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/70898333468238342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/06/ha-surpresas-assim-de-l-antunes-uma.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/70898333468238342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/70898333468238342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/06/ha-surpresas-assim-de-l-antunes-uma.html' title='&quot;Há surpresas assim&quot;, de A. L. Antunes: uma reflexão sobre a escrita.'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-6740520466551426160</id><published>2010-06-15T01:42:00.001+01:00</published><updated>2010-06-15T01:53:17.978+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Esmoriz. Eu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fotografando.'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TBbOqsGX6rI/AAAAAAAAASw/6KoJsAQY7m4/s1600/CIMG0937.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TBbOqsGX6rI/AAAAAAAAASw/6KoJsAQY7m4/s400/CIMG0937.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5482796829157878450" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-6740520466551426160?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/6740520466551426160/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/06/blog-post.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/6740520466551426160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/6740520466551426160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/06/blog-post.html' title=''/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TBbOqsGX6rI/AAAAAAAAASw/6KoJsAQY7m4/s72-c/CIMG0937.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-4154246796587980155</id><published>2010-06-15T01:39:00.003+01:00</published><updated>2010-06-15T13:17:30.866+01:00</updated><title type='text'>"Antes que os morangos apodreçam" - VII</title><content type='html'>Finalizei o sexto capítulo do romance. Um tempo maior que os demais, a necessidade de interromper durante um dias, dois, e outros dias de apenas um parágrafo, dois, e não mais. A criação de um lado, e de outro a necessidade de interromper a escrita, por um momento, e que não seja prolongado o momento de interrupção. Assim foi a minha experiência enquanto elaborava o capítulo que agora é o último, por enquanto.&lt;br /&gt;Foi na sexta-feira passada. Mais um estado de alívio, de sossego, de vazio e preenchimento de espaços, inquietações e prazer. Depois, no dia seguinte, comecei uma primeira revisão como faço com cada capítulo. Mais alguns cortes, o que parecia muito bom já não parece tanto. Corte e refacções. O que não parecia tão bom pode ser descoberto como um grande momento, diálogo fundamental. A escrita é uma surpresa, uma incógnita, um impulso, uma interrupção outras vezes.&lt;br /&gt;Hoje conclui a primeira revisão. Fechei o capítulo, parcialmente, se uma nova leitura pode exigir novas mudanças. Tomara que não!&lt;br /&gt;Penso que mais dois capítulos podem concluir o romance. Penso, mas não há algo determinado, se os personagens podem adiar o enredo, se as coisas, se os fatos, se os acontecimentos inesperados podem surgir.&lt;br /&gt;Mais um tempo. Pensei em ficar alguns poucos dias apenas atualizando algumas leituras e um artigo a escrever. Entretanto, estava eu um pouco diante da tv, deslizando o controle de um lado para o outro, mas sem conseguir me desligar do romance. De repente, retornei ao computador, no alto da página escrevi Capítulo 7, e o enredo continuou a deslizar sobre a tela. Instantes que podem ser únicos para a escrita, portanto, imperdíveis, ainda que o sono, ainda que o cansaço, ainda que a indisposição, ainda que qualquer outro fator possa se revelar como uma espécie de impedimento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-4154246796587980155?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/4154246796587980155/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/06/antes-que-os-morangos-apodrecam-vii.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/4154246796587980155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/4154246796587980155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/06/antes-que-os-morangos-apodrecam-vii.html' title='&quot;Antes que os morangos apodreçam&quot; - VII'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-5455775359623903606</id><published>2010-05-30T22:58:00.000+01:00</published><updated>2010-05-30T22:59:40.455+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='By I.'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TALfqlv6P1I/AAAAAAAAASo/Hi4X3CG6JNY/s1600/CIMG2235.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TALfqlv6P1I/AAAAAAAAASo/Hi4X3CG6JNY/s400/CIMG2235.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5477186019616505682" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-5455775359623903606?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/5455775359623903606/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/05/blog-post_30.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/5455775359623903606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/5455775359623903606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/05/blog-post_30.html' title=''/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/TALfqlv6P1I/AAAAAAAAASo/Hi4X3CG6JNY/s72-c/CIMG2235.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-2627627661391670207</id><published>2010-05-30T22:53:00.002+01:00</published><updated>2010-05-30T22:57:53.565+01:00</updated><title type='text'>A rua em "Souvenir from Lisbon", de António Lobo Antunes</title><content type='html'>São muitas as ruas em António Lobo Antunes. Um interessante trabalho de pesquisa e de exercício enquanto somos levados a percorrer calçadas e a contemplar paisagens: as ruas, apenas as ruas, e um universo possível para reflexões, conhecimento, significados e referências de lugar, lugares, memórias. Em todas as ruas de/em António Lobo Antunes há um percorrer de sentidos que não é ao acaso, se nada é por acaso em suas narrativas. O narrador retorna às suas ruas e às de personagens outros, e, ao narrar as suas paisagens e passagens, desperta no outro o conhecer, o saber, o lugar, as ruas que não são imaginárias. E são. Todas as ruas imaginárias, se não é apenas a matéria. Ali, lugar de reflexões, a memória e os sentidos em suas cores, em suas decorações, suas calçadas em movimentos de um lado para outro, idas e vindas, idas, partidas, chegadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Segundo livro de crónicas&lt;/span&gt;. Entre as tantas fotografias presentes em suas páginas, no sentido concreto e muito mais no sentido metafórico, releio &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Souvenir from Lisbon&lt;/span&gt; com a atenção inerentemente exigida pelo seu criador. A rua é a dos Baldaques, certamente escolhida de maneira criteriosa para compor a crónica que tem início com um questionamento, uma inquietação e uma resposta aberta a outros questionamentos e a outras respostas de invenções possíveis: &lt;br /&gt;“O que terei perdido na Rua dos Baldaques? Mal a conheço&lt;br /&gt;(passo de vez em quando, de automóvel, por ali)&lt;br /&gt;E no entanto, sei lá porquê, em nenhum outro lugar me vem esta certeza de ausência, esta dúvida […]”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O distanciamento das ruas e nas ruas, e uma presença mais forte de ausência, lugar mais forte de dúvida, de desejo, uma inquietação da qual o narrador, em primeira pessoa, não entende o que seja, “talvez não coisas”, “talvez outra coisa para além das coisas”. A crónica prossegue num enriquecimento da Rua dos Baldaques: personagens que surgem como se fossem apenas figurantes, simples, comuns, mas percebemos que todos eles estão bem além do que poderíamos chamar de quadros distribuídos ao acaso pelas ruas, o cotidiano “invisível”. Mas não. Não é simplesmente a figura de “uma senhora que pendura roupa numa corda, de mãos acima da cabeça como se amparasse uma bilha invisível”, “não é isso”, e não é apenas a figura de um velhote que “conversa no passeio com o cachorro cego”. É tudo muito além naquele apenas suposto distanciamento da rua. Eles, de longe observados, integram a crónica de maneira sublime, aproximam reflexões até que o narrador desvia o olhar, “volta à direita”, e a Rua dos Baldaques desaparece num ímpeto das recordações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surge, numa mudança quase imperceptível do tempo, um novo plano na rua que havia acabado de desaparecer, enquanto tudo permanecia ali, entre a presença e a ausência. O narrador é enfático: a Rua dos Baldaque desapareceu. É quando as imagens substituem outras. Quando as imagens remetem a outras imagens e a anterior, na verdade, não desaparece, se foi a origem das recordações, as lembranças representadas pelo cheiro, pela cor, pelas coisas, pelos semblantes, tudo representando o que “era” naquela rua. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rua desapareceu e tantas coisas se parecem com o “talvez”: “e talvez fosse a senhora do segundo andar da esquina, talvez fosse o velhote, voltar atrás” É quando o tempo retorna, e a Rua dos Baldaques parece ressurgir pelo pousar de uma borboleta que “esteve três dias no espelho do toucador da minha mãe”, diz o narrador, quando o tempo voa e pousa num passado tantas vezes longínquo. A mãe. De repente, a Rua dos Baldaques ganha contornos imensos, e se faz ainda maior: lugar de reminiscências que pulam para os frascos de perfume da mãe do narrador. Imagens trabalhadas com a sensibilidade de A. L. Antunes, em sua escrita onde a cidade de Lisboa pode caber dentro de uma rua, por maior que seja, por maior que represente, por maior. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao concluir a leitura da crónica &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Souvenir from Lisbon&lt;/span&gt;, decidi, impulsivamente, localizar a rua em referência e, para a minha surpresa, ela está logo ali. Fui andar pela rua, olhei os prédios, as suas cores, deixei as imagens fluírem. Uma rua talvez pequena, as escadarias curvando e subindo a ladeira e se fazendo diferente de tantas outras. Foi ali o lugar de mais uma escrita. É ali o lugar de mais uma escrita. É aquele mais um dos lugares eternizados por A. L. Antunes. A senhora do segundo andar já não estava mais a estender as roupas e nem o velhote a conversar no passeio com o cachorro cego. Mas havia a sensação do “ cheiro dos frascos de perfume com suspiros de violetas […]&lt;br /&gt;   - Mãe”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-2627627661391670207?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/2627627661391670207/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/05/rua-em-souvenir-from-lisbon-de-antonio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/2627627661391670207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/2627627661391670207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/05/rua-em-souvenir-from-lisbon-de-antonio.html' title='A rua em &quot;Souvenir from Lisbon&quot;, de António Lobo Antunes'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-5063021937525740162</id><published>2010-05-16T01:00:00.001+01:00</published><updated>2010-05-16T01:05:02.036+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='15 de maio de 2010. Eu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fotógrado. Madri'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/S-81pw1aC5I/AAAAAAAAASQ/WLxEWuZBlZg/s1600/CIMG2130.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/S-81pw1aC5I/AAAAAAAAASQ/WLxEWuZBlZg/s400/CIMG2130.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5471651063878257554" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-5063021937525740162?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/5063021937525740162/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/05/blog-post_16.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/5063021937525740162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/5063021937525740162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/05/blog-post_16.html' title=''/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/S-81pw1aC5I/AAAAAAAAASQ/WLxEWuZBlZg/s72-c/CIMG2130.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-2607648490572820049</id><published>2010-05-16T00:57:00.002+01:00</published><updated>2010-05-16T01:07:11.914+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='15 de maio de 2010.  Madri'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mais um grande show de Maria Rita'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='E hoje'/><title type='text'>Fragmento do conto "Pescador de enigmas"</title><content type='html'>Aquela necessidade de pensar, instigar e remoer tal situação se tornava mais e mais incontrolável, e ele se entregava, e pensava “antes que chegue alguém, ou o telefone toque, o interfone, alguma voz... Medo de ser interrompido. Fantasia cruel, mas não é fantasia o que sinto”. Os enredos e os diálogos lhe criavam sofrimentos. Fantasias que lhe provocavam um vazio corrosivo. E pensava sempre um pouco mais, beirando as margens da imaginação. Aquele controle remoto em suas mãos “repetindo, repetindo, repetindo, como num disco riscado, o velho texto batido” e “cutucando, relembrando, reabrindo, a mesma velha ferida”, Maria Rita e Garfunkel tão presentes, intensos, viscerais, a música também tocando, e ele ali sem nem mais saber o que era verdade e o que era mentira.&lt;br /&gt;     De repente, um sorriso se alargou até às gargalhadas. E novamente um olhar quase indecifrável. Em seu colo, páginas de Artaud diziam que “em todo demente há um gênio incompreendido cujas idéias, brilhando em sua cabeça, apavoram as pessoas.” Grifou essas palavras com um grafite quase perfurando a folha, e prosseguiu a leitura, compulsivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In: O silêncio e a bagagem, 2008.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-2607648490572820049?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/2607648490572820049/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/05/fragmento-do-conto-pescador-de-enigmas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/2607648490572820049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/2607648490572820049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/05/fragmento-do-conto-pescador-de-enigmas.html' title='Fragmento do conto &quot;Pescador de enigmas&quot;'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-1832544947027480554</id><published>2010-05-10T19:40:00.001+01:00</published><updated>2010-05-10T19:40:51.787+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/S-hTKvdnCKI/AAAAAAAAAR0/YKmYsXJZGHI/s1600/CIMG2019.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/S-hTKvdnCKI/AAAAAAAAAR0/YKmYsXJZGHI/s400/CIMG2019.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5469713191445924002" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-1832544947027480554?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/1832544947027480554/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/05/blog-post_10.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/1832544947027480554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/1832544947027480554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/05/blog-post_10.html' title=''/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/S-hTKvdnCKI/AAAAAAAAAR0/YKmYsXJZGHI/s72-c/CIMG2019.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-4838087722066083831</id><published>2010-05-10T13:05:00.009+01:00</published><updated>2010-05-10T14:27:26.389+01:00</updated><title type='text'>"Cartas da Guerra", António Lobo Antunes: A Memória entre a Guerra e o Sublime</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;António Lobo Antunes é uma presença marcante no campo memorialístico da Literatura Portuguesa e Internacional, com a sua impactante obra literária, a saber, os seus romances e as suas crônicas. Por meio de uma narrativa com cenários compostos por narradores vinculados a recordações contundentes, lembranças aguçadas, densas e sublimes, o leitor é seduzido a acompanhar os seus narradores com as suas lembranças impregnadas de fantasmas, fragmentos discursivos, imagens traumáticas. Enfim, (re)construções, na memória, de um tempo passado e entrelaçadas num tempo presente.  &lt;br /&gt;A partir das características narrativas proporcionadas por Antunes, a proposta do nosso artigo é, considerando o percurso dos seus narradores, pela memória, realizar uma breve leitura de abordagem memorialística da sua obra, tendo em consideração seus romances e crônicas, designadamente “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;D`este viver aqui neste papel descripto&lt;/span&gt; – Cartas da guerra”. Trata-se de uma compilação das cartas escritas para a sua esposa, compiladas por suas filhas, e que compreendem o período de Janeiro de 1971 a Janeiro de 1973, quando o escritor esteve na guerra colonial em Angola. Um cenário, portanto, que percorre entre o espaço de guerra e o espaço de amor, revelando sentimentos distintos: a hostilidade e o amor, a solidão e a vida.&lt;br /&gt;Para a nossa análise, tomaremos como referências principais algumas considerações de Paul Ricoeur, resultado de suas investigações sobre a memória, e apresentadas em &lt;span style="font-style:italic;"&gt;A memória, a história, o esquecimento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto completo disponível &lt;a href="http://www.keepandshare.com/doc/1903775/original-pdf-a-cartas-da-guerra-pdf-may-10-2010-12-52-pm-56k?da=y"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumo do Artigo apresentado no XXII Congresso Internacional da Associação Brasileira de Professores de Literatura Portuguesa. UFBA - Salvador, Bahia. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-4838087722066083831?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/4838087722066083831/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/05/cartas-da-guerra-antonio-lobo-antunes_10.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/4838087722066083831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/4838087722066083831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/05/cartas-da-guerra-antonio-lobo-antunes_10.html' title='&quot;Cartas da Guerra&quot;, António Lobo Antunes: A Memória entre a Guerra e o Sublime'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-1675069909058889599</id><published>2010-05-03T22:14:00.000+01:00</published><updated>2010-05-03T22:15:34.320+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Foto by Rita Vidigal'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/S9884c-VfKI/AAAAAAAAARI/t6ZtptJ399s/s1600/lobo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 396px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/S9884c-VfKI/AAAAAAAAARI/t6ZtptJ399s/s400/lobo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5467155413199060130" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-1675069909058889599?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/1675069909058889599/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/05/blog-post.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/1675069909058889599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/1675069909058889599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/05/blog-post.html' title=''/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/S9884c-VfKI/AAAAAAAAARI/t6ZtptJ399s/s72-c/lobo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-4673458348399337459</id><published>2010-05-02T23:31:00.005+01:00</published><updated>2010-05-04T02:48:31.728+01:00</updated><title type='text'>António Lobo Antunes: um contentamento na 80ª Feira do Livro de Lisboa</title><content type='html'>Ontem fui à 80ª Feira do Livro de Lisboa. Livros. Muitos livros. Páginas e páginas recheadas de obras-primas e outras nem tanto ou uma longa, muito longa distância. Todos com os seus leitores apaixonados e, possivelmente, outros menos. Mas são leitores, o que é fundamental. O poder de atracão do livro, a sua sedução que atrai o leitor para dentro das suas páginas e para o seu enredo quando tudo, absolutamente tudo se transforma em real, mesmo que seja ficção, ou assim chamado.&lt;br /&gt; Fui direto para o Espaço Leya, que está ainda mais bem estruturado que o ano passado. Uma organização impecável e tantos e tantos livros em suas estantes. Levei comigo a minha edição brasileira de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Memória de Elefante&lt;/span&gt;, cheio de grifos e anotações em vermelho e em gravite: lido e relido. Em sua página em branco faltava um autógrafo do seu autor e grande mestre da narrativa António Lobo Antunes.&lt;br /&gt;        Uma fila já havia sido iniciada, e sobre a pequena mesa diante dele passava os seus mais diversos títulos para mais um dos seus inúmeros autógrafos. Nas prateleiras, os seus livros, todos atraentes, convidativos. Adquiri &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Fado Alexandrino&lt;/span&gt; e fui para o meu lugar na fila, levando comigo a paciência melhor possível. Afinal, Lobo Antunes é aquele autor que sabe compartilhar algum diálogo com os seus leitores, por mais breve que seja. Eu ali observando o seu prazer em tocar em seus livros, as suas criações tão criteriosas, as mãos se deslizando sobre as capas num sentimento de intimidade e de afeto. &lt;br /&gt;       Chegou a minha vez. Eu, os meus dois outros volumes dos seus romances, e um prazer repetido do ano passado. Primeiro entreguei O Fado Alexandrino e comecei a falar um pouco, bem breve, o mais breve possível, se havia uma fila e muitos outros livros para serem autografados. Falei da minha Pesquisa e entreguei o meu volume do &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Memória de Elefante&lt;/span&gt;, enquanto declarava a minha paixão por este romance. O entusiasmo inevitável e, quando percebi, já estava mostrando, ao seu autor, uma das passagens que considero das mais marcantes, e são muitas e muitas, dos seus romances: “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Herdei talvez de ti o gosto do silêncio […]. O gosto do silêncio e o fitarmo-nos como estranhos separados por distância impossível de abolir, que pensarás de facto de mim, da minha vontade informulada de te reentrar no útero para um demorado sono mineral sem sonhos, pausa de pedra nesta corrida que me apavora e que do exterior se me diria imposta, enfrenesiado trote da angústia na direcção do repouso que não há&lt;/span&gt;.”. Ele olhou o texto, muito brevemente, e exclamou com uma ternura que percorre as suas páginas: &lt;br /&gt;     “Minha mãe!”&lt;br /&gt;     Não podia me prolongar mais. Era a minha hora que se excedia, se havia uma fila, livros, outros enredos, outros leitores apaixonados pelas suas narrativas. Mais um breve encontro com o autor, bem breve, mas de prazer e resultado demais valoroso. É quando o que parece ser pouco é imenso e muito produtivo.&lt;br /&gt;No final, agradeci a Lobo Antunes por ter me ofertado um volume do &lt;span style="font-style:italic;"&gt;A Explicação dos Pássaros&lt;/span&gt;. Contentamento atraindo contentamento. Sai de lá com os meus três volumes e a vontade de ler, ler, ler…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-4673458348399337459?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/4673458348399337459/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/05/antonio-lobo-antunes-um-contentamento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/4673458348399337459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/4673458348399337459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/05/antonio-lobo-antunes-um-contentamento.html' title='António Lobo Antunes: um contentamento na 80ª Feira do Livro de Lisboa'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-184381783689585181</id><published>2010-04-28T02:31:00.000+01:00</published><updated>2010-04-28T02:32:09.918+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/S9eQENeOFsI/AAAAAAAAARA/JcbsRwQsp3M/s1600/osilencioeabagagemBLOG.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 349px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/S9eQENeOFsI/AAAAAAAAARA/JcbsRwQsp3M/s400/osilencioeabagagemBLOG.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5464995074847676098" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-184381783689585181?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/184381783689585181/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/04/blog-post_28.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/184381783689585181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/184381783689585181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/04/blog-post_28.html' title=''/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/S9eQENeOFsI/AAAAAAAAARA/JcbsRwQsp3M/s72-c/osilencioeabagagemBLOG.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-3687684203372108198</id><published>2010-04-28T02:25:00.000+01:00</published><updated>2010-04-28T02:27:34.642+01:00</updated><title type='text'>"Antes que os morangos apodreçam" . VI</title><content type='html'>Finalizei o Capítulo 5 quase agora. 21 páginas. Amanhã começo a fazer uma primeira leitura e alterações necessárias. As primeiras, depois as outras quando tudo estiver pronto. São agora 105 páginas. Cada Capítulo é esta sensação inquieta de um prazer que permanece, de um vazio que fica como se algo tenha sido esvaziado demais. A repetição das sensações. O receio de que as frases poderiam ser melhores, as metáforas mais bem trabalhadas, o caminho outro que não aquele, e a pergunta para o próximo capítulo: - E agora? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho a totalidade do enredo. Não ainda por completo. Tudo acontece a partir de um instante que resulta em outro e em outros, decisões que surgem do inesperado, o pensamento de cada personagem que pode crescer tanto e profundo até se romper e chegar a algum devaneio, ou nada disso e sempre a lógica das coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste capítulo apaguei algumas passagens. Melhor apagar se algo inquieta demais por não convencer de que esteja bem, qualquer que seja o texto. Algo inquieta e diz, se manifesta, e na narrativa parece tomar uma forma ainda maior. O receio de que as palavras, e muito mais as frases, sejam excessos, excessivas, abusivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pausa. Penso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos próximos dias iniciarei o Capítulo 6. Bem nos próximos dias, não muitos. Preciso adiantar o outro lado. Algumas leituras, um outro texto. Enquanto isso, os personagens dormem, e os pensamentos ali, bem ali ao lado de cada um. Exatamente como foi concluído o capítulo de hoje. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;02:20 da manhã.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-3687684203372108198?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/3687684203372108198/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/04/antes-que-os-morangos-apodrecam-vi.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/3687684203372108198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/3687684203372108198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/04/antes-que-os-morangos-apodrecam-vi.html' title='&quot;Antes que os morangos apodreçam&quot; . VI'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-7277588122307903089</id><published>2010-04-20T17:17:00.000+01:00</published><updated>2010-04-20T17:24:00.460+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Janela Noturna'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lisboa.'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/S83U_N5GCZI/AAAAAAAAAQ4/wVYQRyJZmkA/s1600/282.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/S83U_N5GCZI/AAAAAAAAAQ4/wVYQRyJZmkA/s400/282.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5462256105596258706" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-7277588122307903089?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/7277588122307903089/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/04/blog-post_20.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/7277588122307903089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/7277588122307903089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/04/blog-post_20.html' title=''/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/S83U_N5GCZI/AAAAAAAAAQ4/wVYQRyJZmkA/s72-c/282.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-8473966729069010322</id><published>2010-04-20T17:16:00.001+01:00</published><updated>2010-04-20T17:16:55.904+01:00</updated><title type='text'>"Antes que os morangos apodreçam" - V</title><content type='html'>Eis que o romance avança, toma forma, cria raízes em seus lugares, espaços, suas imagens e palavras, os diálogos verbalizados e outros em pleno silêncio no interior do ser de cada personagem Em alguns, mais: em outros, menos; e, nos demais, que são, de uma ou de outra maneira. O estar ali nas páginas que acontecem no decorrer das horas. O personagem e o narrador com as suas inquietações, e as deles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao iniciar este capítulo, interrompi a narrativa algumas vezes e fiquei ali pensando, mais do que nos capítulos anteriores, talvez: e agora? A minha própria busca de descoberta de como continuar. Percebo que, às vezes, estou invadindo o pensamento do outro, não eu, não exatamente eu, mas ele, o narrador, invadindo demais o pensamento do outro, e a brusca necessidade de interromper um pouco, refletir um pouco mais, perceber pelo eu semblante, o do personagem, quais são mesmo os seus pensamentos e as suas palavras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O romance segue tomando a sua própria forma, algum percurso pelo fluxo de consciência que, de certa maneira, permeia a narrativa. James Joyce e Marcel Proust, marcas do Século XX, escritores que não serei aqui redundante e dizer: impecáveis mestres nesta arte já explorada por Dostoievsky, de quem citei recentemente o grande “Cadernos do Subterrâneo”, assim como por Tchecov e Tolstoi e outros. A narrativa bem mais lá dentro do pensamento do personagem. Pensamentos tumultuados, velozes. Vale ressaltar que o termo “Stream of Consciousness” foi designado por William James, considerando a ininterrupta mutação da mente, direcionando-se para específicas impressões e sensações enquanto outras são, digamos, abandonadas. Eu, apenas um aprendiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, eis o quinto capítulo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase 4:00 da manhã quando ontem fui dormir, e, depois de um sono profundo, acordei no imediato do pensamento. Ainda 5:08 da manhã. Liguei o computador e escrevi mais um pouco, pois eu não podia perder aquelas palavras, ditas por um dos personagens centrais. É assim, escrever este romance tem sido assim, esta inquietação, e, acima de tudo, este prazer. Repito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que seja uma leitura agradável. Que seja.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-8473966729069010322?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/8473966729069010322/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/04/antes-que-os-morangos-apodrecam-v.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/8473966729069010322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/8473966729069010322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/04/antes-que-os-morangos-apodrecam-v.html' title='&quot;Antes que os morangos apodreçam&quot; - V'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-808212827212664385</id><published>2010-04-15T22:07:00.000+01:00</published><updated>2010-04-15T22:08:52.564+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pt'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Espinho'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/S8eAU3oRXuI/AAAAAAAAAQw/Ss5qEyow1SU/s1600/CIMG0952.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/S8eAU3oRXuI/AAAAAAAAAQw/Ss5qEyow1SU/s400/CIMG0952.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5460474169228615394" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-808212827212664385?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/808212827212664385/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/04/blog-post_4149.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/808212827212664385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/808212827212664385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/04/blog-post_4149.html' title=''/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/S8eAU3oRXuI/AAAAAAAAAQw/Ss5qEyow1SU/s72-c/CIMG0952.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-5618264674768214470</id><published>2010-04-15T21:56:00.003+01:00</published><updated>2010-04-15T22:05:49.893+01:00</updated><title type='text'>Atos 5</title><content type='html'>Entrar&lt;br /&gt;Fechar a porta&lt;br /&gt;e a janela&lt;br /&gt;Apagar a luz&lt;br /&gt;Sentar na cama&lt;br /&gt;no chão, no tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sabe...&lt;br /&gt;encontrar palavras&lt;br /&gt;que expliquem as variações do ser.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-5618264674768214470?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/5618264674768214470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/04/atos-5.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/5618264674768214470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/5618264674768214470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/04/atos-5.html' title='Atos 5'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-872921328763163523</id><published>2010-04-09T22:29:00.002+01:00</published><updated>2010-04-09T22:53:20.138+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='By Breno A. C'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='PALHEIRO'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/S7-cZjiZmNI/AAAAAAAAAQg/xOrO_p6pPgE/s1600/CIMG1978.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/S7-cZjiZmNI/AAAAAAAAAQg/xOrO_p6pPgE/s400/CIMG1978.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458253236246517970" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-872921328763163523?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/872921328763163523/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/04/blog-post_84.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/872921328763163523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/872921328763163523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/04/blog-post_84.html' title=''/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/S7-cZjiZmNI/AAAAAAAAAQg/xOrO_p6pPgE/s72-c/CIMG1978.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-4675850409442075634</id><published>2010-04-09T22:26:00.000+01:00</published><updated>2010-04-09T22:28:48.105+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='By I.'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/S7-b6hOCIMI/AAAAAAAAAQY/r7gJkfX39-Q/s1600/CIMG1952.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/S7-b6hOCIMI/AAAAAAAAAQY/r7gJkfX39-Q/s400/CIMG1952.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458252703048278210" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-4675850409442075634?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/4675850409442075634/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/04/blog-post_09.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/4675850409442075634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/4675850409442075634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/04/blog-post_09.html' title=''/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/S7-b6hOCIMI/AAAAAAAAAQY/r7gJkfX39-Q/s72-c/CIMG1952.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-4161954354201333307</id><published>2010-04-09T21:46:00.001+01:00</published><updated>2010-04-09T22:55:08.358+01:00</updated><title type='text'>"Antes que os morangos apodreçam" - IV</title><content type='html'>Esmoriz, PT. &lt;br /&gt;Hoje conclui o 4º capítulo do romance. Trouxe de Lisboa sete páginas escritas e aqui dei sequência, totalizando vinte e uma. Porém, ainda não direi que estão prontas. Afinal, embora aconteçam revisões durante a produção, inevitavelmente elas não param por ai. Falo da minha experiência. Não param por ai. E revisão é coisa árdua, lapidar é a outra face delicada de uma arte, qualquer que seja. &lt;br /&gt;O enredo e suas complexidades. A sensação que tenho é que à medida em que tomo conhecimento e afinidade com os personagens e suas histórias mais complexo fica o desenrolar do enredo. Não é sensação, E não estou pretendendo dizer nada de novo, falando, falando, apenas.&lt;br /&gt;Um cansaço. Um cansaço físico e mental. Um envolvimento que se aprofunda, e muito. E envolve, e cria laços, comprometimentos. E é mesmo grande o prazer. Um estado de euforia solitária. E por ser solitária a escrita é, por si só, densa.&lt;br /&gt;Mais uma etapa concluída. Bálsamo.&lt;br /&gt;Mas fica um vazio junto com o alívio.&lt;br /&gt;E fica o entusiasmo para continuar a história. E outras coisa se vão, foram, já estão no texto. Ou nunca.&lt;br /&gt;Fica também este fragmento sem saber exatamente o que dizer no meio de um romance, os seus conflitos, a história que precisa prosseguir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois sai um pouco. Caminhei pelas ruas de Esmoriz, andei pela praia, tirei fotografias. Esmoriz é uma cidade muito interessante. Seu nome, seu lugar, suas casas, as ruas quase vazias, vazias, e o movimento que cresce e colore a nova estação.&lt;br /&gt;Há um algo muito atraente neste lugar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Darei mais um tempo. Alguns dias. Tenho a pesquisa que é mais uma paixão. Ao retornar, domingo, vou ler mais um Lobo Antunes, é quase uma necessidade percorrer aquele universo, ir longe, bem longe! E tem as teorias, textos selecionados, concluir o estudo de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Pacto autobiográfico&lt;/span&gt;, P. Lejeune. Impecável.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-4161954354201333307?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/4161954354201333307/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/04/antes-que-os-morangos-apodrecam-iv.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/4161954354201333307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/4161954354201333307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/04/antes-que-os-morangos-apodrecam-iv.html' title='&quot;Antes que os morangos apodreçam&quot; - IV'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-683921783551424894</id><published>2010-03-25T14:42:00.000Z</published><updated>2010-03-25T14:44:37.288Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/S6t2yta95aI/AAAAAAAAAQQ/h4z211c6-Bs/s1600/Madrid_2006_0709.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/S6t2yta95aI/AAAAAAAAAQQ/h4z211c6-Bs/s400/Madrid_2006_0709.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5452582387420358050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-683921783551424894?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/683921783551424894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/03/blog-post_7245.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/683921783551424894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/683921783551424894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/03/blog-post_7245.html' title=''/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/S6t2yta95aI/AAAAAAAAAQQ/h4z211c6-Bs/s72-c/Madrid_2006_0709.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-2559520430804730595</id><published>2010-03-25T14:19:00.004Z</published><updated>2010-04-04T18:23:11.896+01:00</updated><title type='text'>"Antes que os morangos apodreçam" III</title><content type='html'>Comecei a escrever o Capítulo 4 do romance. Estou na sexta página, e ontem parei ao me deparar com um impasse por causa de uma chave: não me sentia seguro se “aquela” deveria ser ou não a chave de uma certa porta, em um determinado momento. Cada capítulo, embora seja a continuidade dos anteriores num entrelaçar da trama, é também uma etapa independente, a sensação de que uma nova história, que não aquela, vai acontecer. Apenas uma sensação, pois a ´nova história` é determinada pela ´velha história`. É a minha experiência pessoal, depois do experimentar a escrita de contos e a sua velocidade exigida sem que se perca o fio das coisas. &lt;br /&gt;A mudança de espaço ou mesmo a sua permanência faz com que tudo seja novo. Um objeto que cai, um inseto que surge, um pensamento no lugar da realidade, tudo, enfim, transforma o ambiente que inicia um novo capítulo, o ambiente que pode ser a mesma sala de antes, num momento imediato ao anterior.&lt;br /&gt;Como comentei na postagem anterior, depois que conclui o Capítulo 3 fiquei talvez uma semana sem escrever. Fiz, portanto, o Relatório, 20 páginas, para a transição do doutorado para o modelo Bolonha, e depois senti uma vontade e uma necessidade de ler um romance, um texto sem vínculo direto com o que venho lendo com um propósito mais específico. Li então uma excelente sugestão da minha cara amiga e doutoranda em Estudos Portugueses, Cláudia Souza, que vem acompanhando a leitura dos capítulos escritos, e eu inquieto para saber da sua valorosa opinião. &lt;br /&gt;A sugestão. F. Dostoiévski, “Cadernos do subterrâneo”, versão portuguesa de Nina Guerra e Felipe Guerra, para a Assírio &amp; Alvim, traduzido também por “Memórias do subsolo”, versão brasileira. Um perfeito exemplo de fluxo de consciência, além da excelência do texto. É, eu sei que eu estou falando de Dostoiévski. A leitura sugou o meu fôlego no melhor sentido da palavra e do prazer. O tempo voou. Nem vi o tempo voando.    &lt;br /&gt;“Meus senhores, claro que estou a brincar, e eu próprio sei que ando mal ao brincar assim, que nem tudo pode ser levado na brincadeira. Talvez esteja a brincar rangendo os dentes. Senhores, estou atormentado de questões, resolvam-nas por mim.” (p. 53).&lt;br /&gt;E na sequência densa do texto…&lt;br /&gt;“Passou-me pela cabeça um pensamento lúgubre, percorreu-me o corpo como um arrepio de repulsa, um pouco como que se sente quando se entra numa cave húmida e bafienta.” (p.134). &lt;br /&gt;E o tempo voou. Retornei à minha escrita, e espero que o tempo também voe, e o romance caiba dentro deste tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-2559520430804730595?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/2559520430804730595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/03/antes-que-os-morangos-apodrecam-iii.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/2559520430804730595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/2559520430804730595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/03/antes-que-os-morangos-apodrecam-iii.html' title='&quot;Antes que os morangos apodreçam&quot; III'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-746852974750151801</id><published>2010-03-11T22:19:00.001Z</published><updated>2010-03-11T22:27:04.886Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='By Cintia Santos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mad/Es'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/S5ls40BWqmI/AAAAAAAAAQA/6hySmMild48/s1600-h/Madrid_2006_0694.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/S5ls40BWqmI/AAAAAAAAAQA/6hySmMild48/s400/Madrid_2006_0694.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5447504947574123106" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-746852974750151801?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/746852974750151801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/03/blog-post_11.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/746852974750151801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/746852974750151801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/03/blog-post_11.html' title=''/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/S5ls40BWqmI/AAAAAAAAAQA/6hySmMild48/s72-c/Madrid_2006_0694.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-1486055503896176125</id><published>2010-03-11T22:12:00.000Z</published><updated>2010-03-11T22:13:31.761Z</updated><title type='text'>"Antes que os morangos apodreçam" II</title><content type='html'>Acabei de escrever o terceiro capítulo do romance de título provisório “Antes que os morangos apodreçam”. Pouco antes das 9 horas da manhã, depois de muita inquietação sobre o destino da narrativa, consegui colocar um ponto final, depois de 20 páginas que, juntas com as demais, somam agora 63 páginas já escritas. Digo “já” pois, pelo menos para mim, trata-se de um processo árduo, embora misturado com o grande prazer de sentir a construção de cenários, diálogos, personagens e tensões. Repito. O texto avança, e descobertas vão acontecendo: o planejado e o imprevisível, quando a própria escrita pode surpreender o autor por caminhos inesperados.&lt;br /&gt;Escrever 20 páginas é antes ter escrito mais 20, num retocar de palavras, frases e substituição do que parece ou realmente é o mais adequado, o mais lógico, o que mais se envolve com a clareza e intenção do que se pretende. Ontem, já no final da tarde, uma página pareceu pronta em poucos minutos, depois de uma luta durante a manhã quase inteira para que a mesma sensação se desse na construção de um único parágrafo que não conseguia se dar por satisfeito, por completo, numa batalha entre as palavras. As palavras são assim. As palavras e as frases. Brigam entre elas até que se afinam e se satisfazem com uma harmonia pretendida. E depois, em outro momento, após um estado do repensar, podem ainda decidir que não, e que falta algo, ou algo existe em excesso. A falta e o excesso podem ser um perigo para o texto.&lt;br /&gt;Neste momento de prazo para ser comprido, relatório da minha pesquisa sobre L. Antunes e A. Torres, coincidentemente 20 páginas exigidas pela Universidade, preciso de um breve tempo para começar a percorrer as páginas ainda vazias do quarto capítulo. Nem é exatamente o vazio, afinal, o caminho está aberto e os passos foram iniciados a partir do primeiro capítulo, melhor, do primeiro parágrafo, primeira cena. É dar seguimento às ações, interlocuções, o poder das palavras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-1486055503896176125?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/1486055503896176125/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/03/antes-que-os-morangos-apodrecam-ii.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/1486055503896176125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/1486055503896176125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/03/antes-que-os-morangos-apodrecam-ii.html' title='&quot;Antes que os morangos apodreçam&quot; II'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-6686471915839303048</id><published>2010-02-21T11:52:00.001Z</published><updated>2010-02-21T11:56:07.438Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Em Pozuelo de Alarcón'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/S4Ee1tqnbzI/AAAAAAAAAPw/MaZXuVyNA-4/s1600-h/Madrid_2006_0729.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/S4Ee1tqnbzI/AAAAAAAAAPw/MaZXuVyNA-4/s400/Madrid_2006_0729.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5440663732980510514" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-6686471915839303048?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/6686471915839303048/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/02/blog-post_21.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/6686471915839303048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/6686471915839303048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/02/blog-post_21.html' title=''/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/S4Ee1tqnbzI/AAAAAAAAAPw/MaZXuVyNA-4/s72-c/Madrid_2006_0729.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-8917046883880435376</id><published>2010-02-21T11:39:00.002Z</published><updated>2010-03-17T23:45:13.752Z</updated><title type='text'>"Antes que os morangos apodreçam"</title><content type='html'>Um dia, num ímpeto, acreditando que escreveria um romance naquela sequência de dias, escrevi nada mais que 12 páginas. Foi tudo, em quantos dias não me lembro mais. Não muitos, acredito, devido ao impulso daquele momento e a interrompida certeza de que sim, eu escreveria naquela época. Mais de cinco anos se passaram, e o arquivo do possível romance ficou rodando do velho ao novo computador, sendo renovado, adiado, na expectativa de que um dia ele aconteceria. &lt;br /&gt;Pois bem. Era Janeiro de 2010 amanheci pensado naquela história, naqueles personagens, numa paisagem já descrita logo no início do que eu já chamava de romance. Senti novamente o ímpeto, a atracão, o desejo de retornar ao texto, prosseguir, cavar palavras, garimpar frases, cenários, instantes, cenas que completariam o que já havia um início. Lá estava o início de uma história, alguns detalhes que eu já não me lembrava com exatidão, embora guardados.  &lt;br /&gt;Ao reler aquelas páginas, logo percebi mudanças necessárias. Uma inevitável reescrita. Aquela coisa que o cansaço se mistura ao prazer. Rever um texto, reler, trabalhar melhores construções pode ser realmente bem cansativo, essa parte essencial a qualquer escrita. É a busca pelo que acreditamos ser o melhor, o mais próximo do que podemos chamar, talvez, de perfeição. Enquanto relia… foi mais de uma semana numa releitura inquieta, até que precisei afirmar, ou insinuar, para mim mesmo, que já estava bom, e que eu deveria dar continuidade a escrita. Afinal, alimentar a correção pode ser demais exaustivo, e o texto é agradavelmente vaidoso, ele quer o melhor para ele mesmo. Entretanto, chega a hora de parar. E ai, é o senso crítico que deve estar atento para analisar a qualidade do texto, se ele atingiu o seu objetivo, ou se são apenas palavras imaturas, um texto que não soube perceber a si mesmo. &lt;br /&gt;(O texto precisa ser vaidoso, por mais simples que seja, ele precisa ser vaidoso, sem ser arrogante.) &lt;br /&gt;Mas, retornando ao romance, daquelas doze páginas conclui o primeiro parágrafo, depois de mais algumas páginas escritas. Depois, arranquei mais um pouco de fôlego ao meu redor e dentro de mim mesmo, o óbvio, e conclui o segundo capítulo. E há três dias atrás fiquei aqui parado em busca do início do terceiro capítulo, o destino da história de cada personagem. Algumas coisas já arrumadas para o prosseguimento do romance, e outras coisas embaralhadas. Bem embaralhadas. Um início que não era início, e talvez até fosse, mas agora, já apagado. É assim mesmo. É assim que surge. Ontem consegui dois parágrafos, e hoje é um novo dia. &lt;br /&gt;Como decidi acreditar que terei tempo suficiente para escrever a tese, e há uma bibliografia extensa, decidi fazer um trabalho paralelo, pois escrever é algo que me atrai com profundidade, e fica em mim como um grude. É isso. Tomara mesmo que até o final do ano eu consiga concluir a escrita do romance, de título ainda provisório, “Antes que os morangos apodreçam”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-8917046883880435376?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/8917046883880435376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/02/antes-que-os-morangos-apodrecam.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/8917046883880435376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/8917046883880435376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/02/antes-que-os-morangos-apodrecam.html' title='&quot;Antes que os morangos apodreçam&quot;'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-4354600862800688735</id><published>2010-02-17T01:05:00.000Z</published><updated>2010-02-17T01:07:01.661Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Esmoriz. Eu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu fotografando'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/S3tBEYZhG0I/AAAAAAAAAPo/kvxd5c_TuNQ/s1600-h/Osilencioeabagagagem+071.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/S3tBEYZhG0I/AAAAAAAAAPo/kvxd5c_TuNQ/s400/Osilencioeabagagagem+071.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439012518504766274" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-4354600862800688735?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/4354600862800688735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/02/blog-post_17.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/4354600862800688735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/4354600862800688735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/02/blog-post_17.html' title=''/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/S3tBEYZhG0I/AAAAAAAAAPo/kvxd5c_TuNQ/s72-c/Osilencioeabagagagem+071.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-2862566969546557668</id><published>2010-02-17T00:56:00.002Z</published><updated>2010-02-17T00:59:08.983Z</updated><title type='text'>Cerimônias sem casamentos</title><content type='html'>Quando ela percebeu que a sua dor era maior do que aparentava foi no momento em que já estava fugindo para dentro do quarto que dividia com a irmã. Ela, a irmã um ano mais nova, em meio a mais uma das suas discussões, disse, de maneira pausada, aquela frase que lhe trouxe de volta uma das lembranças mais doloridas. Justo na véspera dos seus quarenta anos, e já em meio a tantas outras lembranças: o casamento desfeito, antes da cerimônia que seria no mês dos seus vinte anos; o filho com o nome escolhido, meticulosamente, o qual, talvez, ela não mais terá; a virgindade guardada para o novo príncipe que, de tão encantado que ela idealizou, parece desaparecido por outras cavalgadas em um esbelto cavalo branco. Foi neste quadro, com outras coisas mais, que ela foi flechada por uma pontaria certeira, bem na fechadura do baú lacrado com as recordações que seriam incineradas pelo tempo. &lt;br /&gt;        A irmã mais nova nunca deixou de se sentir a caçula com os privilégios de quando era criança, e carregava por todos os seus anos a confortável ilusão de que a vida era construída aos seus pés, e que o mundo mimado da sua infância nunca passaria. Trazia consigo a criança idealizada, enquanto a mulher que nela havia crescido se deparava com todos os conflitos do namoro que nunca aconteceu, e do primeiro beijo que nunca passou das suas erotizadas leituras de amor da revista Sétimo Céu. Tudo tão guardado na intimidade do seu coração trancado, sonhos secretos, desejos jamais compartilhados com os amigos íntimos que nunca existiram. Como sonhos que inevitavelmente vão morrendo frente ao desgaste do tempo, as revistas de amor foram sendo abolidas, trocadas pelas revistas informativas, culturais, num esforço também de agredir a irmã que nunca conseguiu ir além de conhecimentos bem elementares, presa a informações supérfluas. Mas esta, ao contrário da outra, tinha amigos, saía de casa todos os dias para trabalhar, tinha uma razoável independência para as suas roupas de marca, um abarrotado cartão de crédito com tumultuados pagamentos mínimos de prestações de Zoomp, Forum, Carmim, Guess, e uma tão sonhada compra na Daslú. &lt;br /&gt;      Eram três as suas irmãs mais velhas, sendo que as duas primeiras eram casadas; uma, com um homem rico, e a outra com um homem se empurrando para estar na classe média. Ela e a irmã mais nova se espremiam na mesma situação financeira dos pais: uma casa bonitinha, um muro alteado com grades, paredes pintadas em cores modernas, um conjunto de sofá sempre reformado para manter um ar de novo, e um fogão inoxidável presenteado pela irmã que ficou rica. No mais, quase as mesmas peças e objetos de sempre, embora muito bem conservados pelo zelo da mãe, que se dividia entre os afazeres da casa, os bordados, crochês e tricôs exigidos pelo orçamento da família, incluindo as revistas e pequenas compras da filha mais nova. Quanto à terceira das irmãs, a que fazia a separação entre as duas classes de irmãs, desapareceu no mundo depois de muitos avisos de que ainda se libertaria das irmãs neuróticas, principalmente da irmã mais nova, a estranhamente neurótica. &lt;br /&gt;       A mãe nunca deixou de ser aliada a filha caçula, e, invariavelmente, concordava que todas as brigas entre as duas irmãs eram culpas da mais velha, que, na verdade, era a mais passiva, a relevante, a que se recolhia para não deixar explodir os tantos rancores acumulados pelos insultos e menosprezos elaborados pela irmã e confirmados pela mãe.  Jogaram sobre as suas costas o peso de ter interrompido a seqüência dos casamentos, e afirmavam que ela poderia muito bem ter aceitado a proposta matrimonial do viúvo rico e amigo do seu pai. Tinha idade de ser neta dele? E daí? Foi a única proposta surgida em vinte anos de espera, estaria rica, deixaria o quarto livre e entregue ao mundo peculiar da irmã, “o príncipe, a fada, a madrinha, a princesa nunca chegam pra alguns!” Todas estas justificativas ela ouviu muitas vezes, e ainda lhe são lembradas nos dias de maiores ausências afetivas.&lt;br /&gt;       Ela, então, fechou a porta do quarto para fugir mais uma vez de ouvir tudo aquilo que já sabia de cor, e se trancou ali dentro, mesmo sabendo que a sua irmã mantinha em seu poder a cópia da chave. Mas, desta vez, ela ficou lá de fora, lançando as suas mais árduas palavras que entravam pela fresta inferior da porta e pelo buraco da fechadura. Aquele som ressoando pelo quarto e pelas suas recordações; aquelas palavras um dia lidas, e agora com pretensões de também serem mais cortantes do que qualquer espada de dois gumes, e penetrar até a divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e discernir os pensamentos e intenções do coração. &lt;br /&gt;Sentada sobre a cama, ela novamente retornou a um certo dia da sua infância, e reencontrou os momentos que haviam ficado em sua vida como uma nódoa encrespada do passado. Outra vez, prometeu não chorar, e ficou em silêncio pra não dizer tantas coisas e ouvir tantas outras mais. Ouviu, então, a voz da mãe, num tom de descaso, querendo disfarçar a sua própria parcialidade: “Parem com esta briga, meninas!” E ela visualizava a expressão da mãe, pronta a defender a filha caçula se as palavras agressivas fossem revidadas. &lt;br /&gt;      Depois de tantas palavras expostas a feridas, ela abriu a sacola com uma compra feita naquele dia. Uma calça jeans último lançamento, etiqueta rasgada pra ocultar o preço real, e o argumento falso de que a loja estava com uma promoção de 50% em três vezes no cartão. Saiu de volta ao trabalho com aquela angustia apertada dentro dela. &lt;br /&gt;        A sua irmã, com o rosto bem branco e bem avermelhado pela sua tensão autoritária e perversa, entrou no quarto e trancou a porta. Pegou a chave do seu guarda-roupa, destrancou a porta, pegou uma caixa com uma coleção de convites de casamentos de parentes e amigos da família, e ficou olhando cuidadosamente um por um. Por fim, separou um deles, o que lhe parecia o mais bonito, e, mesmo tão familiarizada com cada um daqueles detalhes, o contemplou cuidadosamente e o colocou debaixo do seu travesseiro. Guardou os outros no mesmo lugar de sempre, retornou à sua cama, vestiu uma camisola de seda comprada anos atrás, e se deitou parecendo dormir um sono tão tranqüilo. &lt;br /&gt;       Ficou ali renovando os sonhos e acalmando as dores mais íntimas, que “só quem os sonham e as sentem os conhecem.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O silêncio e a Bagagem&lt;/span&gt;, 2007.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-2862566969546557668?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/2862566969546557668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/02/cerimonias-sem-casamentos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/2862566969546557668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/2862566969546557668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/02/cerimonias-sem-casamentos.html' title='Cerimônias sem casamentos'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-130292269523385505</id><published>2010-02-04T17:17:00.002Z</published><updated>2010-02-04T17:38:47.295Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Esmoriz. Eu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fotógrafo'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/S2sBgYOyOXI/AAAAAAAAAPg/lTHhBk14oT4/s1600-h/CIMG0916.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/S2sBgYOyOXI/AAAAAAAAAPg/lTHhBk14oT4/s400/CIMG0916.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434439031124539762" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-130292269523385505?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/130292269523385505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/02/blog-post.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/130292269523385505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/130292269523385505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/02/blog-post.html' title=''/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/S2sBgYOyOXI/AAAAAAAAAPg/lTHhBk14oT4/s72-c/CIMG0916.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-7729395687195268598</id><published>2010-02-04T17:13:00.002Z</published><updated>2010-02-04T17:35:13.472Z</updated><title type='text'>O embornal</title><content type='html'>Abriu lentamente o embornal&lt;br /&gt;E lentamente retirou o pão.&lt;br /&gt;O único. &lt;br /&gt;Partiu o pão ao meio:&lt;br /&gt;E ao primeiro deu uma parte&lt;br /&gt;E ao segundo a outra parte.&lt;br /&gt;Depois, olhou para o céu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-7729395687195268598?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/7729395687195268598/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/02/depois.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/7729395687195268598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/7729395687195268598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/02/depois.html' title='O embornal'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-633049828932524355</id><published>2010-01-31T10:04:00.000Z</published><updated>2010-01-31T10:10:08.201Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='no alto. PT'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Janeiro de 2010'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Espinho'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/S2VW0445thI/AAAAAAAAAPY/MvUgil-I-k8/s1600-h/CIMG0961.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/S2VW0445thI/AAAAAAAAAPY/MvUgil-I-k8/s400/CIMG0961.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5432843992116606482" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-633049828932524355?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/633049828932524355/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/01/blog-post_31.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/633049828932524355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/633049828932524355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/01/blog-post_31.html' title=''/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/S2VW0445thI/AAAAAAAAAPY/MvUgil-I-k8/s72-c/CIMG0961.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-7555026809887094014</id><published>2010-01-31T09:53:00.002Z</published><updated>2010-01-31T09:57:27.788Z</updated><title type='text'>Enquanto as folhas são espalhadas pelo vento II</title><content type='html'>As folhas secas harmoniosamente se espalhavam ao vento lá fora. Aquele som cortante no coração, provocado pelas bordas das folhas e pelos grãos finos da areia nas calçadas silenciosas. Ouviam-se vozes ao longe, bem ao longe, embora viessem de tão perto, dali mesmo da rua da sua casa. Vozes alheias ao seu silêncio e à saudade que lhe arranhavam a alma. A casa silenciada, totalmente silenciosa, e aquele som de folhas secas ao vento, ecos nítidos, perfeitos, misturados a outros ecos nítidos, perfeitos, de uma voz agora ausente, e percorrendo-lhe visceralmente a memória.  Era assim que ele se encontrava naquele fim de tarde. Nesta mais próxima tentativa utópica de explicar imagens e sentimentos que impactavam as suas recordações. O retorno à casa naquele dia distante de quando todos se reuniam. Um retorno à casa fechada por tanto tempo e o enfrentar aquele sentimento perdido para sempre.&lt;br /&gt;      Ele estirado no sofá, e aquele porta-retrato estirado em seu peito, depois de retirado de debaixo do lençol empoeirado que cobria a penteadeira cheia de histórias. Um porta-retrato com aquela fotografia eternizada pela saudade. Os olhos que jamais se fecham e o poder de se manter vivo, eterno. O olhar incessante e a dizer tantas palavras imortais. Aquela fotografia deitada em seu coração e o dilatar de uma dor que pulsava, também, em seus olhos, cruzando o sereno da noite na tentativa de atingir os céus. O eco daquela voz sempre permeando a sua vida. Tudo tão reduzido a fotografias, a imagens, porta-retratos e recordações, no coração. Pouco, muito pouco, entretanto.&lt;br /&gt;      Por mais que abrisse portas, ligasse o som, rodasse músicas, arrastasse mesas e cadeiras; por mais que falasse ao telefone, nunca desligado, mesmo sem mais ninguém a atendê-lo; por mais que molhasse as plantas secas, gritasse a dor, e insistisse em sentir o cheiro que não mais existia; por mais, e por mais, de nada adiantaria. E isto o inquietava, travava a sua garganta ressecada pelo clamor do retorno para sempre silenciado. O olhar entre o céu e a falta de coragem de encarar aquela fotografia além de poucos segundos. A certeza definitiva de que só no coração é que os sentimentos podem não morrer para sempre. &lt;br /&gt;      As folhas secas, sem direção, sem rumo, desordenadas, e se distanciando dos dias das suas próprias flores, dos seus perfumes, os ventos fortes que não as abalavam. O coração, a casa, as folhas ao vento.&lt;br /&gt;      (De repente, a vontade impulsiva de quebrar aquele porta-retrato.)&lt;br /&gt;      (De repente, a sensação de um surto repentino, provocando uma perturbadora vontade de rasgar, esmiuçadamente, aquela fotografia.)  &lt;br /&gt;      De repente, foi invadido por sensações estranhas, enquanto tomado pelo “pra que servem agora fotografias?” E, sem respostas, deu tanta vida aquela retrato emoldurado, e o abraçou tão forte, deixando as marcas da moldura em seu peito.  Porém, foi tomado por um sussurro dizendo que fotografias são papéis, apenas, e se entregou a uma respiração profunda e dolorida.&lt;br /&gt;      A bagagem feita para tão poucos dias estava ainda intacta diante da porta do quarto que era o seu. Ele se levantou daquele sofá, sem se desgrudar do porta-retrato com aquela fotografia de anos atrás, e se encaminhou até a sua bagagem. Ajoelhou-se, respirou o mais profundo que pôde, e então decidiu não permanecer ali nem mais um minuto. Abriu a pequena mala, pegou uma camisa de muita estimação, nela envolveu cuidadosamente o porta-retrato, e o guardou em sua bagagem.&lt;br /&gt;Tanto silêncio! Os passos lentos em direção à porta lateral, e depois ao portão. Lembranças guardadas atravessando-lhe o peito, um último olhar para trás, os olhos embargados, e, então, saiu e trancou a casa com um resto de coragem que lhe restava. &lt;br /&gt;     Com um olhar transtornado pela saudade, saiu caminhando pela sua antiga rua, pisando em tantas folhas secas que se espalhavam ao vento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(In: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O silêncio e a bagagem&lt;/span&gt;, 2008)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-7555026809887094014?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/7555026809887094014/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/01/enquanto-as-folhas-sao-espalhadas-pelo.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/7555026809887094014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/7555026809887094014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/01/enquanto-as-folhas-sao-espalhadas-pelo.html' title='Enquanto as folhas são espalhadas pelo vento II'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-1499078815629677460</id><published>2010-01-26T18:38:00.001Z</published><updated>2010-01-26T18:43:35.219Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cais do Sodré'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Janeiro de 2010'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/S182uVyaj0I/AAAAAAAAAPQ/rIYcmnYKo-Y/s1600-h/CIMG1627.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/S182uVyaj0I/AAAAAAAAAPQ/rIYcmnYKo-Y/s400/CIMG1627.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5431119845382590274" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-1499078815629677460?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/1499078815629677460/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/01/blog-post_8079.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/1499078815629677460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/1499078815629677460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/01/blog-post_8079.html' title=''/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/S182uVyaj0I/AAAAAAAAAPQ/rIYcmnYKo-Y/s72-c/CIMG1627.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-1792723238369365002</id><published>2010-01-26T18:36:00.001Z</published><updated>2010-01-26T18:42:38.243Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visão Cais do Sodré'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Janeiro 2010'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/S182Y64JJ_I/AAAAAAAAAPI/qca3zrfBIQ8/s1600-h/CIMG1624.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/S182Y64JJ_I/AAAAAAAAAPI/qca3zrfBIQ8/s400/CIMG1624.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5431119477381605362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-1792723238369365002?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/1792723238369365002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/01/blog-post_26.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/1792723238369365002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/1792723238369365002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/01/blog-post_26.html' title=''/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/S182Y64JJ_I/AAAAAAAAAPI/qca3zrfBIQ8/s72-c/CIMG1624.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-5802858542703970974</id><published>2010-01-26T18:19:00.005Z</published><updated>2010-01-26T18:27:45.438Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Do livro &quot;Versus (in)versus&quot;'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='1989'/><title type='text'></title><content type='html'>O amanhã chegou hoje&lt;br /&gt;Às 10:00 da manhã.&lt;br /&gt;Um tanto tarde&lt;br /&gt;Para a ansiedade do ontem.&lt;br /&gt;Olhos inchados&lt;br /&gt;Coração tenso&lt;br /&gt;Peito sufocado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amanhã chegou&lt;br /&gt;Sem fome, sem sede&lt;br /&gt;Garganta trancada&lt;br /&gt;E um receio de pensar.&lt;br /&gt;Levou as horas&lt;br /&gt;Ficaram apenas os minutos&lt;br /&gt;Minutos&lt;br /&gt;Minutos&lt;br /&gt;Minuto.&lt;br /&gt;Quero voltar ao ontem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-5802858542703970974?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/5802858542703970974/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/01/o-amanha-chegou-hoje-as-1000-da-manha.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/5802858542703970974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/5802858542703970974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/01/o-amanha-chegou-hoje-as-1000-da-manha.html' title=''/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-6010374224680597347</id><published>2010-01-17T12:07:00.000Z</published><updated>2010-01-17T12:09:51.725Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pt'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='No céu de Aveiro'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/S1L92MWyHXI/AAAAAAAAAPA/-zEvDSVP_jQ/s1600-h/CIMG9433.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/S1L92MWyHXI/AAAAAAAAAPA/-zEvDSVP_jQ/s400/CIMG9433.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5427679608406416754" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-6010374224680597347?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/6010374224680597347/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/01/blog-post_17.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/6010374224680597347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/6010374224680597347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/01/blog-post_17.html' title=''/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/S1L92MWyHXI/AAAAAAAAAPA/-zEvDSVP_jQ/s72-c/CIMG9433.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7406280862961744360.post-3967545460605281713</id><published>2010-01-17T11:56:00.003Z</published><updated>2010-01-18T01:50:08.177Z</updated><title type='text'>Sobre a crônica "O vestuário dos pássaros" de António Lobo Antunes</title><content type='html'>Tão bela a crônica “O vestuário dos pássaros*” de A. L. Antunes! Um texto simples sem ser simples, quando a simplicidade nos diz tantas coisas que marcam, que ficam, que faz surgir vida das coisas; e dos espelhos faz refletir uma infinidade de reflexões, movimentos pelo interior do ser e que nos levam a uma viagem que percorrem por paisagens da memória. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem diante do espelho: “De vez em quando olhava-me com estranheza de ser aquele e não nos falámos, claro. […] um desconhecido para mim; [...] não tínhamos nada a dizer um ao outro, de que raio de assuntos podíamos conversar?” Uma pausa diante da interrogação. Respostas pessoais, íntimas, fotografias reveladas e outras que ainda serão trabalhadas pelo fotógrafo que somos. Somos fotógrafos permanentes: fotografias que colocamos em grandes porta-retratos e fotografias outras guardadas. Rasgadas são algumas. Apenas rasgadas, e o destino dos pedaços é incerto: pedaços que se refazem e outros não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lobo Antunes é um dos meus preferidos escritores e criadores de imagem. Todos os seus textos garantem um deleite e não há aquela expectativa de ser ou não ser uma leitura de grande prazer. A expectativa é conhecer qual é o novo grande prazer que ele nos proporcionará ao iniciarmos a leitura de cada um dos seus textos. Assim é “O vestuário dos pássaros”, que tem o seu início em uma, aparentemente, cena simples do dia de ontem. Um “restaurantezeco” onde o nosso narrador come e restava apenas uma mesa vazia. Era o lugar da escrita: “apenas ao sentar-me dei conta que ficava diante de um espelho e portanto almocei comigo.” Dai a crônica prossegue, e em poucos instantes gavetas são abertas com coisas do passado. Do presente. Do futuro. Enquanto as coisas se movimentam numa terna ventania: “A varanda da sala onde junto estas palavras está fechada e contudo parece--me existir vento nas coisas.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao concluir a minha primeira leitura da crônica, não hesitei e deixei ali a minha impressão: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas existe sim vento nas coisas, ainda que a varanda da sala esteja fechada, e tudo ao redor pareça silêncio. Existe sim o vento que surge das folhas que deixam de ser brancas ao deslizar das palavras impregnadas de sentimentos. Palavras que se encostam em outras palavras e juntas se libertam do abandono e criam imagens que fazem vento, muito vento. Uma ventania de prazer denso, intenso, vida (re)construida, vida rememorada de maneira especialmente antuniana: bela, não importa a paisagem do instante. I. L. Andrade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Revista Visão Online, 7 de Janeiro de 2010: http://aeiou.visao.pt/o-vestuario-dos-passaros=f543409&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7406280862961744360-3967545460605281713?l=osilencioeabagagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/feeds/3967545460605281713/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/01/sobre-cronica-o-vestuario-dos-passaros.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/3967545460605281713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7406280862961744360/posts/default/3967545460605281713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencioeabagagem.blogspot.com/2010/01/sobre-cronica-o-vestuario-dos-passaros.html' title='Sobre a crônica &quot;O vestuário dos pássaros&quot; de António Lobo Antunes'/><author><name>I. Luiz Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09673022442163139662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0ySqjsvXslw/Sl2qv_EFmVI/AAAAAAAAABs/Zz6V-_4vgEU/S220/Osilencioeabagagagem+075.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
